
Chrono Trigger
Chrono Trigger é simplesmente uma lenda! Sério manos e minas, o que eu, um reles escritor de blog meia boca, pode falar além disso? Eu seria um doido completo, se viesse aqui e dissesse que esse game não faz jus a fama que tem. Não é nem para ir com a manada ou ser maria vai com as outras, eu realmente também acredito que esse game é uma das coisas mais fodas que o ser humano já fez. Meu papel aqui vai ser mesmo mostrar o porquê disso. Ou pelo menos tentar, já que acredito que não tenho a capacidade necessária para esse job. Que é job de trabalho e não de putaria. Malditos jovens que ficam sequestrando nossas palavras. O esquema tem uma história redondinha, personagens com um carisma sobrenatural, uma jogabilidade na medida para diversão, música marcante e uma pixel art pornográfica. Também, o que a gente ia esperar sendo que juntaram só gente alienígena nesse projeto. É gente com anos de Square, gente de Final Fantasy, gente de Dragon Quest e até gente de Dragon Ball (vocês sabem de quem estou falando). Não tinha como dar merda. A pergunta que fica é: por que não teve mais? Imagino ser um inferno coordenar um monte de gênios, vide o que rolou com os Beatles e o Quadrado Mágico, mas o benefício é só esse: Um game que volto a repetir, É UMA LENDA!!
Ficha Técnica
| Publisher | Squaresoft (alcançou um patamar que pouca gente conseguiu alcançar) |
| Desenvolvedor(es) | Squaresoft |
| Diretor | Takashi Tokita (que tinha só trabalhado em FF4) |
| Produtor | Kazuhiko Aoki (de FF3 e SaGa) (mas também teve mão de Hironobu Sakaguchi e Yuji Horii) |
| Designer | Akihiko Matsui (outro pika de FF) |
| Artes | Akira Toriyama (simplesmente O HOMEM) |
| Músicas | Yasunori Mitsuda Nobuo Uematsu (simplesmente outra Lenda) (essa ficha técnica é pesada de carregar, vão pra um lugar com net boa) |
| Plataforma | SNES PS1 NDS IOS Android PC |
| Lançamento | JP SNES – 11 de Março, 1995 NA SNES – 22 de Agosto, 1995 PS1 – 29 de junho, 2001 JP NDS – 20 de Novembro, 2008 NA NDS – 25 de Novembro, 2008 EU NDS – 06 de Fevereiro, 2009 IOS – 08 de Dezembro, 2011 Android – 29 de Outubro, 2012 PC – 27 de Fevereiro, 2018 |
Resumão para não ficar perdido
Na baixaria épica da vez conhecemos mano Crono, um jovem espadachim silencioso que vive no reino de Guardia. Reino esse que está comemorando seu niver de 1000 anos com uma grande festa, onde Crono vai prestigiar sua amiga de infância e inventora Lucca e acaba dando de cara – literalmente – com uma loirinha misteriosa chamada Marle. Ambos então se apresentam após a trombada e resolvem dar aquele rolezinho, pois o amor à primeira zoiada está no ar. Depois de dançar um pouco, comer uns quitutes e brincar nas barraquinhas de bets, nossa dupla vai até a exposição de Lucca, onde a merda agarra de vez. Isso porque Lucca está apresentando uma máquina de teleporte que inventa de dar mau contato quando Marle a testa. Não que isso seja por falta de capacidade da nossa Bulma dá Shopee, mas devido ao fato do pingente que a loira usa emitir uma sinistra luz e abrir um portal para sabe se Deus onde. Vendo que vai perder o abate de mais tarde, nosso mano Crono não titubeia, se joga no portal atrás da loira e a nossa grande aventura começa. Aí é uma viajassada por tudo que é canto e tudo que é momento da história sem medo de transar com a mãe sem querer e acabar não existindo mais. E é nessas viagens que nosso grupo acaba crescendo, pois são encontrados Frog, um honrado sapo cavaleiro, Robo, um robô que vem de um futuro apocalíptico e Ayla, uma guerreira primitiva com um carisma de mais de 8 mil. Nas viagens nossa turma também vai descobrir um monte de merda, tipo uma guerra entre humanos e répteis nos primórdios da vida, uma civilização mágica que está como sempre mexendo no que não deve, uma guerra contra demônios comandados pelo temível Magus e um carrapato espacial chamado Lavos que está consumindo a vida do planeta. Pouca coisa né? Pois é, mas nossos manos vão sem medo de ser feliz e metem a cara no perigo enquando cuidam para não cagar muito as linhas temporais.

