
Ys: The Vanished Omens
Ys: The Vanished Omens é a versão de Ys 1 para Master System. Pois é, mais uma vez podemos pedir música no Fantástico. Desta vez não vou de salmo, quero dar uma inovada e vou pedir uma moda chamada “Meu amor porque você me largou para ficar com meu primo rico da cidade que tem pau grande?” do Zé Carruira e Mameluquinho, que é uma dupla que gosto muito. Inclusive, recomendo a todos ouvirem essa música, pois é um relato muito emocionante que traz muitas facetas do nosso Brasil. Agora já o jogo em questão, sendo sincero, não sei se vale a recomendação. Dentre todas, ele é a versão mais simples de jogar e de mais fácil acesso, até porque é a única que foi oficialmente lançada por essas bandas. Só que ainda segue sendo um jogo capirotesco e cheio de erros de design. Jogando pela terceira vez consegui pegar ainda mais tretinhas e picuinhas na play. Dureza, pessoal todo jogando 007 e eu aqui quase quebrando controle na parede com jogo que te exige a agilidade de um ninja. Quando passar o filme da minha vida no meu leito de morte, com certeza vou só sentir vergonha do ser humano desprezível que eu fui!!
Ficha Técnica
| Publisher | Sega (e como tenho trazido games dessa empresa para o blog) |
| Desenvolvedor(es) | Sega R&D2 (adaptação, né) |
| Diretor | Miki Morimoto |
| Produtor | – |
| Designer | Chameleon Aki (Chameleon?) Jakurin (Sucuri?) |
| Artes | – |
| Músicas | zuho Numata Neko (Gato? Que bicharada é essa?) Tokuhiko Uwabo |
| Plataforma | Sega Master System (lar de games desafiadores) |
| Lançamento | 15 de outubro, 1988 |
Resumão para não ficar perdido
Como já era de esperar, aqui a treta é a mesma dos outros 2. O mano principal é chamado de Adan ao invés de Adol – que dá uma suavizada no nome de velho broxa -, mas nada muda. Entendemos melhor de onde vem os livros de Ys, quem é a moça gigante da logo e qual a moral do vilão Dark Dekt, mas nada que faça a parada virar um God of War 2018. O negócio é matar tudo o que passa na nossa frente e passar raiva, muita raiva.

Lorota
Deu para dar uma suavizada…
E não que esse carinha aqui deu uma boa melhorada em como a trama é contada? Sim, ainda segue sendo algo básico, como o padrão da época, mas pelo menos temos mais linhas de diálogo. Como ele foi localizado para o inglês, acredito que aí conseguiram fazer a coisa ter mais sentido e com isso deixar mais claro o que é cada coisa. Como comentei acima, aqui fica claro quem escreveu os livros, porque eles são importantes e o que o vilão quer com eles. Algo que ainda tinha ficado solto para mim. Claro, eu poderia ter dado uma lida nos manuais, que onde essas infos normalmente estão se tratando de um jogo do tempo do meu avô, mas confesso que fiquei na preguiça. No mais, mesmo com mais esclarecimento, seguimos com algo raso além da conta. Dei um up para fortalecer o trampo, mas segue sendo meia bomba.
NOTA: 1.5

Playada
Juro que não queria ter que fazer isso…
Eu tinha gostado. Mesmo me ferrando, tinha me divertido, tinha achado bacana e simpático, mas tive que ir lá e jogar pela terceira vez. Não podia deixar quieta a bagaça! Puta que me parau, vai dar um temporil, que cagada!!! Esse carinha aqui chega mais próximo da versão de PC (MSX e 98) e não fica inventando moda como a versão de NES. Ele é mais simplificado, com dungeons menores, com menos inimigos para não estourar o Master e com bem menos informações na HUD, claro, mas ainda é bem próximo. Tão próximo, que me saltou ainda mais os defeitos que tem e não vou conseguir relevar de novo. Não estou falando da colisão bunda, que faz inimigos te acertarem mesmo sem estar encostando, não entendam errado, essa treta é só dessa versão. Estou falando do completo desbalanceamento desta merda. Ele é um RPG de ação, mas fodase qualquer tipo de progressão. Você chega no nível máximo no início, não mata o terceiro chefe sem estar com tudo no máximo e na última dungeon (a torre) é melhor fugir que lutar, pois não tem recompensa e qualquer monstro te mata com um encostão. Na moral, esse game aqui chega uma hora que deixa de te divertir e passa só a te sacanear. Parece aquele seu amigo que te faz rir nas primeiras horas de bebedeira, mas depois está querendo tirar um carro no seu nome. E não um carro, é um Peugeot 206 com uma caralhada de multas para assumir!! Sério, jogar pela terceira vez esse cara aqui me fez mal e mesmo tendo implementado múltiplos slots de save – que evitam tretas maiores -, não consigo não odiá-lo do fundo do coração. Só não dei zero, pois sei que estou com um sentimento ruim de momento e ainda gosto desse estilo Zeldinha. A coisa vai melhorar daqui para frente e vou me lembrar disso aqui apenas como uma péssima decisão. Que puta ideia de jerico que tive, quando achei justo jogar múltiplas versões dos games. Bem, agora é tarde, a merda está feita e só resta ir me embriagar o máximo que der. Daqui a pouco volto para terminar o texto…
NOTA: 1.0

