
Virtua Fighter 3
Virtua Fighter 3 é obviamente o terceiro jogo da saga de luta da Sega Virtua Fighter. Se bem que na real da realidade, não é o terceiro porra nenhuma, já que teve um monte de bagaceiras antes. Bagaceiras que eu inclusive trouxe para o site e que espero que todos tenham lido. Não que elas sejam imprescindíveis para algo do 3, já que ele não aproveita nada delas e segue na linha do que já vimos no 2, mas é bom dar aquela força para o amigo aqui. Força essa que vou precisar aqui também nesse post, pois sinceramente não sei sobre o que escrever e estou meio que sem muita criatividade. Esse jogo é daqueles que não fede e nem cheira. Não morri de paixão, a ponto de exagerar nos elogios, e nem odiei do fundo do coração, a ponto de querer matar a família toda de quem estava envolvido no projeto. Estou completamente de mãos atadas. O jogo é sim o melhor que tivemos até agora, implementa umas coisas novas bacanas e diverte de forma bem consistente. Só é sem sal e não dá para passar de 2 horas jogando. Foi bom para mim dar uma acalmada nos ânimos depois do último post, mas não precisava ser toda essa calmaria. Eu queria um baseadinho e não uma dose de morfina. Enfim, vamos ver no que dá isso aqui, mas já me desculpo se o post for um sono como o jogo. Tento sempre tirar água de pedra, mas às vezes só sai pedra mesmo. Fazer o que?
Ficha Técnica
| Publisher | Sega (tá ruim hoje, nem piadinha com a Sega consigo pensar!!!) |
| Desenvolvedor(es) | Sega AM2 |
| Diretor | Yu Suzuki Daichi Katagiri (mano Yu recebeu reforço) |
| Produtor | Yu Suzuki |
| Designer | Kazuhiro Izaki |
| Artes | Toshihiro Nagoshi Mika Kojima (será que é parente do mito?) |
| Músicas | Takenobu Mitsuyoshi Fumio Ito Hidenori Shoji |
| Plataforma | Arcade (Model 3) |
| Lançamento | 1 de Setembro, 1996 |
Resumão para não ficar perdido
Nessa palhaçada aqui acompanhamos a realização do terceiro World Fighting Tournament, que como de costume reúne uma cambada de mal acabados que acham que são porradeiros. Também como de costume o torneio é uma fachada para a J6 coletar dados dos caras e criar soldados perfeitos. O lance é novos lutadores que trazem suas próprias motivações, enquanto os veteranos retornam para enfrentar antigos rivais. À medida que as batalhas avançam, fica óbvio que tudo era mais uma vez uma cilada, mas até aí fodasse né minha gente. Porra, já é a terceira vez! Uma vez ok, a segunda até vai, mas persistir aí já é burrice. Esse bando de tonto tem mesmo que se fuder e virar tudo máquina controlada por essa porra de J6 do caralho. É, também estou sem paciência hoje!!

Lorota
Voltamos à mesma.
Pois é, confesso do fundo do meu coração que não esperava nada diferente. O Animation de fato é algo fora da curva e se baseava em um anime. O que permitia ter uma trama rolando, diferente dos jogos principais onde o foco é mesmo na porradaria. O que não impedia de terem mudado o disco desse lance de J6 que está um saco e pelo menos terem mantido aquelas ceninhas de encerramento, claro. Para não dizer que não temos nada novo, foram adicionados dois novos lutadores aqui. Aoi Umenokouji, uma estudante honrada e fofinha, e Taka-Arashi, um lutador de sumô que não cai no ringue por nada no mundo. Essa adições fizeram alguma diferença na trama? Não, eles seguem o mesmo pique que os demais. Ou seja, provar que são os mais fortes e que sua arte marcial é foda. Sendo assim, seguimos na notinha padrão e na esperança da minha memória ser real para termos algum modo campanha mais para frente na saga. Se não for, vamos ter que esperar sair o 6, que nele tenho certeza que terá campanha. Ou pelo menos é o que os trailers mostram. Se bem que não dá para confiar em trailer. Então vamos seguir só na esperança para não se decepcionar.
NOTA: 0.5