Lorota
Bem redondinho
História de viagem no tempo ou multiverso é uma foda, vai dizer? É bem fácil a coisa ficar sem pé nem cabeça e tudo degringolar ficando sem sentido. Sorte a nossa que Masato Kato, o roteirista de Chrono, sabia muito bem disso e não deixou a coisa virar uma salada de merda. Não só isso, como deixou a coisa em um estado da arte, que é difícil a gente ver por aí. Puta que me pariu, como a trama dessa porra é redondinha. As coisas vão acontecendo e você não fica perdido, tudo faz sentido, tudo está no seu devido lugar, nada é desperdiçado e todo mundo tem o seu espaço para brilhar. Mesmo a trama sendo complexa em seus eventos, ninguém vai precisar de um vídeo explicado de Youtuber, tamanha a competência da condução aplicada aqui. E os personagens? Ah, os personagens. Você olha esse grupo despretensioso e não leva fé que eles vão te fazer chorar em sua despedida depois de tudo resolvido. Não tem um personagem nessa bagaça que não seja carismático e mesmo o carrancudo Magus e o mudo Crono, tem seu carisma. As relações do grupo são tão orgânicas que você compra essa amizade com uma facilidade impressionante. Mesmo com os diálogos sendo mais sucintos e direto ao ponto, a gente consegue entender as motivações, personalidades e anseios desses manos de uma forma que eles de fato se tornam nossos amigos. E esse é o ponto meio sobrenatural que não consigo explicar. Esse grupo desajustado de personagens consegue envolver a gente de uma forma mágica. Caras, está doendo aqui saber que não vou mais participar das aventuras deles e que entrei no meu portal de volta para meu mundo lixo. Claro, dá para jogar quantas vezes a gente quiser e estou exagerando, esse grupo é eterno, mas que a gente sente um vazio depois de zerar, sente. Sendo assim então, tudo são flores e 10/10? É 10/10, mas nem tudo são flores. Eu não seria eu se não achasse algum pêlo em ovo para reclamar, né mermo? Vocês me conhecem. Primeiro, não curto o Crono ser mudo. A fodasse, odeio personagem principal sem falas e isso nunca vai mudar. Não atrapalha em geral, confesso, mas seria muito melhor se nosso mano falasse, principalmente em um acontecimento chocante que rola no meio da trama. Outra coisa que não curto é a falta de desfecho para a personagem Schala. Eu sei que na versão de DS tem uma pontinha com ela e ela tem relevância no próximo jogo, mas eu queria mais dela aqui. Adoro uma moça bonita, bondosa e de cabelos azuis. Achei que ela foi a única personagem que sobrou no role. Por último venho por meio desta também anunciar que odeio múltiplos finais em games. Respeito quem gosta, mas eu acho zoado. Sou uma pessoa simples que quer um desfecho simples e sem muito rodeio. Como disse, nada do que comentei estraga a brilhante história de Chrono Trigger, mas queria dar uns pitaquinhos para dizer que mesmo com defeitos, você pode ser um ganhador. Pelo menos aqui no blog, que na vida real você vai mesmo se fuder se tiver defeitos.
NOTA: 2.5

Playada
É aqui que perco meu réu primário.
