
God of War: Ascension
God of War: Ascension é uma prequela da saga Grega do Deus da Guerra, que vem para contar tudo o que a gente não estava querendo saber. Pois é, quando a gente achou que já não tinha em quem o Kratos meter a porrada, vem os caras e me tiram mais umas criaturas fantasiosas da mitologia para espremer bem e tirar suco de onde me parece que já não tinha. Eita, que mudança de tom, já começo sentando a pedrada no esquema antes mesmo de apresentá-lo. Lembro de que a turma reclamou muito desse game quando lançou. A reclamação principal foi a de não ter inovação nenhuma e ser mais do mesmo. E nesse ponto discordo muito, ainda mais rejogando agora para o post. O game traz várias novas mecânicas e muda bem a play base. A treta ao meu ver foi o total esgotamento do tema Grécia e vingança. Me parece que o ideal era mesmo ter evoluído a trama para outras mitologias, como foi feito anos depois, do que ter lançado esse jogo que tem carinha de farm de gold em cima da base de fãs. Isso não torna o jogo uma merda, obviamente, só o deixa com cara de desnecessário. Tanto que ele está esquecidasso no churrasco até o momento e ninguém fala sobre o mesmo. Parece aquele seu amigo que virou produtor de conteúdo adulto e ninguém comenta dele na reunião anual da turma. Ele existe, está vivo, todo mundo sabe o que está fazendo, mas ninguém tem coragem de falar sobre, com medo de assumir que assinou o esquema para ver o tamanho da chibata do cabra.
Ficha Técnica
| Publisher | Sony Computer Entertainment (o que tentou tirar grana de fã aqui é loucura) |
| Desenvolvedor(es) | Santa Monica Studio |
| Diretor | Todd Papy (E cadê a Mammy) |
| Produtor | Bruno Velazquez (vai cometer crimes, já adianto) |
| Designer | Mark Simon |
| Artes | Ken Feldman |
| Músicas | Tyler Bates |
| Plataforma | PS3 |
| Lançamento | 12 de Março, 2013 |
Resumão para não ficar perdido
No gira teta da vez vemos Kratos sofrendo para caceta depois ter matado sua amada filha e esposa por meio das enganações de Ares. Sim, o jogo passa antes mesmo do 1, e sim, esse spoiler se vê necessário. Consumindo então por toda essa culpa nosso mano decide que vai mandar Ares a puta que pariu, algo que não é a coisa mais simples do mundo de fazer. Já que quebrar essa aliança faz as 3 furias, Megaera, Tisiphone e Alecto, irem atrás do nosso Fantasmão para torturá-lo, principalmente psicologicamente, metendo ilusões de épocas mais simples em sua mente. Algo que abala de leve nosso mano, mas que não o impede de fazer o que faz de melhor, que é descer a porrada em seus inimigos. Com isso então Kleytão parte para a trocação franca com as 3 minas (machista) e no caminho acaba descobrindo que Ares na real tinha algumas várias segundas intenções quando o recrutou como seu principal soldado. É nosso amigo de barbas de fogo também tinha suas maquinações e nem de longe estava apenas seguindo as ordens de seu velho e bombado pai. O que ele não esperava é que estava despertando o Monstrão que vai trazer fim aos Olimpianos no futuro. Deve ter se arrependido mais do que quem comprou Bitcoins quando estava em 100k achando que ia estourar milhões.

Lorota
Bagunçou ainda mais o meio campo.
