
Mobile Suit Gundam F91: Formula Wars 0122
Mobile Suit Gundam F91: Formula Wars 0122 (Kidou Senshi Gundam F91: Formula Senki 0122) é supostamente um game de estratégia lançado para SNES que adapta um mangá da série Gundam. E é supostamente, porque é só rolar o primeiro combate para a gente perceber que o dedo no cu e gritaria é mais recomendado que a tática, estratégia e pensamento lógico. Na boa, esse cara aqui me pegou de um jeito diferenciado. Eu comecei querendo parar, parei, voltei dando mais uma chance, me diverti, acreditei que estava entendendo tudo, voltei a não entender nada, fiquei puto e xinguei todos, me obriguei a jogar, fui até quase o final e larguei de mão de vez. Sim, já deixo claro que não zerei esse cara e até o momento estou com sentimentos conflitantes em relação ao mesmo. Esse post vai acabar sendo muito mais filosófico que o normal. Já deixo avisado. Vai ser uma experiência de vida e não apenas uma resenha cheia de palhaçada. Vou falar do jogo sim, mas também vou fazer uma reflexão maior, pois esse joguinho despretensioso, me fez repensar em muitas coisas da vida. O que poderia ser um bom sinal, mas não é e vocês vão entender ao longo do post. Se eu não enlouquecer antes, obviamente.
Ficha Técnica
| Publisher | Bandai (sempre ela, ela, nas melhores e nas piores, que é o caso) |
| Desenvolvedor(es) | Nova Games Ltd. |
| Diretor | – |
| Produtor | Junichi Sato |
| Designer | Yoshitaka Takeya (que a mãe sofreu na minha mão) |
| Artes | Koji Naya Toshihiro Kawamoto Kunio Okawara (esses passo pano) |
| Músicas | Norihiko Togashi (esse tb) |
| Plataforma | Famicom (sim, só Japa como de costume nessa saga) |
| Lançamento | 06 de julho, 1991 |
Resumão para não ficar perdido
A parada aqui é ambientada no universo de Mobile Suit Gundam F91, onde acompanhamos a putaria que está rolando entre a Federação Terrestre e a organização militar Crossbone Vanguard. A história em si se passa um pouco antes dos acontecimentos do Filme F91 e mostra como a merda já estava agarrando em torno da colônia espacial Frontier IV. Nessa baixaria assumimos o controle do Tenente Bergh Squelette em missões de defesa, reconhecimento e contra-ataque, enfrentando uma caralhada de unidades inimigas em diferentes setores do espaço. Ao longo da jornada, surgem personagens e máquinas que fazem referências a F91, cobrindo toda a invasão inimiga. O foco é na escalada do conflito e na tentativa de proteção da colônia antes que tudo vá para a casa do caralho. O que normalmente acontece nos animes, mangás e filmes de Gundam. É guerra porra, acha que é brincadeira de criança só porque tem robos brilhantes?

Lorota
Nada está bom também.
E estava eu lá, que nem pinto no lixo achando que agora ia ter tudo o que vinha pedindo nesse blog à exaustão. Um game que levasse em conta a estrutura desse monte de animações de guerra de tanque humanoide. Um game que me levasse para uma colônia espacial, depois para a terra, depois de volta ao espaço e enfim para uma base lunar ultra tecnológica. E foi o que recebi e fiquei feliz, muito feliz. Até que percebi que o jogo simplesmente esqueceu que era minimamente interessante colocar algum nível de desenvolvimento. Não precisava ser um Iron-Blooded Orphans. Pesado, denso, cheio de camadas. Mas precisava pelo menos me dizer de onde vem o personagem principal e seus amigos. Sério meus manos, parando com a firula narrativa aqui, não dá para entender porra nenhuma do que está rolando e quem são os protagonistas e antagonistas dessa merda!! Caralho, eu sei minimamente do que se trata a coisa, pois sou um tarado dessa série. Que se depender do jogo, é lê aí o mangá que eu estou me baseando se tiver dúvida e me deixa focar na gameplay. Entra personagem, saí personagem, morre personagem, revive personagem e a gente não tem ideia de quem são, do que se alimentam e porque cargas d’água está arriscando o rabo no meio do infinito. Sei que pedi bastante para seguir os animes, mas também não era para me entregar só referência. Me explica um pouco mais sobre quem está envolvido nas batalhas. Se não fica tudo muito raso e sem graça. Só não zerei de novo o quesito, pois existe de fato uma trama. Só que ela não tem o mínimo para a gente se envolver em algo além do gameplay. Sim, sou chato, exigente e super difícil de agradar. Nada fora do comum e imaginei que a essa altura do campeonato, vocês já me conheciam um pouco.