Calma, calma, calma, não priemos cânico!! Eu gosto sim da jogabilidade de Trigger, a acho super refinada e me diverte bastante como um JRPG de turnos. Só não dei nota máxima, pois ela tem um sistema que realmente não me agrada nada e que é sim usado em muitos outros jogos por aí. É mais questão de gosto mesmo e a minha aversão ao sistema não vai tirar o mérito da coisa toda. Só estou sendo sincero aqui, pois realmente esse ponto não me faz dar nota máxima. Não precisa também querer vir queimar a minha casa. Gosto do mapa mundo navegável sem monte de luta chata, gosto de alternar corrida ou caminhada de forma fixa, gosto de poder me mexer livremente durante os diálogos entre personagens, gosto das lutas rolarem no mapa mesmo onde os capirotos estão sem ter transição de tela, gosto do sistema de combos misturando as skills dos manos e gosto principalmente de várias batalhas não serem somente bater com tudo o de mais forte que temos – inclusive podia ter ainda mais dessa tretas. O que não curto, e estou fazendo um puta suspense desnecessário, é mesmo o sistema de ATB. E não é que não curto, eu realmente odeio. Me desculpem, mas como disse tenho que ser sincero aqui. Para quem ainda não manja o Active Time Battle, muito visto na série Final Fantasy, é um sistema que faz não existirem turnos fixos e as ações dos personagens acontecerem levando em consideração sua velocidade ao encher uma barra de ação. Entendo que isso deixa a coisa mais próxima ao Real Time, faz você ter que controlar melhor as ações e dá um bom dinamismo. Só que eu não curto. Sou muito mais fã da parada ser turnos fixos e a prioridade ser mesmo previsibilidade do que adaptabilidade. Já inclusive reclamei disso anteriormente e não é uma novidade. Tanto que vou usar o exemplo do Xadrez novamente para elucidar. Imagina os turnos do Xadrez serem dessa forma? O mano que é mais rápido no raciocínio vai comer todo mundo de colherinha e se foda a melhor estratégia. O lance é poder de reação. Sim, reforço, isso é algo pessoal e o game aqui passa longe de ser pior por isso, só não ganha nota máxima, pois eu me sinto desconfortável com o sistema de batalha que me força a tomar decisões rápidas para não ter o brioco estourado na calçada. Chrono não é um game super difícil, mas ainda tem pontos que podem fazer você tomar game over se ficar moscando. Aproveitando que falei de dificuldade, é bom salientar que se você se aplica bem nesse jogo, seus manos viram umas máquinas de matar pouco vista em jogos desse estilo. O que é um ponto muito positivo, não entendam errado. As custas de um farm intenso a gente consegue magias, ataques duplos e triplos que explodem tudo à nossa volta de uma forma muito satisfatória. É quebrado, sim é, mas é uma boa recompensa para o templo aplicado. Outra forma de ficar ainda mais apelão e feder a aura é fazer as side quests, que inclusive dão ainda mais escopo para nossos personagens. Na boa, em geral, como é bom explorar esses múltiplos mapas de Chrono Trigger. Deve ter dado um trabalho da porra em pensar nos levels designs e fazerem eles minimamente intercambiáveis entre as eras, mas que trabalho bem feito. Não tem um mapa ruim nesse jogo e explorar tudinho é tão prazeroso que o tempo passa sem a gente perceber. Porra, falei, tirando a minha picuinha com o ATB, essa parada é uma delicia. Ainda mais se a gente pegar as versões mais novas – como a da Steam que eu joguei – que tem auto battle com aceleração, tem barra de vida e menus ainda mais fáceis de navegar. A parada é sim um nota 2.5 e só estou de birra. Podia ter um sistema mais simples de load para corrigir cagadas e um sisteminha de defesa, mas é 2.5. Não levem em consideração a nota aqui e sim a do coração.
NOTA: 2.2

Barulhama
Se tem Nobuo Uematsu é 10.
Sim, eu sei que o mito Nobuo Uematsu não estava 100% à frente do projeto e mais deu um help para o mano Mitsuda que fez algo, mas só do HOMEM estar presente a aura é passada. Tomar no cu, é a tela ficar preta, tocar as batidas do relógio e começar a música tema para o nosso coração parar. Vem todo o tipo de sentimento ao mesmo tempo e nós velhos paias se não estivermos preparados pode ser end of life na hora. A música tema de batalha, a música do Magus e a música do Frog, são para levar para a vida e nunca mais esquecer. Na moral, vou pedir para tocar a trilha sonora inteira de Chrono Trigger no meu enterro e que se lasque tudo. Isso aqui foi feito com um carinho e uma competência que é dureza alguém bater de frente. Quer dizer, existe uma trilha desse mesmo filha da puta do Nobuo Uematsu que bate de frente, mas é papo para outro momento. O que posso só voltar a afirmar é que essa trilha é uma obra de arte completa e nota máxima sem muita discussão.
NOTA: 2.5

Batom no Porco
É o HOMEM e não tem para ninguém.
