
Lufia II: Rise of the Sinistrals
Lufia II: Rise of the Sinistrals é um puta do jogaço!!! AEEEEEHHHHH!!!! Que bonito, que alegria, que beleza, que beleza, que beleza!!! Puta, que grata surpresa, meus amigos e amigas. Depois da minha conturbada experiência com o primeiro game, não esperava merda nenhuma da continuação. Estava com zero expectativa e que benção foi quando comecei a jogar e percebi que os caras remodelaram quase que 100% do jogo. Minha gente, aqui não teve preguiça e os manos melhoraram todos os pontos sem medo de ser feliz. Além de implementar um monte de sistemas novos que dão uma engrossada foda no caldo. Não quero apressar as coisas, mas tem até elementos de Zeldinha para vocês terem uma noção!! Galera, esse carinha aqui lavou minha alma e agora consigo entender minimamente porque o nome Lufia aparece nas conversas dos JRPGeiros. Mesmo o primeiro jogo sendo bunda, esse cara aqui salva a saga de uma forma magistral. Mesmo os outros sendo uns cus, Lufia vai estar no meu coração devido a esse jogo, que está sim entre os melhores que já joguei. Não é perfeito, não, mas é um puta jogo! Aqui vai ser só alegria, para minha sorte e saúde agradecerem! Glória!!
Ficha Técnica
| Publisher | Taito (na Japa) Natsume (nos EUAs) Nintendo (nas Europas) |
| Desenvolvedor(es) | Neverland (de novo junto dos macaquinhos da casa do Michel) |
| Diretor | Masahide Miyata (aqui se redimiu) |
| Produtor | – |
| Designer | Ryu Kurugami Tomonari Matsumoto Samichi Sugiura |
| Artes | Ryu Kurugami Kenji Ando (de vagar por que já tive pressa) |
| Músicas | Yasunori Shiono |
| Plataforma | SNES (e merece port) |
| Lançamento | Na Japa – 24 de Fevereiro, 1995 No EUA – 31 de Agosto, 1996 Na Euro – em algum momento de 1996 |
Resumão para não ficar perdido
A nossa putaria da vez acompanha Maxim, um jovem espadachim que descobre possuir habilidades bacanudas e parte em uma aventura para descobrir porque estão surgindo capirotos capirotescos pelo mundão a fora. Durante suas andanças, ele segue acompanhado por Tia, uma amiga de infância que é gamada no cabra, e conhece Selan, uma poderosa guerreira e sua futura esposa (pobre Tia, ficou para a Titia), Guy, um Conan a Japonesa, Dekar, um espadachim de baixo QI, Lexis, um inventor padrão maluquinho, e Artea, um elfo habilidoso de um tudo. Juntos, essa turma enfrenta tretas cada vez maiores enquanto buscam entender o que está rolando. No centro da parada estão os Sinistral, quatro Deuses de imenso poder destrutivo. É, a coisa não é mole não e se vocês perceberam essa trama é justamente uma prequel do anterior. Chegou o momento de ver o que rolou com os antepassados do herói do game 1. Já sabemos que não vai dar bom, mas fazemos de conta que não, para não estragar a experiência como um todo.

Lorota
E não é que eu estava certo?
Eu falei, não falei, que esse grupo de heróis estava com cara de ser muito mais interessante que o anterior? Pois é, falei, e estava certíssimo. Não é algo normal uma prequel que vem para explicar o que ninguém pediu ser algo muito bom. A gente já sabe o que rolou com os personagens, já sabemos que o que eles fizeram não fez diferença no mundo atual e ninguém está afim de saber porque fulano se chama fulano. O roteirista tem que ser muito hábil para essa parada funcionar e ainda sim temos grandes chances de a trama ser desinteressante. É muita variável para dar merda e a notícia boa é que aqui não deu. Muito porque os personagens são muito mais carismáticos que os anteriores, existem muito mais interações entre os personagens para construir melhor suas personalidades e temos levemente mais complexidade na trama para não ser só matar o filha da puta que está causando o fim do mundo. No final, ainda é, mas vamos ter plot-twist, triângulo amoroso, cenas de farmação de aura e acontecimentos drásticos tipo a estrela da morte destruindo um planeta no Star Wars 4. Sim, tudo isso na verdade até já tinha no primeiro, mas lá era muito pouco aprofundado e diria até mal trabalhado. Não vou mentir, ter uma composição de personagens melhores e mais expressivos já é uma boa parte do caminho para o sucesso. Mas quero deixar claro que não é só isso. Porra, eu surpreendetemente me emocionei no final do game, ao ponto de lagrimas silenciosas terem saído dos meus olhos. Algo que está relacionado a condução da trama como um todo e não só em cima dos personagens. Ainda mais contando que eu já sabia – e não é spoiler – que o casal principal iria se sacrificar e deixar um pobre neném órfão ao final. Não quero contar a cena, mas ela é uma das mais bonitas que já vi. Puta que me pariu, vou sentir falta desses amiguinhos aqui, como vou sentir falta dos manos de Chrono Trigger e Grandia. Só não meto aquele 10/10, pois ainda falta um pouco mais de profundidade em algumas coisas. Não dá para comprar a paixão avassaladora entre Maxim e Selan que deixa Tia de escanteio de uma forma até filha da puta e os vilões sendo todos umas portas de tão rasos. Tirando Erim, que tem uma trama, os outros só são malvados e querem fuder com tudo sem motivação real. Nada disso esmorece esse grande jogo, mas o faz não fechar naquele platô de grandes tramas que já passaram por aqui.
NOTA: 2.0