Se o esquema já tinha fica meio esquisito no Ghots of Sparta, aqui a coisa ficou deveras peculiar. Como é difícil acertar esse tipo de trama “Origins” né minha gente? É personagem que nunca foi citado, mas é super relevante, é poderes adquiridos que são subtraídos sem explicação e amarrações de tramas que parecem presas com papel. No final temos que abrir mão da lógica e efetuar bem a suspensão da descrença. A trama de Ascension não é ruim, só é esquisita quando pensamos na cronologia em geral. Além de sua condução que ajuda a embaralhar ainda mais a coisa. Parece que os caras já sabiam que ia ficar muito conceito embolado e muitas tramas em paralelo e decidiram não se importar com a consistência nem no jogo em si. Ele tem uns saltos temporais muito do esquisitos, que além de deixar a gente confuso, deixa a gameplay comprometida. Tipo, Kratos está lutando contra um chefe sem nenhum poder, ele o mata, aí a trama volta 3 semanas, ele consegue um monte de pirocopteros, e a trama volta logo depois da morte do chefe e você se pergunta: “Porra, se ele podia invocar um Kamerameha de Choque, porque não usou contra o chefe e apanhou que nem cachorro?”. Fica meio inconsistente, assim como Kratos descobrindo planos mirabolantes de Ares, que não são comentados quando ele enfrenta o cara depois. Outra coisa que não curto muito na trama desse cara aqui são as 3 irmãs vilãs. Elas têm os designs muito maneiros e as lutas são muito épicas, mas já o fator ódio fica bem de lado. Na moral, não sinto vontade nenhuma de encher a cara delas de bulacha, como tinha com Zeus, Ares, Gaia e até quem sabe com Athena. Elas prenderam o Cleitinho da massa? Prenderam, mas meio que esse era o trampo delas. Meio escroto torturar as pessoas, eu sei. Inclusive não apoio. Mas é o trampo das minas e elas foram criadas para isso. No final mesmo, o que fica é a sensação de que esse jogo não precisava existir. Eu sei, nada precisaria existir como um todo, para de ser chato. O que estou querendo dizer é que esse jogo meio que não tem nada de legal para contar e está bem perdido como um todo. Ah, o Kratos sofre e sente culpa! Sim, eu sei, já me contaram isso nos outros 6 jogos. Na verdade, os spin-offs de PSP também sofrem disso, mas pelo menos lá estamos falando de ports de uma saga para portátil e não um jogo top de linha. Resumindo, dessa vez, realmente não funcionou para mim e deixo no meia boca, pois ainda tenho uma leve consideração pela Saga da Grécia.
NOTA: 1.0

Playada
Nem bom, nem ruim, apenas diferente?
Para quem fala que esse jogo é igual aos outros, venho por meio deste deixar bem claro que isso não é verdade. O core ainda é um hack and slash onde você senta a porrada em tudo o que passa com um monte QTE, mas temos umas grandes mudanças em relação ao seus antecessores, sim. Começando com os botões, que trocaram quase tudo. Quadrado é ataque fraco e triângulo é ataque forte ainda, mas agarrão agora não é mais no bola e sim no R1, podendo até deixar inimigos presos às correntes como cachorrinhos. Algo que na real mais confunde que ajuda, mas está aí. No bola agora podemos usar ataques físicos ou atacar usando armas secundárias que estão espalhadas pelos mapas. Armas essas que podem ser também arremessadas, são uma mecânica nova e mal usei por serem fracas e descartáveis. Tem mecânicas novas, o jogo é diferente em vários aspectos, mas nunca disse que tudo é bom. Outra mecânica meio nova são os poderes de fogo (Fogo de Ares), gelo (Gelo de Poseidon), raio (Raio de Zeus) e trevas (Alma de Hades) que além de serem magias podem imbuir as já famosas Lâminas do Caos como seus atributos. Isso é meio novo, pois em Ghost of Sparta já há algo parecido, só que lá era apenas de um elemento, no caso, o fogo. O que é novo mesmo é o medidor que fica no canto direto, que enche ao bater sem tomar dano e pode lançar golpes especiais (inclusive com L3 + R3) ao estar no máximo. Ele meio que substitui o ataque de fúria de antigamente e gostei por ser uma forma de deixar as lutas mais estratégicas. Por exemplo, se você tomar dano a barra vai abaixar, então é melhor não sair que nem louco atacando. Mas se você também não atacar, a barra não vai encher, Kratos vai ficar bem frango e vai demorar anos para matar os inimigos. Resumindo, vamos ter que pensar mais antes de só sair esmagando botões, se não é contrato com o Vasco. Se tratando da resolução dos já conhecidos puzzles, vamos ter outras 2 ferramentas que para mim são o que de fato dão o charme na coisa. A