Barulhama
Segue bem bom.
Caramba, que dor de cabeça… Porra, se eu contar o que rolou aqui, vocês não vão acreditar. Se bem que depois do anão vestido de Adol Christin, eu mal me lembro das coisas… Na moral, melhor seguir com a resenha sem muita demora antes que eu vomite, pois acho que está faltando alguma coisa aqui dentro do meu corpo. A parada continua surpreendentemente boa e a adaptação foi muito competente. Sei que já falei bem nos outros posts, então não vou me repetir. Só saliento novamente a minha surpresa com essa trilha sonora do casseta, que é a única coisa que ainda me segura para não mandar Ys 1 tomar dentro do olho do cuzinho velho dele.
NOTA: 2.3

Batom no Porco
Aqui deu uma leve descomplicada.
Olha, olha, olha, olha, dentro do que dava para fazer em 1900 e guaraná de saquinho, isso aqui até que ficou bacana. As versões de PC ainda são mais vivas em seus cenários, mas esse carinha aqui tem um contraste bem mais interessante e homogêneo – seja lá o que isso quer dizer, lembre-se que estou de ressaca. A parada é bem redondinha e quero dar um destaque para os portraits que não parecem mais quadros de Romero Britto. Tem um sprite de monstros que parece vômito aqui, um NPC que parece um monte de bosta acumulada ali, mas no geral essa é a versão mais agradável para os olhos. Ainda falta uma personalidade para tudo, mas começa a já ficar mais interessante para uma pessoa de 2026 que não tem medo de ser anacrônica – pois é, estou cheio de palavras bonitas, mais uma vez, lembrem-se estou meio zonzo ainda.
NOTA: 1.2

Fator Nostalgia
Pulando.
Como acredito que não vou aguentar até o final do post, vou pular esse tópico, afinal já ficou bem claro que nunca tinha jogado merda nenhuma dessa saga e não pretendo tirar ponto nenhum dela, mesmo às vezes merecendo!!
NOTA: 0
Por que perder tempo com essa bosta?
Só perde tempo se quiser conhecer o game que gerou essa saga que dura até hoje e se não teve o desprazer de jogar as outras versões. Ela é sim a melhor versão que temos, não que isso faça o jogo ser bom, e se for para se lascar, que se lasque pelo menos um pouco menos. Ah, vamo lá, vamo lá, segurei tanto que até já estou com vontade de cagar…
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque simplesmente, assim como as outras versões, isso aqui está envelhecido por demais e a tendência de te fazer mal é alta. Assim como a minha bebedeira, esse cara aqui vai começar divertido, mas logo mais vai te fazer repensar em seus atos. Inclusive, agora sim estou encerrando de uma vez, pois a parada já está vazando por cima e por baixo aqui… Vou virar um hidrante humano… Vou pedir para o GPT terminar o resto e me desejem sorte…
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 11:52:00 (quase 12 horas depois, finalmente descobri que a verdadeira dificuldade do jogo era continuar) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 2 (duas consultas ao guia, mas cada uma delas veio acompanhada de ‘eu deveria adivinhar isso?’) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 87 (Em algum momento deixei de jogar para me tornar um fornecedor de almas para o jogo) |
| Zeramento | sim |
| 100% | sim |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.5 |
| Playada | 1.0 |
| Barulhama | 2.3 |
| Batom no Porco | 1.2 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 6.0 |
| Dificuldade | A curva de dificuldade não é uma curva. É uma parede vertical com óleo derramado. |
| Resultado | |
| Conclusão | game que é a melhor versão que temos de Ys, mas que ainda sim é trouxa para caramba |