Playada
A preguiça ficou de fora.
Comentei e reforcei no subtítulo que não teve preguiça no desenvolvimento desse jogo e isso resume para mim a coisa toda. Na moral, foram poucas vezes na minha vida que presenciei uma evolução tão grande de um jogo para outro. Temos casos onde o pessoal só melhora um pouco o que já tem e casos onde fazem um jogo novo do zero, mas um onde pegam tudo o que era merda e melhoram é raro. Reclamei de não poder dar target nas lutas? Pois tome. Reclamei de ter pouca informação nos menus? Pois tome. Reclamei do personagem se mover como um velho? Pois tome. Reclamei de poucas opções nos menus? Pois tome, tome e tome. Foi um show de tomes e não fosse o problema de tempo e espaço, poderia dizer que os devs viram meu post no futuro e voltaram para implementar as melhorias no passado. E não é só de melhorias que o esquema vive não, pois tem um monte de coisa nova foda. Começando pelo sistema de exploração aos moldes de Zelda que é de ficar de tiquinho durinho. Os manos implementaram interações com os cenários, sub-itens de ação e gimmics e puzzles para todo o lado. Às vezes temos que ser gênios para descobrir como avançar, sim tem, mas deixa a coisa muito menos monótona do que só ficar lutando e lutando. Tem muita luta ainda, claro, mas entre elas sobra aquele espaço para quebrar uma parede rachada com bombas, acionar um switch com uma flecha e posicionar um bloco em cima de um botão, que é coisa linda de God! Falando em lutas, também é bom salientar que temos os inimigos no mapa, algo que é sempre bem vindo. Só tem nas dungeons? Só, no mapa mundo ainda é random, mas pelo menos onde a coisa aperta temos um controle maior. Inclusive a movimentação dos inimigos na dungeon leva em consideração a dos nossos personagens, algo que gera um mini xadrez, e é mais uma cereja no bolo em algo fantástico. Você consegue além de driblar os bichos, se colocar nas costas deles e sair atacando! Se errar vai tomar no rabo e sair apanhando, claro, mas é muito bacana esse sistema de movimentação, além de muito criativo. Outra coisa bacana também é o sistema de magias, que não tem a distinção de magia em área ou de alvo único. Aqui você pode escolher quantos alvos as magias vão acertar e o efeito dela é dividido dependendo da quantidade de gente afetada. Sei que parece simples isso, mas é um jeito interessante de pensar magias e até eleva o risco e recompensa de algumas decisões de combate. E levando em consideração que aqui as magias são compradas em uma lojinha e não aprendidas, também evita gastar grana comprando N magias. Na dúvida também dá para usar o sistema de Pontos de Fúria (PF), que são pontos usados para usar habilidades de armas que são acumulados ao sofrer dano, que lá a coisa é mais padrãozinha. Ok, confesso que esse foi um sistema que achei meio ruim e que não faria diferença se não existisse, mas também não dá para acertar em tudo. O jogo tem até um sistema de Pets tipo Digimon, não ia dar para ter tudo no 100%. O que? Não entendeu? Mas é isso mesmo que falei, no jogo podemos ter um Pet (monstros cápsula) nos acompanhando em batalha e ele vai evoluindo como um Digimon ao longo do tempo (e é bem parecido mesmo, já que um cachorro vira um dragão que por sua vez vira uma gostosa, como é em Digimon). Mais um exemplo de que a preguiça não teve vez e eras isso. O esquema tem até um modo roguelike – que eu odiando o estilo, obviamente não joguei – para terem uma noção do tamanho do trampo. Caras, é papo de dar 2.5 na veia. Só não do e com muita dor no coração, pois ele mesmo sendo muito divertido e surpreendentemente bom, ainda comete algumas falhas. Não são grandes falhas, mas são falhas. Uma é uma besteria, sem muito impacto, que é a falta de mapa nas dungeons. Ele vem com todo aquele estilo zeldalike, mas dá uma pecada não tendo um mapinha para a gente se guiar. Ainda rola de boas a play a não ficamos perdidos, mas com um mapa ia ficar bacana. Com disse uma besteria, diferente do próximo ponto que na verdade é uma reclamação herdada já do primeiro. Arrumaram tudinho, mas a progressão ainda é um cu. Porra, a gente passa 15 níveis as vezes e o dano aplicado e recebido continua igual. Terminei o jogo no nível 95 e mesmo facilitando a vida, parecia que estava no máximo no ideal. Não atrapalha o game como um todo, mas faz a gente gastar mais tempo do que deveria com farm. O lado bom é que o jogo é pika, como já deixei claro, e não ficamos com a sensação de tempo perdido.
NOTA: 2.3