Playada
Cada dia menos rústico.
Posso dizer com todas as letras que chegamos lá. Mesmo eu não tendo me animado super com o jogo, não posso negar de forma nenhuma que ele está no ponto certo para ser um jogo divertidíssimo de luta. Está refinado, balanceado e bem perto do que temos nos jogos modernos 3D. Tanto que agora a gente sai na porrada de uma forma muito mais fluída e mesmo apertando os botões de qualquer jeito a coisa funciona. Um ananá sem reflexos como eu consegue de boas sair dando pirocopteros por aí tendo chance de recuperação na luta, para terem uma ideia. Claro que dá para masterizar a coisa, se tornar um grão mestre e humilhar os coleguinhas, mas também tem espaço para os tontos. Uma das coisas que ao meu ver fez isso ser possível foi a movimentação agora ser realmente em 3D. Sim, agora podemos mover nossos manos no eixo Y usando um botão de esquiva. E isso faz as batalhas serem muito mais cadenciadas. Se o adversário vai para cima de você metendo o loco e te colocando pressão, é só esquivar e contra atacar que a parada fica mais justa. Tão justa que até a CPU comedora de bunda pode ser facilmente ludibriada. Que satisfação tive acertando o time e deixando a máquina abertinha para tomar um combo no meio do rabo. Vagabunda, agora foi a hora dos humilhados serem exaltados e tive requintes de crueldade em alguns perfects que consegui aplicar nessa puta!! A Dural ainda é carne de pescoço, mas os outros manos foram babinha e consegui zerar sem gastar nenhuma ficha para terem noção. Foda né? Foda, mas na real, vou parar de me vangloriar e ser sincero. Na verdade, não foi o sistema ser melhor que fez eu ter menos dificuldade. Poder mover em 3D deu dinamismo e variação como comentei, tanto que os cenários agora tem aclives e declives a serem considerados na treta. Mas o que fez eu ser um Deus porradeiro, foi terem deixado a dificuldade no fácil. Joguei a versão de arcade como deu para perceber e nela não podemos mudar a dificuldade. Inclusive só dá para ir para a porradaria e nada mais, nenhum modo de luta alternativo. E tenho a suspeita de que a dificuldade que vem é a fácil. Sério, a CPU engrossa o caldo de vez em quando, mas muito longe do que tínhamos antes. Não tem reação na velocidade da luz, não tem leitura de input, não tem espaço curto para comandos, não tem defesa absoluta e não tem agarrão na menor menção de defender. Não estou reclamando, pois já estava de saco cheio de apanhar, mas também não posso vir aqui e dizer que o jogo em si não é super fácil. Ele é menos rústico e tem mais variação, mas isso não vai fazer noobs como eu não serem esmagados por alguém com mais precisão e velocidade de resposta. Só vai fazer ele receber uma nota 2.0, pois o game está muito próximo de ser o supra sumo dos jogos de luta 3D. Ele precisa de mais modos de jogo (algo que acredito venha na versão de Dreamcast), mas já está redondo a ponto de não fazer você ter dor de estômago. Legal ver a puta evolução dessa série e ver que os feedbacks das outras tranqueiras fizeram o game virar rapidamente algo desse nível. Lembrem-se essa porra aqui foi lançada em 96. Em pouco tempo os caras já tinham algo top desse jeito é para tirar todos os chapéus. Em 96 eu estava comendo terra e apanhando dos bullies na escola e tinha gente no Japão fazendo a base dos jogos modernos de luta 3D. Te tomar no cu, muito treta!!
NOTA: 2.0

Barulhama
Mais uma leve compensação.
Minha gente, aqui vou ter que dar mais uma leve compensada, pois a coisa está feia. Na moral, as músicas desse jogo e de todos os outros até aqui, são no máximo do máximo bacaninhas. Se for ser mais criterioso, são mesmo qualquer coisa e esqueciveis. Lembro da música dos berros tribais que rolam no cenário do Jeffry e nenhuma outra para ser bem sincero. Os efeitos de porrada são bem legais e causam o efeito desejado, sem dúvida, agora as trilhas são algo pegado de samples na internet. Sei que posso estar pegando pesado, mas essa é a opinião mais próxima do realista que dei até agora na saga. Chega de aumentar a nota para o desrespeito ser menor né? Agora que o jogo está realmente bom e bem feito, podemos voltar a bater que nem brigadiano em vagabundo sem medo. Combinado? Espero que sim, pois é o que vou fazer a partir de agora, doa a quem doer.
NOTA: 1.3

