
Virtua Fighter Animation
Virtua Fighter Animation é um game de uma adaptação para anime de um game. Pois é, mais uma doideira dessa saga que cada dia me surpreende mais e mais. Só faltou sair mais um anime dessa adaptação e mais um game adaptando tudo para podermos invocar o Exodia. Confesso que não imaginava que Virtua Fighter era tão famoso assim a ponto de ter tudo que é tipo de maluquice. É jogo 2D, é jogo Kids, é Anime, é Jogo do Anime, só falta ter jogo de tiro, livro e peça de teatro. Subestimei muito o pai dos games de pancadaria de dar em ladrão e até fico com medo do tamanho do desrespeito que tive até agora. Ainda mais contando que vou desrespeitar mais um pouco aqui, já que essa parada é um gamezinho bem do mequetrefe. Sim, não dava para esperar muito de um game lançado para esse tijolo que diz ser um portátil, só não precisava ser tão simplório. E o pior de tudo nem é isso, o pior é que essa besteirinha aqui tem uma coisa que venho pedindo há um tempo e que vai quebrar muito argumento de entendidos que estão espalhados pelos cantos obscuros da internet. Não vou dar spoiler ainda, mas posso dizer que mais uma vez fui surpreendido com algo bom e que deveria seguir em games da série principal em um spin-off sem muito esmero. Como disse, a cada dia essa saga me surpreende mais e mais.
Ficha Técnica
| Publisher | Sega (como tenho trazido games dessa naba, volto a me repetir) |
| Desenvolvedor(es) | Aspect Co., Ltd. (deve fabricar copos também, só pode) |
| Diretor | Teruo Hamai (não foi mano Yu, que milagre) |
| Produtor | Yasuhiro Nishimoto (nasce morto?) |
| Designer | Teruo Hamai Fumikazu Sugawara Taro Murayama Aya Sato (na boa, essa gente toda não se justifica) |
| Artes | Fumikazu Sugawara Taro Murayama Aya Sato (agora tá explicado, jornada 6×1 neles) |
| Músicas | Kojiro Mikusa |
| Plataforma | Game Gear Master System (só no BR, te mete) |
| Lançamento | 29 de Março, 1996 |
Resumão para não ficar perdido
Na picuinha do momento, acompanhamos o solitário andarilho chamado Akira Yuki que está procurando sarna para se coçar. Algo que encontra ao parar para almoçar e dar de cara (literalmente, pois rola até um beijo) com uma linda chinesinha chamada Pai Chan que está sendo caçada por uma organização maligna intitulada Koenkan. Aí vocês devem imaginar que a sarna vem quando Akira resolve salvar a moça, mas vão se surpreender ao saber que na real a sarna vem porque Pai derruba o Bentō do nosso mano no chão durante a confusão e ambos saem na mão. Sim, um exagero completo, ainda mais considerando que o preço do Bentō no Japão não é o mesmo absurdo do que aqui no Brasil. Se fosse o preço daqui, até entenderia e ajudaria na porradaria. Enfim, depois de sair no soco ambos se entendem e Pai explica que estava fugindo dos caras, pois o chefe dos mesmos, Liu, quer porque quer se tornar seu marido. Algo que Pai não quer, já que considera Liu desonrado como lutador. É que o cara é ex-discípulo de Lau Chan, pai da Pai (sem repetir piada agora), e só fez merda com o estilo de luta da família. E não só isso, o cara também sequestrou Sarah Bryant, irmã de Jacky Bryant, para fazer experimentos de lavagem cerebral. O que inclusive é motivo do loiro se juntar a dupla na jornada, que passa a ser chutar o cu do cara. Que é assessorado pelo wrestler Wolf Hawkfield, pelo ninja Kage-Maru e um bando de soldados que mal vimos na trama. Sim, o cara também está mexendo com robôs, mas deixa quieto isso por hora, pois já escrevi muito além do que devia e quase contei toda a trama.

Lorota
Mas não era impossível?
Como já deu para perceber pelo sempre mal redigido texto do resumo, tivemos umas boas mudanças na trama da coisa. Não temos mais J6, não temos mais torneio e temos uma pequena trama que envolve nossos manos. Algo que já é um puta avanço comparado ao que tínhamos até então, glória. Mas e seu eu disser que não para por aí? E seu eu disser que esse jogo tem um modo história? O que vocês vão dizer? Ou melhor, o que vocês que disseram que não poderia ser feito um modo história em games de luta dessa época vão me dizer? Pois é, cada o seu Deus agora? Me diga? Diga? Eu vinha falando que era só querer e os caras aproveitaram que tinha uma trama no Anime e quiseram. Caramba, não era difícil, esse game aqui é o básico do básico, o simples do simples, o mequetrefe do mequetrefe, era só querer. Que caralhinhos voadores!! Sendo assim, então a parada vai ganhar uma nota boa? Bom, aí veja bem, também não é bem assim. Não é porque existe uma história que ela é boa. Ela dá mais carisma para os nossos carinhas – que convenhamos precisavam -, trás algum tipo de relação entre eles e dá alguma profundidade, mas está longe do que é preciso para ser algo bom. Funciona dentro da proposta, tudo certo, bola para frente. Só não vou me passar e dizer que a coisa é top, por que não é. Imagino que o Anime seja melhor que isso e deve até valer a assistida. Agora aqui, vou deixar um pouco acima da média, pela grata surpresa e porque o contexto era para lá de limitado. Porra, tem que valorizar, os caras podiam só ter gameplay como os outros…
NOTA: 1.5