Akira Toriyama. Está bom ou querem mais? Deveria ser o suficiente, eu acredito. É você pegar a capa desse jogo para se sentir feliz e saber que vai ter personagens super carismáticos. Porra, como esse homem sabia fazer personagem carismatico e como esse homem conseguiu fazer a gente se sentir bem com seus mundos doidos, super vivos e coloridos. Vai fazer falta com toda a certeza e espero que ainda esteja colocando sorriso no rosto da rapaziada aonde estiver. Quem não curte a arte do Toriyama, boa gente não e peço que se afastem desse tipo de gente o mais rápido possível, pois eles têm um grande desvio de caráter. Tirando a breve homenagem, realmente todo o carisma e tom aventuresco estão na conta da nossa lenda, mas não é só isso. A pixel art deste jogo está em um nível quase indecente, na moral. Os personagens em 2D são mais expressivos que os em 3D cheio de mocap de hoje porra!! Tomar no cu, Marle e Ayla conseguem ganhar a gente só com as diversas poses de seus modelos. E os mapas? Caralho, parece que tudo foi feito a mão sem nenhum reaproveitamento. Parece que tudo foi milimetricamente desenhado pensando na nossa diversão. Isso que nem comentei os vários ataques especiais dos nossos manos que conseguem quase serem cinematograficos. Poxa, não tem jeito, aqui é só babada de ovo, sem vergonha. Ainda mais se levar em conta as versões pós SNES que tem cenas animadas para o Otaku aqui ficar todo derretido. A parada me pegou tanto, que nem tenho coragem de vir aqui e reclamar do excesso de Palette Swap que rola a torto e a direito. Caras, essa direção de arte é a coisa mais foda que já vi e é simplesmente uma obra prima. É coisa de emoldurar ou mandar em uma cápsula para civilizações alienígenas verem do que somos capazes. Só espero que elas não mandem um Lavos na gente, que aí também já vai ser vacilo.
NOTA: 2.5

Fator Nostalgia
E não vai ter jeito.
NÃO! NÃÃOOO!! NÃÃÃÃOOOOO!!! ME NEGO, ME NEGOOO!!! Me nego a tirar nota desse cara. Quem foi o idiota que inventou esse tolice de tirar pontos por nostalgia? Vou pegar esse cara, pois de fato joguei de monte esse game aqui, como uma boa parcela dos então “gamers” que se prezem. Joguei ele no PS1, joguei ele no celular, joguei ele no emulador de SNES e no PC. Só não joguei na geladeira, pois ainda não tem, mas quando tiver eu vou estar lá. Sabem que jogando agora eu acabei percebendo que nunca tinha zerado o jogo? Ou pelo menos por completo. Joguei uma vez até certo ponto e parei pois tive que devolver o CD, joguei depois até outro ponto e parei pois fiquei preso em uma parte, joguei depois e zerei pegando um save já pronto e depois joguei mais umas várias vezes casualmente. Zerar mesmo, de cabo a rabo, foi só agora. Doideira né? E pensar que esse cara é sim um dos jogos da minha vida e que ele foi um dos muitos games que me fez amar JRPG’s. Bom, agora está zerado e tirei pontos de nostalgia me doendo o coração.
NOTA: -0.5
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque isso aqui é uma lenda. Acho que deixei bem claro isso lá no começo e se não ficou claro, peço que releiam o parágrafo de abertura. O esquema é sim tudo o que dizem por aí. Diverte, traz boas sensações e é uma grande obra de arte. Tem uma trama redondinha com personagens que a gente se apega fácil, tem uma jogabilidade competente pouco repetitiva, tem uma trilha sonora memorável e uma direção de arte que traduz tudo que uma aventura deve ter. Mesmo quem não gosta de RPG de turno tem que jogar esse cara aqui. Pena mesmo que não tivemos mais jogos do Dream Team, que isso aqui é quase um sonho tornado realidade. Acredito que não tenha conseguido explicar o motivo disso aqui ser algo sobrenatural, como é, então só posso recomendar que vocês joguem para entender. Eu duvido, não, melhor, eu desafio alguém aí jogar e vir falar que esse jogo não é tudo isso. Não vou pagar nada, claro, até porque a gente sabe que tem poser para tudo que é coisa, mas gostaria mesmo de ver alguém passando essa vergonha de graça.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Até me sinto ofendido de ter que responder uma pergunta dessa.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 38:06:00 (que passaram voando, me deixando um puta vazio no coração que vai demorar a sarar) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 1 (uma questinha, bem no finalzinho, veio um negocinho…) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 1 (vacilei e fui mogado de trouxa) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não Todos os Finais (1 de 13, por motivos que já deixei claro) Vórtices (conteúdo extra que achei desnecessário) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 2.5 |
| Playada | 2.2 |
| Barulhama | 2.5 |
| Batom no Porco | 2.5 |
| Fator Nostalgia | -0.5 |
| Total | 9.2 |
| Dificuldade | se for no pelo pode dar uma complicada, mas ao natural é só diversão e magia |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo lendário, histórico, épico, que encanta de todos os jeitos possíveis, porra, não dá para falar mal disso aqui bicho |