primeira se chama Pedra da Jura de Orkos, que serve para criar cópias de Kratos, o que permite manter alavancas pressionadas enquanto nosso mano faz outra coisa. E a segunda se chama Amuleto de Ouroboros, que serve para regenerar ou degenerar partes do cenário e abrir novos caminhos. Ambas ferramentas também auxiliam no combate, mas como disse, elas brilham nos puzzles. Ver o cenário ser todo reconstruído com o Amuleto, por exemplo, fazendo uma gigantesca estátua voltar a sua velha forma é impagável. O que não é impagável é terem tirado os save points e terem colocado parkour em tudo. O primeiro ponto me chateia por perder o controle total e não poder voltar atrás se deixar passar algo e o segundo porque tudo ficou com uma cara de Uncharted perdendo a identidade da série. Prefiro a fluidez desse esquema do que plataformas mortais, eu confesso, mas acho que passaram do ponto pelo menos um pouco. No final é mais uma das várias mudanças que notei e que ajudou a corroborar meu ponto inicial. Quando você pega esse cara para jogar, percebe que ele é um GoW, mas estranha muitas coisas. Ele tem muitas diferenças na base e só você jogando para perceber. O combate realmente parece mais cadenciado e até desonesto em alguns pontos. Ao ponto que teve uma parte que tiveram que abaixar a dificuldade, pelo que me lembro. Agora, se mesmo com tudo que apresentei, vocês ainda acham que esse jogo não tentou nada de novo, só posso sentir muito pela suas ignorâncias e jogar a última nova mecânica desse jogo para tentar o convencimento final: Multiplayer. Pois é, Ascension tinha um multiplayer em seus anos iniciais de vida. Até onde lembro a ideia era mata a mata dentro de arenas contra outros players mais monstros. Não cheguei a jogar agora por motivos óbvios e nem em seu lançamento. A última coisa que quero em um GoW é jogar multiplayer, na moral. Quero ser um semideus sisudo que mete a faca em coisas 50 vezes maiores que eu de forma cinematográfica e nada mais. Como já disse, tem coisas novas, mas nem tudo é bom. Se tudo de novo fosse mesmo bom, Deus me livre, trap seria melhor que o bom e velho rock and roll. O que não é e se você acha que sim, está convidado a se retirar daqui.
NOTA: 2.0

Barulhama
Nem prestei atenção.
Se eu já havia reclamado de leve no último post sobre a trilha sonora estar repetitiva, vocês já devem imaginar o que vai acontecer aqui. Sim, isso mesmo, vou reclamar ainda mais que a trilha está repetitiva. Tanto que confesso que acabei não dando tanta bola para a mesma, deixando alguma outra coisa tocando de fundo. Nesse ponto tenho que concordar com a turma que reclamou de falta de inovação. Também tenho que concordar com a minha opinião do último post, onde digo que a trilha não deveria ser mexida e o seu ápice já havia sido encontrado desde o segundo jogo. Me parece que temos mais um ponto que corrobora o argumento de esgotamento da saga Grega. No final estou tirando uns pontinhos, mas ainda sigo achando a gritaria top trilhas de todos os tempos.
NOTA: 1.7

Batom no Porco
Segue sendo o principal quesito.
Vim tecendo bastante críticas ao longo do post, como vocês devem ter percebido. Parece até que meu amor e devoção a essa saga foi para o caralho. Cadê aquele chupador de saco do Deus da Guerra que dizia que jogaria esse estilo de game até a morte? Está aqui, porque puta que me pariu, é jogar 5 minutos dessa naba caça níquel que você já sente a grandiosidade que essa parada tem. Lutar em cima do Hecatônquiros enquanto vai revirando braços para tudo que é lado é foda demais. O esquema é meio mambembe no geral, eu confesso, mas as lutas épicas, os cenários grandiosos, toda a cinematografia e a inventividade dos puzzles ainda segura bem. Já comentei antes, mas a mecânica de reconstruir coisas dá uma charme diferente para o jogo e nem imagino o trabalho enorme que deu para coordenar os mapas os deixando de uma forma que fizessem sentido destruídos e restaurados. Tem uma estátua de Apolo que ao final da trama é completamente reconstruída meus manos!! Coisa de maluco!! Esse quesito não tem como, é nota máxima, mesmo se tivesse defeitos. Algo que tem, tipo aquele hub inicial, que achei sem sentido, e a troca completa da identidade visual dos menus, que ao meu ver ficou muito pior do que os anteriores. Também dá para citar o excesso de informações e o posicionamento de câmera que deixam alguns trechos confusos. Nada, como eu disse, que tire os 2.5, já que em geral a coisa continua sendo um desbunde visual.