NOTA: 0.5

Playada
Às vezes o melhor é seguir em frente.
Eu sei que vai ter gente dizendo que eu joguei errado, que não entendi a proposta ou até que não sou um gamer raiz. E isso tudo em geral é mesmo verdade. Só não é o motivo real do porquê resolvi largar essa tranqueira de mão e partir para a próxima. Meus amigos, aqui começa a tal filosofia que comentei antes, pois estava me sentindo na obrigação de encerrar esse jogo e isso estava me fazendo mal. Nada grave e sem aquelas frescuras dos gamers modernos. Só estava mesmo me forçando a zerar o jogo a todo custo e isso estava me deixando sem vontade de jogar. Eu tenho certeza de que se continuasse insistindo zeraria a parada, mas o custo disso poderia comprometer o projeto que eu tanto gosto de fazer. Sendo assim, achei melhor parar de jogar, fazer o post que vocês estão lendo e partir para uma próxima sem perder o brilho no olhar. Tenho como premissa tentar, TENTAR, zerar os jogos, mas tem hora que enche o saco e é melhor deixar quieto, sabem? Não é desistir por desistir, é entender que não está rolando e que é melhor parar de dar murro em ponta de faca. Já zerei um monte de bomba que não gostei e que até empurrei com a barriga, mas esse cara aqui me deu nojo. Não porque o jogo seja uma completa bosta, mas mais porque ele é confuso. Com umas decisões esquisitas de design, que parecem apenas querer te ferrar, por ferrar. A parada se divide entre 12 fases (nas quais cheguei na 11), onde somos jogados em um mapa 4 por 4, que tem nossas unidades e as unidades inimigas. O objetivo, como é o normal, é derrotar as unidades inimigas e evitar ser dizimado. Tudo tranquilo, afinal é um game tático de estratégia. E aí você percebe que só pode controlar uma unidade, que é o Gundam F90/91, e tudo vai para o cacete. Sim, nos mapas vamos ter outras unidades em combate, mas não vamos poder movimentá-las ao nosso bel prazer. Não vamos posicionar, usar em combate e muito menos controlar o quanto de dano receberam. Tudo isso fica com a CPU. E querem saber o melhor? Se todas as unidades forem destruídas é game-over. Isso, ninguém entendeu errado. Se as unidades aliadas, que são controladas pela CPU, forem destruídas, você toma game-over. Mesmo se a sua unidade controlável estiver viva? Mesmo se a nossa unidade controlável estiver viva. Foda né? Foda. Imaginem o cenário onde você está a 40 minutos matando unidades inimigas, próximo de fechar a missão, aí a CPU embesta de levar todas as unidades para o ataque, elas morrem e você toma game-over. É para ficar minimamente triste ou não é? Dava para parar por aqui, eu sei, já deu para entender, mas nem cheguei no combate ainda. Quando você chega próximo de uma unidade inimiga com seu Gundam uma batalha acontece. Em turnos? Não, em tempo real. Onde você tem um radar para detectar os inimigos, usa os direcionais + gatilhos para alinhar o raio de ação e aí desfere um ataque escolhendo alguma arma. Sei que parece bacana e até é, em um primeiro momento. Aí você avança um pouco e percebe que existe um cálculo de taxa de acerto tirado do cu de quem desenvolveu que te fode de todos os jeitos. É um show de erros meu amigos que é de querer arrancar todos os cabelinhos do cu. Existe uma lógica, não entendam errado, só que ela é uma bosta e quanto mais o game progride, mas fica restrita. A parada leva em consideração a distância que o inimigo está de você (pertíssimo, perto, meia distância, distante e