Batom no Porco
Os olhos até brilham.
É aqui que minha teoria vai para o caralho mais uma vez. Porra, eu falo que o que importa é o estilo artistico para esse quesito, mas é só aparecer um jogo com gráficos melhores, mais bonitos e mais polidos que eu vou lá como uma puta e dou nota melhor. Caramba, eu vou fazer o que se de fato os cenários desse jogo, cheios de detalhes, são mais bonitos que todos os outros? Porra tem cenário em cima de prédio, em cima de barcos, na beira de penhasco, na muralha da China e mais um monte de coisa pica!! Cacete, eu vou fazer o que se esse foi o primeiro jogo que de fato temos roupas alternativas para cada personagem, dando um pouco mais de variação para esse bando de mal acabados? Aí é uma foda!! Sofri esse mesmo questionamento no Ys 2 e de fato não tem como negar que com mais poder gráfico, fica mais simples fazer coisas mais bonitas, únicas e que agradam quem olha. Isso só não é uma regra, pois dá para fazer coisas sem vida, sem graça e meia boca, mesmo com PC da Nasa disponível. O que é o caso aqui se tratando de personagens. Na boa manos, ainda acho esse planteu uma das coisas mais sem graça de toda a historia dos games. Os caras tem uma capacidade de fazer personagem não marcante de tal forma, que a Pai apareceu no último trailer de VF 6 e ninguém que fez react se importou ou sequer sabia quem era. Eu sou apaixonado pela Pai, que já me salvou de muitas surras humilhantes, agora não dá para dizer que ela é uma personagem marcante. Assim como nenhum dos outros caras daqui. Eles não tem nem uma silhueta única e perdem para qualquer outra party de luta. Acho que até o final vou continuar achando que temos o Ryu genérico, a Chun-li genérica, o ninja genérico, o wrestler genérico e assim vai. Agora até temos o E. Honda genérico para fechar todas. Na moral, dei uma boa aumentada no quesito, pois o entorno todo está muito foda mesmo, mas não acredito que vamos passar disso, já que não consigo gostar desses personagens jogaveis.
NOTA: 1.2

Fator Nostalgia
Esse queria ter conhecido.
Na boa, essa babinha aqui era para eu ter conhecido porra!! Não sei o que faltou, mas talvez se a minha experiência com VF fosse com esse mano aqui, talvez eu teria uma outra visão de toda a série. Eu sei que é bom apanharmos um pouco para formar caráter, mas não precisava ter sido humilhado como fui pelo 1. Podia muito bem ser sim uma pessoa íntegra, como sou agora, sendo mimado pelos perfects metidos na CPU desse cara. Dizer para vocês que até quem sabe eu teria menos cabelos brancos, hemorroidas e precisaria ingerir menos álcool do que hoje. Na moral, às vezes a gente não tem é sorte mesmo. Cheio de gente por aí que teve a primeira experiência de game de luta 3D com esse cara e eu me ferrei nas mãos do Lau. Pois é, que diz que todos temos oportunidades iguais e saímos do mesmo ponto, só pode estar doido ou ser dá perigosíssima extrema direita.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque enfim temos um grande jogo de luta 3D. Sim, ainda tem coisas para melhorar e evoluir, mas se você quer pegar um game mais antigo e ainda se divertir, Virtua Fighter 3 é uma ótima pedida. Ele é bem refinado, balanceado e sem toda aquela lentidão dos títulos anteriores. É colocar fichas no seu arcade (nada de emulador aqui) e simplesmente se divertir trocando sopapos com amigos ou com a CPU, que agora está bem mais balanceada e justa. Para amantes do gênero que querem conhecer a franquia que deu origem ao estilo mais cadenciado em 3D, VF 3 é imprescindível, e diria até obrigatório.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Depois de tantos elogios, parece até que eu esqueci do que escrevi no início, não é mesmo? Pois é, mas não esqueci e é aqui que vem o plot twist. Mesmo eu achando o jogo muito bom, ainda achei ele muito sem graça e no fundo não recomendo jogar. Pelo menos não recomendo nessa versão arcade. Ela parece que falta coisa e pelo que sei existem outras versões com outros modos de jogo para tentar dar uma apimentada na coisa. Na moral, depois de 2 horas de jogo, você já zerou com todos os personagens e não tem mais nada para fazer. Dá para ficar enfrentando os amigos infinitamente, mas dúvido muito que o jogo consiga prender os players, com tão poucos personagens. Sou meio suspeito para falar de games de luta, pois sempre achei eles uma experiência meio limitada. Sempre achei que o conteúdo base de um jogo de luta perde para os de outros estilos, sabem? E aqui isso é bem agravado, sendo que a parada não tem personagens para desbloquear, desafios para cumprir e nenhum estímulo para continuar jogando. É zerar, deixar no canto e se um amigo vier na sua casa puxar para dar uma leve troca de socos sem perder a amizade. O que acho pouco como já deixei claro. Desculpem amantes de games de luta, mas esse é meu sentimento real e já estou deixando claro que posso pegar pesado sem muito motivo nas análises daqui para frente. Não só nessa saga, como nas vindouras, obviamente.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 00:22:00 (zerando a primeira vez) 02:00:00 (ao total) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 (nem vi a lista, fui na loucura) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 0 (aqui estou contando apenas a primeira zerada, pois nas outras eu morri sim) |
| Zeramento | sim (e matei a Dural) |
| 100% | não lista: Todos os Personagens (zerei com 5 deles, deixei o resto para o próximo jogo que é igual) Todos os Golpes (sem modo treino, sem golpes) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.5 |
| Playada | 2.0 |
| Barulhama | 1.3 |
| Batom no Porco | 1.2 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 5.0 |
| Dificuldade | fácil até de um jeito preocupante |
| Resultado | |
| Conclusão | um game que chega muito perto da perfeição, mas que no final é bem sem graça de jogar |