NOTA: 2.5

Fator Nostalgia
Era o mais fresco na memória.
Sim, deixei bem claro que já havia jogado esse mano ao longo do texto e ele era o que estava mais fresquinho na memória no final das contas. Imagino que isso se deva por ter sido o último que havia jogado até então (antes do blog) e por tê-lo pegado logo no lançamento. Algo que me fez controlar o FOMO na época e me causou sérias cicatrizes. Pois é, me fudi muito nesse jogo quanto peguei na primeira vez, principalmente no bendito Desafio de Arquimedes, que foi a parte que comentei que teve sua dificuldade diminuída. E bem diminuída digasse de passagem, já que agora passei de prima. Não sou fã de ficar diminuindo o desafio dos jogos como ocorre corriqueiramente, mas confesso que essa parte era bem escrota antes do downgrade. O esquema era subir um elevador de 4 andares matando os monstros mais chatos do jogo enquanto foge de espinhos ou chamas das paredes sem poder se curar em nenhum momento. Dava para passar, tanto que eu, um gamer meia boca, passei, mas está muito melhor assim. Ainda é treta de passar e você pode morrer, mas alguns inimigos dropam vida, o que deixa a coisa mais suave. Poxa, a vida onde a gasolina está R$ 10,00 ou mais já está complicada o suficiente, não precisamos de mais dificuldade.
NOTA: -0.5
Por que perder tempo com essa bosta?
Se você é um grande fã da saga e não quer perder nenhum jogo, acredito ser uma boa. Ele não é imprescindível em termos de trama e trás umas mudanças na play que nem fedem e nem cheiram, mas no final é um complemento para série e um tira gosto antes de pegar os jogos mais novos que mudam completamente a jogabilidade. Se você é uma pessoa que curte muito Hack and Slash e caga para a história, acredito que também vale a pena. A parada mesmo com o ar de cansada ainda funciona bem e diverte bastante com suas batalhas grandiosas. No final o jogo é muito bom em um prisma mais geral e só fica meio pau mole se tratando de tudo o que veio antes, principalmente em comparação ao terceiro que é aquele carrossel de emoções.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Principalmente se você já estava cansado da trama Grega depois de outros 6 jogos ou está esperando algo tão grandioso como o que foi entregue no terceiro jogo. Foda né? Como falei, esse título não é nem de longe ruim, só está deslocado no tempo e sofre por ser menos que o terceiro, que é a grande conclusão da saga. Ele meio que sofre do mesmo caso que o filme da Viúva Negra da Marvel, que foi lançado depois do desfecho da personagem e depois do grande ápice do MCU em Vingadores: Ultimato. Não acho o filme ruim, só acho que ele está fora do lugar e acaba não empolgando tanto quanto deveria. Tanto no filme, quanto nesse jogo, o problema é a nossa expectativa. Que foi elevada aos céus momentos antes e voltou para a terra para viver a vidinha comum. É a mesma coisa que estar almoçando em Paris em um dia e depois voltar para casa para comer aquele arroz e feijão feito pela sua avó. O arroz e feijão é bom, mas em comparação com Paris, fica meio sem graça.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 08:48:21 (eu juro que tinha a nítida lembrança que esse jogo durava muito mais…) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 13 (mantive o número anterior para ter alguma constância) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Zeramento no modo Difícil (compra de mercado com mínimo R$100.00 gente) Zeramento no modo Titã (eleições vindo aí gente) Artefatos (faltou um de 10, que raiva) Multiplayer (não rola por motivos simples) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.0 |
| Playada | 2.0 |
| Barulhama | 1.7 |
| Batom no Porco | 2.5 |
| Fator Nostalgia | -0.5 |
| Total | 6.7 |
| Dificuldade | mesmo com downgrade de dificuldade, às vezes a coisa encrespa |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo que tem sim muita qualidade, mas que deixa um retrogosto de jogo sem alma e desnecessário |