longe para caralho) + a efetividade da arma escolhida para o ataque + seu poder de ataque em relação ao inimigo + a sua movimentação + a movimentação do inimigo + se é ano bixesto + se Venus é retrogrado + se a parade do seu quarto é azul. Sim, as últimas coisas eu inventei, mas de fato o cálculo de dano é cheio de variantes e você só descobre isso na tentativa e erro. Na moral caras, esse defeito era simplesmente resolvido com a taxa de acerto sendo colocada em tela como era no jogo de NES!! Porra, fazer eu tentar, tentar e tentar acertar os inimigos não é a melhor forma, sua cambada de burro!!! Já me estressei e nem comentei que as unidades inimigas vem sempre com 4 robôs, que eles tendem a ficar sempre nas nossas costas e que o tempo de resposta para evitar dano é inumano. Cada vez que penso nessa gameplay só consigo sentir raiva e pena pelo desperdício. Porra muito maneiro as animações que rolam nos ataques, muito maneiro poder trocar o robô na base, muito maneiro ter que proteger a base para não tomar game-over, muito maneiro controlar quantidade de combustivel além de HP, mas custava ter feito um jogo de estratégia mesmo? Porra, se era para o combate ser dedo no cu e doideira como é, me dá um jogo de ação!! É gente, tem momentos na nossa vida que temos que recuar, dar alguns passos para trás, para poder seguir em frente. Ainda estou com o sentimento de que deveria ter tentado mais e de arrependimento. Mas esse cara estava me consumindo, exaurindo e tirando espaço de outros games, que mesmo me exigindo algum compromisso, vão me recompensar com algum nível de diversão. Para terem uma noção o máximo que conseguia jogar esse cara por dia eram 2 horas. Passava disso e eu chegava a ficar com dor nos dentes de tanto apertá-los de raiva. Foi algo fora do normal mesmo e algo que nunca tinha passado. Já larguei de mão outros games que trouxe aqui, mas nunca tinha largado um que achava que tinha capacidade de zerar. Também nunca tinha largado um game que não achasse uma bosta fedorenta. Dei nota merda para esse sim, mas foi muito mais pelo sofrimento que ele me causou do que pela sua ruindade. Ele tem os defeitos que comentei, mas nada disso faz dele um cu mal depilado e cagado. Faz dele só um jogo chato, repetitivo e que não entrega diversão. Meio contraditório tudo isso, eu sei, mas lembrem-se que falei que ia ser filosofia pura toda essa pataquada. Espero que tenham entendido o meu ponto e se for para deixar um conselho depois de tudo, é: Não sinta medo de largar um jogo que não te diverte. Tem jogos divertidos por aí, só esperando para serem playados.
NOTA: 0.3

Barulhama
Conseguiu aliviar o sofrimento.
Foda, foda, foda e um dos poucos pontos que me fizeram chegar no décimo primeiro cenário do jogo. O esquema fica repetitivo e cansado devido ao tempo alto das partidas, claro, mas mesmo assim a trilha é sensacional. É uns rocks maneiros e enervantes que trazem a sensação de movimento e rapidez que o jogo precisa. Você está passando raiva catando robô roxo cheio de míssil que fica colado nas suas contas no radar, mas pelo menos a música está torando no talo e te levando para frente. Aqui a parada é ser agressivo, dá-lhe para não tomá-lhe, e a música te incentiva a isso. Só não dei 2.5, pois não vou dar nota máxima para esse game vagabundo que vai ficar como mais uma mancha no meu curriculuzin mequetrefe gamer.
NOTA: 2.0

Batom no Porco
Conseguiu aliviar o sofrimento 2.
