
SD the Great Battle
SD the Great Battle é uma doideira de jogo que mistura 3 grandes franquias da televisão Japonesa: Gundam, Ultraman e Kamen Rider. Vê se tem jeito mais fácil de mogar grana de fã com mão peluda? Coloca tudo que esses punheteirinhos gostam em um só jogo, chama de crossover e vamos ficar ricos. Eu não teria coragem de fazer uma safadeza dessa e esse é o motivo de ainda ser um simples CLT. Confesso que esse game mesmo contando com nosso Gundam Cabeçudo meio que está perdido no rolê. Depois de jogar percebi que isso se trata de uma outra franquia inteira e não deveria entrar na franquia Gundam simplesmente. Sei lá o que rolou para essa parada entrar na lista. Vou ter que dar uma chamada no setor de levantamento de jogos das sagas, pois aqui eles deram uma boa vacilada. Só não larguei de mão esse post, pois acabei me ferrando de verde amarelo para zerar essa porra. Os outros jogos dessa saga quem sabe um dia eu trago. Um dia bem distante, mas quem sabe.
Ficha Técnica
| Publisher | Banpresto (normalmente apenas mete a mão no código, mas aqui fez tudo) |
| Desenvolvedor(es) | Banpresto |
| Diretor | – |
| Produtor | – |
| Designer | – |
| Artes | – |
| Músicas | – (pessoal tinha vergonha de assumir essa broncas no passado) |
| Plataforma | Super Famicom |
| Lançamento | 29 de dezembro, 1990 |
Resumão para não ficar perdido
Na treta da vez, assumimos o controle de um trio parada dura dos anos 70. Gundam Mark 1, Kamen Rider Original e Ultraman também original. Todos estão no formato SD para ficarem na mesma estatura, mas ainda são os lendários e clássicos heróis. E eles se juntam por um motivo bem importante. Vocês acharam que eles foram dar um só rolezinho? Não, eles estão atrás de outros 3 heróis clássicos que foram investigar uma estranha força do mal e não voltaram. São eles: Knight Gundam (dá série de RPG’s), Kamen Rider V3 (que aqui não é tão conhecido) e Ultraman Taro (que é o Ultra que tomou gaia da muié). No meio da busca nosso primeiro trio acaba descobrindo que um Doutor do Mal juntou as forças de Zion, da Shocker e da monstrada sem sindicato de Ultraman, para tocar o zaralho na galáxia. Com isso nossos maninhos além de salvar seus amigos, passam a também ter que meter tiro, porrada e bomba em tudo o que se mexe para parar a grande ameaça manjada da sessão da tarde.

Lorota
Ganha no carisma.
Essa parada que é focada em sentar a chinela no lombo de tudo que se mexe tem história? Pior que tem, mas é um fodasse do tamanho dos rombos nos cofres públicos e do buraco na minha conta bancária depois de mais 4 anos do painho (está cada dia mais tenso). Temos duas motivações que servem. No caso salvar os manos presos e parar o vilão. Mas não é isso que faz a gente ir para frente e se tem alguém esperando algum tipo de desenvolvimento de personagem, pode tirar o cavalinho da chuva. Aqui é se abraçar forte na nostalgia, forte no carisma dos personagens em suas versões fofinhas e forte no um milhão de referências. E isso é o suficiente? Por um momento sim, depois não e para o final, pouco importa. Vou dar uma nota meio de tabela, pois a proposta da coisa não é ter trama mesmo e o que tem não ofende ninguém. Eu seria mais chato do que já sou se viesse aqui e pedisse uma explicação plausível para esse monte de clássicos da época dos nossos avós estarem juntos. Tudo tem limite também, até minha falta de noção.
NOTA: 1.2

Playada
Bonitinho, mas ordinário.
Eita joguinho que quase me colocou mais uma mancha no currículo. Você olha ele todo bonitinho, todo coloridinho, todo fofinho e vai achando que é algo infantil. Até que chega na terceira fase de sete e toma no cu de tudo que é jeito. A gameplay dele é bem simples de explicar. Você anda para frente, atira em 8 direções, pula plataformas, desvia de tiros e mata os capetas das 3 séries misturadas. De diferencial mesmo tem o poder de trocar entre os 6 personagens jogáveis a qualquer momento, efetuar ataques especiais que consomem uma barra azul e invocar companheiros que são encontrados pelas fases, algo que também gasta a barra azul. Básico, direto ao ponto e sem frescura. Tanto que se você gastar as 3 vidas que vem por padrão mais os 3 continues, volta tudo para o começo e tenta de novo. Que é onde meu cuzinho é esfolado de tudo que é jeito. Mesmo eu tendo um blog de games, me considero um gamer meia boca e não tenho a mínima esperança de conseguir decorar 7 fases para zerar um esquema desse diretão. Ainda mais que, como já disse, depois da fase 3 a coisa fica frenética com inimigo atirando de fora da tela e um monte de plataforma se movendo mais rápido que um cocainado. É muito para a minha capacidade e mesmo a gameplay não passando de uma hora, não ter a sensação de segurança de um save, checkpoint ou password, me deixa com as mão suando e tremendo. Muito opressivo esse esquema, de pressão já me basta a vida adulta, se é louco! Isso então quer dizer que não zerei a paradinha? Não, eu zerei, mas tive que treinar bastante e dar uma pesquisada em como a turma zerava isso aqui. Onde descobri que podia aumentar as vidas para 5, que os personagens causam mais danos nos seus algozes das séries e que é melhor sentar o dedo no tiro do que tentar desviar dos ataques inimigos. Mesmo assim, passei sufoco pra caceta, a ponto de matar o final boss com 3 risquinhos de vida depois de quase distender meu dedinho. Gritei a ponto de acordar a vizinhança? Sim, maior fiasqueira. Briguei com o jogo a ponto de ficar com dor de cabeça? Sim, quase não dormi direito ontem. Mas cheguei vivo no final e sem mais uma vergonha para a minha carreira. Não sei se consigo encarar outras dessas, eu confesso, mas estou de alma lavada. A única treta mesmo é pensar que todo esse esforço vai para um game que nem entra na saga que estou fazendo agora. É, não dá para ganhar todas também. Pelo menos é uma boa história para contar.
NOTA: 1.5