Barulhama
O mano do barulho fez uma faculdade nesse meio tempo.
E qual foi o tamanho da minha surpresa ao saber que as músicas desse jogo foram feitas pelo mesmo mano do game anterior. Não pode ser, o cara com toda a certeza passou por um arco de treinamento de shonen e voltou mais forte do que nunca. Porra, a parada aqui tem uma das trilhas sonoras de JRPG mais fodas que já ouvi. Nem se compara com a trilha genérica do anterior que parece que veio de um sampling grátis de músicas de RPG. O cara usou e abusou do que dava no SNES e em especial as trilhas que tocam no final do game, são de arrancar lágrimas de qualquer coração maldoso. Lembrei muito da trilha sonora de Lunar para falar a verdade, algo que é um puta elogio, sendo que Lunar para mim é uma das top trilhas de JRPG. Na moral mano, toma essa nota máxima, que você estava inspiradíssimo aqui.
NOTA: 2.5

Batom no Porco
Para fechar com chave de ouro.
E aqui vamos fechar com chave de ouro a minha tese de que os caras melhoraram o jogo em todos os quesitos. Começa que essa bagaça aqui tem uma abertura com ceninhas usando os sprites que já mostra que não vem para ser só uma continuação. Aí você percebe que os sprites são mais expressivos e as composições de cenas são muito mais divertidas e dinâmicas e vê que a parada ficou séria. Aí entra na dungeon vendo todo o trabalho de level design impecável e percebe que o negócio era mesmo para ser memorável. É, minha gentalha, o esquema não é pouca coisa não. Só não meti mais um 2.5, pois achei que poderia ter umas animações nos sprites dos inimigos. O jogo é tão bonito, fazer só espelhamento de sprite rapidamente não é algo à altura do resto. Não custava nada terem desenhado mais uns sprites. Na real custava memória e variedade de inimigos, mas vocês entenderam o que quis dizer.
NOTA: 2.0

Fator Nostalgia
A honra foi vingada.
É, aqui não foi preciso ter nostalgia – afinal também nunca havia jogado esse cara – para segurar meu rage. Só bastou o jogo ser bom mesmo. O que em partes me deixa tranquilo, pois não estava errado no que falei sobre o game anterior. Esse cara aqui não é nem o mesmo esporte que o 1. Entendo que a época era outra, que o desenvolvimento de jogos para o console estava no ápice e tudo mais. Mas como disse, já existiam games melhores que Lufia 1 antes e o 2 só veio comprovar que dava para ser melhor. Sigo mais convicto agora e aquele papo de gamer desconstruído podem enfiar no meu do c…
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Ah, minha gente, acho que já até me passei nos elogios para vir aqui e puxar mais o saco do esquema. O game não é perfeito, tem JRPG’s melhores nos dias atuais e não é o melhor do SNES (tem o Trigger e o Hunter G), mas está sim no Hall da fama com méritos. Ele é divertido para um caralho e mesmo abusando no farm, ainda não é aquele tipo que faz você matar 600 bichos para passar um nível. Isso aqui é top do top e merece a playada com toda a certeza. Só vai e nem pensa muito. Prometo ainda que vocês vão se emocionar. Se não emocionar, me avisem e procurem um psicólogo ou psiquiatra, que vocês estão muito perto da hélice.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Bem, aqui só não joga se não curtir o estilo JRPG – e mais uma vez saia desse site, pois você está definitivamente no lugar errado – ou se não tiver com muita paciência para matar uns monstrinhos em sequência para ficar mais pirocudo. Acredito que dá sim para ir no pelo, mas o sofrimento pode acabar atrapalhando uma experiência que tende a ser maravilhosa. Outro conselho que eu dou é não ficar preso muito tempo nos puzzles e procurar um detonado. Não tem problema nenhum você desistir, pois tem umas coisas bem cabeludas de resolver durante as masmorras. Não sinta vergonha de ser um 0 a esquerda e um burro do caralho. Apenas 1% da população mundial pode se considerar inteligente de verdade e se você está nesse site a essa altura do campeonato, você com toda a certeza não faz parte dessa estatística.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 41:34:00 (de muito farm e também quebrando a cabeça nos diversos puzzles) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 5 (sim, está aí meu atestado de burrice para vocês) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 0 |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Todos monstros cápsulas (faltou 1 que deu preguiça de procurar) Caverna Antiga (o roguelike que comentei antes e que cheguei no máximo no LV 29 de 99) Itens de Dragão (não fizeram falta) Ser VIP do Cassino (nem sei como, mas sou contra Bets) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 2.0 |
| Playada | 2.3 |
| Barulhama | 2.5 |
| Batom no Porco | 2.0 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 8.8 |
| Dificuldade | em termos de combate é simples, agora os puzzles é de fundir o cérebro |
| Resultado | |
| Conclusão | um puta jogaço, com tudo que quem gosta do gênero precisa para ser feliz e mais feliz |