Playada
Um combo de coisas tensas.
…o que seria um tremendo tiro no pé, pois essa merda de play não sustenta não. Eu entendo toda a limitação, entendo o trampo que é adaptar um jogo originalmente 3D para um portátil, entendo que sentar a xibata nesse cara é covardia, mas não dá não. Essa parada não cumpre o essencial para um jogo que é divertir o player. Tirando o modo história que é novo e muito bem vindo, o resto é um combo da desgraça. Ele tem o problema de ser um game 2D sem graça, pois seu jogo base é 3D técnico. Ele tem o problema de ser difícil de sair os golpes. Ele tem o problema de usar 3 botões (soco, chute e defesa) e o console ter 2 botões apenas, deixando a defesa ser no start, NO START!!!!! Ele tem problema de não ter mudança de dificuldade e poucos personagens para selecionar. Na boa, esse cara é muito ruinzinho. A nossa sorte é que ele é bem mais fácil do que todos os outros games juntos. Sim, pois é, aqui a CPU não é virada no Jiraya da Bubônica e aceita golpes simples de boas. A única coisa que devemos ficar de olho é nos agarrões, pois a puta tende a te jogar para fora do ringue quando você chega muito perto da borda. Também é bom ficar esperto com a Dural, que essa sim é meio tensa. Nada que também preocupa master, já que no modo história, que deve ser o mais jogado eu imagino, você vai poder mudar de personagem e tentar a sorte de novo antes do game-over. Bem legal isso inclusive, pois conforme vão passando os capítulos do game (que basicamente são lutas), você vai recrutando novos personagens que ficam na “reserva”, podendo ser usados quando a merda agarra. Uma baita decisão de design, diferente da opção de afastar ou aproximar a câmera antes das porradas, que não vi sentido. A tela é pequena, eu sei, mas espichar os sprites não me parece o melhor jeito de resolver essa limitação. Enfim, gente, mesmo sendo um jogo que não ofende, acredito que poderia ter sido feito algo melhor e em outro console, já que temos um Anime que parece ser bem bacana. Mais uma vez, faltou pirar um pouco.
NOTA: 1.0

Barulhama
Tem que tirar o chapéu.
Estava prontinho para tirar pontos nesse quesito, já que a trilha é algo bem complicado nesse game. Aí veio o final do jogo e percebi que os caras tentaram colocar vozes dos personagens em alguns momentos e mudei de ideia. Sim, a voz sai como se o Darth Vader tivesse feito traqueostomia e fumasse pelo buraco da traqueo, mas ainda sim é de se louvar. Os sons são precários, as músicas saem meio nasalizadas e tudo se repete demais. Mas os caras colocaram os manos falando!! Não da para entender porra nenhuma, parace meu tio depois de 12 Itaipavas, mas valeu o esforço. Vocês não acham? Não, então façam de conta que não viram, que esse cara aqui não merece tanto rage como o anterior e preciso dar uma compensada.
NOTA: 1.5

Batom no Porco
Eu tentei.
Aqui a parada acabou sendo o inverso do que rolou com o quesito sonoro. Eu estava curtindo o estilo artístico da coisa. Tinha intro “animada” (as “ “ é porque é estático), tinha ceninhas que lembravam o anime e tinha todo um ar de que tudo ia ser mais colorido. Aí cheguei na play, vi esses sprites tudo espremidos, esses cenários sem vida, essa paleta de cores marrom e laranja e minha boa vontade foi para o caralho. Foda, eu sei, era o que o que dava para meter. Mais que isso aqui é feio, isso aqui é feio. E daqueles que dá vergonha se a família te pega jogando. É mais fácil explicar estar olhando o Privacy da Andressa Urach e família, do que isso aqui.
NOTA: 1.2

Fator Nostalgia
Nem o anime.
Acho que já deixei claro que nem o Anime eu assisti, o que dirá o game perdido no tempo. Sei que reclamei bem da parada, mas ela na real cumpriu muito bem o seu papel comigo. Fiquei mesmo com vontade de assistir a animação e vou colocar ela no meu backlog. Vai ficar bem perto do Garotas Mágicas Cochudas de Sainha e Rabo de Ganso VI e Virei uma máquina de lavar sem secar em outro mundo e agora sou explorado por uma elfa, mas um dia vai. Se bem que acabei de lembrar que tinha prometido ver Ultraman e Kamen Rider, então na real ele vai ter que ir mais para baixo um pouco na lista. Mas um dia vai! Prometo.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Olha, nem se você assistiu o anime e se tornou fã do mesmo vale perder tempo. A única coisa boa desse cara é ter um modo história implementado e ser o primeiro da série a ter isso. No mais, é corre daqui, que não vale nem o pouco tempo investido. Pintei a parada como uma merda muito maior do que realmente é pelo entretenimento, mas ainda sim não vale a pena não.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque esse jogo é muito limitado, não diverte na maioria dos momentos e não é nem um bom game de luta. Dá para entender a decisão de fazer uma adaptação para o modo portátil de uma série de sucesso. Só não dá para entender querer jogar isso hoje. Se não fosse por esse projeto idiota que inventei para ocupar meu vazio existencial, não tinha nem chegado perto e acredito que seria mais feliz assim.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 00:57:00 (que mais uma vez vão fazer falta e não vão voltar, Jesus, o que estou fazendo com minha vida) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 1 (viram como é fácil?) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Todos os Golpes (nem cheguei perto da lista de golpes) Zerar com Todos Personagens (fui só no modo Story) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.5 |
| Playada | 1.0 |
| Barulhama | 1.5 |
| Batom no Porco | 1.2 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 5.2 |
| Dificuldade | pela primeira vez, fácil |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo que não chega a ofender, mas é bem xinfrim, bem caído e bem limitado |