Também é foda, foda, foda e um dos pontos que me fizeram desistir de quebrar o controle na parede. Sério manos, minas e mines, deem uma olhada nas imagens que coloquei ao longo do post e me digam que não é pica? Puta, para quem é fã, assim como quem os escreve, isso aqui é para ficar de pau duro mais tempo que usando Tadalafila. Só suportei os vários e vários erros de ataque, pois as animações dos mesmos me deixavam com vontade de assistir novamente esse monte de animes de robôs. O V.S.B.R., que são os canhões de plasma nas costas do Gundam, atacando são para matar otaku do coração. Erram mais que acertam? Sim, mas é lindo de se ver. Pena que toda essa lindeza está nessa bosta de jogo, que não merece nota máxima, como já disse. Aqui deu uma balançada, já que os sprites de cada mobile suit é gigante e bem feito a ponto de cair o queijo, mas vou seguir firme. Sou muito rancoroso e é capaz de alguns outros jogos dessa saga ainda sentirem os efeitos do que rolou aqui. Vou amaldiçoar toda uma geração de Gundam, me aguardem!!!
NOTA: 2.0

Fator Nostalgia
Não li, mas assisti.
Aqui está mais uma demonstração da minha nerdice robótica. Não cheguei a ler o mangá que esse jogo se baseia, mas assisti o filme F91. Com dublagem em inglês e legendas em Japonês. Deu para entender? Deu, meu inglês dá para o gasto, mas teria sido melhor mesmo ter pelo menos uma legendinha de Google Tradutor. Na época que vi esse cara, eram épocas mais simples e eu não sabia as mazelas do mundo para achar alternativas melhores. Não vou tirar pontos do jogo por isso, obviamente, por mais que me dê vontade, mas pelo menos mostra que não estou te brincadeira quando digo que gosto dessas bostas desses robôs. Motivo esse que me deixou mais sentido, ao abandonar o jogo. Mas não voltemos a essa choradeira… bola para frente…
NOTA: 0
Por que perder tempo com essa bosta?
Aqui os senhores me desculpem, pois vou me abster. Não acho o jogo de todo ruim, mas não posso recomendar algo que me fez sentir mal. Espero que entendam e se quiserem jogar isso aqui, é por sua conta e risco.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque é um game com péssimas decisões de design, que te fazem colocar a estratégia no cu e sair no modo agressivo para sobreviver. Não existe jogo de estratégia onde você não controla todas as unidades do mapa. Imagina você jogar xadrez e só poder usar a rainha? Dá para fazer um puta estrago? Porra, dá, assim como quando liberaram o F91 nesse game aqui (Fase 9). Só não é o suficiente e toda a tática fica comprometida. Descrevi uma situação onde rola um game-over por causa da CPU depois de 40 minutos e ela é de fato algo que aconteceu comigo. Entendo um jogo ser mais demorado e menos dinâmico, mas não me fode com RNG dessa forma. Se eu posso morrer por qualquer besteira, pelo menos que a besteira esteja em minhas mãos. Ah, na moral, já cansei disso aqui e espero nunca mais chegar perto dessa porra de jogo que deveria morrer na bosta do Japão!! Vão tudo se foder, vão tudo para o caralho e só não paro a série agora, pois ainda amo os Gundams.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 09:15:00 (viram como eu realmente tentei essa merda aqui? Não foi falta de tempo o problema) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 1 (tive que dar uma espiada para entender como jogar) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 6 (cada uma depois de pelo menos 30 minutos) |
| Zeramento | não (cheguei na fase 11) |
| 100% | sim não tem nada extra |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.5 |
| Playada | 0.3 |
| Barulhama | 2.0 |
| Batom no Porco | 2.0 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.8 |
| Dificuldade | não é difícil necessariamente, mas a gameplay atrapalha muito |
| Resultado | |
| Conclusão | um game que tinha tudo, tudinho, para ser foda para caralho, mas que erra no essencial, no básico |