Barulhama
Um detalhe bem importante.
Eu estava prontinho, preparado, maquinado, para vir aqui e dar uma nota merda para esse jogo no quesito músicas. Ele tem efeitos sonoros legais e divertidos que combinam com o ar descontraído da coisa, mas a música além de nada memorável, era repetitiva. Foi então que reparei que ao trocar de personagem a música mudava seguindo o tema do mano escolhido e tudo mudou. É uma ideia arriscada vincular a trilha a troca de herói, pois justamente isso pode tornar a coisa repetitiva se não tiver a troca, mas também é uma ideia muito interessante. Além de pegar o fã de calças curtas, vai fazer a coisa ser bem dinâmica, já que o jogo pede para você trocar de personagem de forma indireta. Não que esse pequeno detalhe seja algo genial nem nada, mas para um joguinho despretensioso, acredito ser o suficiente para receber uma nota bem satisfatória. Ainda mais que as músicas são icônicas.
NOTA: 1.8

Batom no Porco
O que me pega sempre.
Vocês me conhecem e já devem saber que vou passar do ponto aqui. Ah, o que eu vou fazer se esses bunecos cabiçudos parecendo o Leon do Coisa de Nerd me dão alegria? Eu pago pau mesmo e sem vergonha de ser feliz, ainda mais com uma pixel art de primeira como é essa aqui. Ainda colocaram umas ceninhas de quadrinho entre as fases para me deixar ainda mais de pau duro. Sei que é um exagero tremendo a nota que estou dando, mas deem uma olhada nas imagens no post e depois procurem gameplays na interne e me digam que esse jogo não é bonito artisticamente? Não é nota máxima, eu sei, mas no meu coração é. Poxa, me deixa, a vida já está tão complicada. Tudo que eu quero é um jogo super colorido cheio de referências e direção de arte maneira. Adicionando coisas Japonesas ainda por cima? Aí é supra sumo da minha felicidade e tome-lhe nota mauxima.
NOTA: 2.5

Fator Nostalgia
Não sou um profundo conhecedor.
Vou ser sincero aqui com os senhores. Conheço bastante da série Gundam e posso dizer que devo ter assistido 90% de tudo o que saiu. Não sou fã a ponto de lembrar o nome de todos os robôs, mas sou fã a ponto de ter um Model Kit montado por mim mesmo na estante. Agora Kamen Rider e Ultraman, não sou um profundo conhecedor e isso se dá exclusivamente por preconceito. Assisti a Kamen Rider Black e Ultraman Tiga quando era um reles gazebo, mas nunca fui a fundo nessas franquias. Às vezes acordo com vontade de pegar uns Tokusatsus desses para me enterrar ainda mais na Nerdice, mas é só ver uns vídeos de episódios na net que me dá vergonha alheia. Sim, eu sei, isso é uma coisa besta e estou tentando ser uma pessoa melhor. Prometo que vou tentar dar uma chance um dia e quem sabe quando essa franquia voltar ao blog, já estou mais afiado? Não estou prometendo nada, já que o nosso tempo como adultos assalariados é escasso, mas estou deixando claro que estou aberto a tentar. Só o tempo dirá se consegui ou não e nos falamos no futuro.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque mesmo sendo um jogo levemente intimidante para quem é casual, ainda é bastante divertido. Você não precisa zerar esse cara para ter uma experiência com ele e pensando em um domingo chuvoso a coisa parece cair como uma luva. Ele é o tipo de jogo que relembra a infância, traz boas recordações e mesmo quem não viveu a época o SNES, vai sentir nostalgia. Se você é fã de alguma das franquias nem vou comentar, que a parada vai ser um show de referências a ponto de causar até um infarto nos mais emocionados.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque mesmo sendo um jogo bastante divertido, cheio de carisma e com uma play bem simples, você vai passar raiva quando chegar mais perto do final. Os controles não são responsivos o suficiente para o modo dedo no rabo e gritaria dos níveis mais avançados. Vai ter inimigo atirando antes mesmo de aparecer na tela, vai ter plataforma fina, vai ter inimigo vindo pelas costas, vai ter batalha de chefe toda hora e um monte de projéteis para desviar. Aumentando as vidas vai dar boa, confia, mas você vai passar aquele aperto pensando que se errar muito, vai voltar tudo de novo. O lado bom é que a play leva no máximo uma hora, então dá de boas para treinar bem e se você for bom de memória decorar tudinho. Se você é um cracudo que gosta de roguelike então, gênero que não curto, vai ser de boas. Eu tenho perfil de não me sentir bem com a sensação de não progresso, por isso títulos como esse e os roguelikes, não me apetecem. Se você não tem isso, aí é só ousadia e alegria.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 4:30:00 (sendo que a maioria desse tempo todo foi somente treinando para zerar) |
| Save State | 0 (mas confesso que usei para o treino em algumas partes) |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 2 (fora os resets durante o treinamento) |
| Zeramento | sim |
| 100% | sim (nem tinha porque não) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.2 |
| Playada | 1.5 |
| Barulhama | 1.8 |
| Batom no Porco | 2.5 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 7.0 |
| Dificuldade | aqui vai depender da pessoa, no meu caso é dolorido |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo que diverte bastante, cheio de referências para quem gosta do Japão, mas que pode ser cruel |