
Red Dead Revolver
Red Dead Revolver é, por mais incrível que possa parecer, o primeiro jogo da ultra famosa e aclamada saga Red Dead. É verdade, não estou mentindo. Pode acreditar, pode levar fé e pode colocar a mão no fogo. Não é um mundão aberto padrão Rockstar cheio de merdas para fazer você jogar a vida fora e é um game bem mais direto ao ponto, mas ainda sim tem similaridades impressionantes com os irmãos mais famosos. Também não é bom ir esperando uma jogabilidade super refinada e uma trama emocional, que a parada ainda estava engatinhando. Me parece que o esquema era testar o conceito e ver se rolava fazer um game de velho oeste divertido. Algo que posso dizer que o jogo conseguiu com ressalvas, principalmente levando em conta o que a saga virou depois. Que aqui o esquema diverte, mas a jogabilidade travada joga contra para caceta. Na moral, tem uma mecânica que me fez morrer mais que o Kenny de South Park. Já falei que sou um perebão jogando, mas aqui a coisa me tirou para trouxa. Fazia tempo que não tomava uma surra dessas. Estava até com saudade de um jogo que te faz de gato e sapato, mas você tenta de novo, pela honra. O que tem tudo haver com o tema velho oeste, não é mesmo?
Ficha Técnica
| Publisher | Rockstar Games (a queridinha do momento dos mini-gameros) |
| Desenvolvedor(es) | Rockstar San Diego (que já foi Angel Studios) |
| Diretor | – |
| Produtor | Stewart Spilkin |
| Designer | Josh Needleman (tem uma picada dolorida) Kirk Boornazian Dominic Craig |
| Artes | Daren Bader Joseph Pileski Carlos Pedroza (duro) |
| Músicas | Mario Migliardi Bruno Nicolai Francesco De Masi Ennio Baddiani (quase achei que era o Morricone) |
| Plataforma | PS2 Xbox |
| Lançamento | 3 de Maio, 2004 |
Resumão para não ficar perdido
Red Harlow é uma pequeno gazebinho quando presencia o assassinato de seus pais por meio de um grupo de homens que estavam em busca de money, plata e plumo. Durante a treta, Red fica com uma cicatriz na mão e herda o revólver de seu coroa, tornando a parada uma lembrança traumatizante de seu passado. Algo que o motiva, anos depois, a se tornar um habilidoso caçador de recompensas que percorre o Velho Oeste em busca de tudo que é tipo de vagabundo. Ao longo de sua jornada, acaba cruzando com xerifes, pistoleiros, militares, bandidos e outros manos que o envolvem em putarias cada vez mais cabulosas. O que o leva a se aproximar de pessoas ligadas ao seu passado, dando início a nossa velha e já conhecida busca por vingança. Algo que não vai ser tão simples, pois claro que nosso amigo que dá nome ao jogo vai acabar se deparando com políticos corruptos, algo que era muito comum nessas épocas mais simples. Que bom que agora esse problema foi resolvido, né mesmo? É só apertar os botões na urna e confiar, pois todos os nossos políticos são as pessoas mais honestas do mundo.

Lorota
Uma galhofada, que poderia ser boa.
Manos, vocês não estão preparados para a palhaçada que é esse jogo aqui. Ainda mais se levarem em consideração os outros 2 jogos da saga. A Rockstar é sim conhecida pelo seu sarcasmo extremo e aquele ar de deboche, mas aqui a coisa vai para outro nível. É cada situação absurda que nosso mano Red é colocado, que nem parece um jogo onde a vingança é o tema principal. Parece muito mais uma sucessão de esquetes do Monty Python para ser sincero. O que não seria problema nenhum, se eles tivessem conseguido colocar bons personagens como protagonistas. Sim, a gente não joga só com Red. Joga também com esses 2 manos da imagem acima e uns outros. E já temos o primeiro problema quando trato eles como manos da imagem acima, por não lembrar do nome. Acho que o de bigode é Jack, nome genérico, mas é chute. Sério, o jogo não faz questão de dar nenhum nível de personalidade para esses buchas e nosso mano Red é uma porta de carisma. Se ele pelo menos reagisse aos absurdos que encontra eu já estaria feliz, mas nem isso. Daria muito para a putaria ser mais engraçada se nossos personagens fossem minimamente interessantes. Parece que a parada não foi fundo o suficiente na proposta e ficamos na metade do caminho. Só não dei uma nota cu, pois gostei da audácia de ter tanto desrespeito com um gênero consolidado que é o Bang Bang. Meu vô se visse esse jogo, com toda a certeza ia querer pegar as suas pistolas enferrujadas do armário para ir até a sede da Rockstar, vingar o Clint Eastwood.
NOTA: 1.5

Playada
Um protótipo mal acabado.
Confiem em mim quando digo que esse cara aqui serviu para muitas mecânicas que fomos ter em Redemption. Ele não é um mundo aberto e é separado por fases, mas já tem uma cidadezinha que serve de hub para comprar tranqueira, para terem uma noção. Tem gameplay de trocação de tiro (L1 mira e R1 atira) onde sempre é bom estar em movimento, mas também temos aquele cover safado dos jogos mais novos. Vamos poder carregar apenas 3 armas (pistola, rifle e um arremessável) para não ser um baú humano tendo base para aquele realismo característico. Algo que também acontece no momento em que temos que reparar as armas que se desgastam durante as tretas. Sim, temos aquela mecânica de parar o tempo para atirar com precisão (Deadeye) que não é realista, mas em minha defesa isso também existe nos RDR’s. Assim como a mecânica de duelos, ataques corpo a corpo e rolamentos (pelo menos no 1 tem). Vamos ter até um multiplayer (chamado Showdown) para lembrar bem os games novos. Ele rola local onde 4 personagens lutam nos mapas da campanha, mas é um multiplayer. A única coisa que é muito diferente mesmo é a nota que recebemos no final de cada fase com desbloqueáveis (upgrades e personagens para o multi), que foge bem dos manos mais novos que não são de fases. O resto, vejo muita similaridade. Pelo menos conceitual. Sei que forcei a mão forte aqui, mas realmente me surpreendi ao ver que esse carinha tinha essa forte ligação com o que foi ser aclamado anos depois. Ainda mais sendo que esse cara aqui é duro de tão ruim. Manos, foi mal, quis levantar a moral desse game aqui, pois ele é sofrido para os dias de hoje. Tem poucas coisas dessas que comentei que funcionam bem e ele é bem bugado. O sistema de mira tem um delay desgraçado, o personagem se movimenta como um velho de 83 anos, os ataques corpo a corpo acertam só o vento, as fases são muito curtas, a jogabilidade em geral é na tentativa e erro e principalmente, principalmente, o sistema de duelos é uma dor no ovo. Puta, o que morri nesses partes não está escrito. Tomar no cu, zerei o jogo e até agora não entendi o que tinha que fazer. Passei na força bruta, pois para minha sorte o jogo tem as fases curtas, como já comentei, e os save points são generosos. Eu dúvido que zeraria esse cara aqui se ele me exigisse mais perícia. Tem a porra de um torneio de duelos nessa naba!! Ah, vão tudo a puta que pariu. Confesso que não passei muita raiva, até porque morria de dar risada com a jogabilidade travada, mas não posso dizer que me diverti pra caralho. Não é papo de zeramento, mas se eu fosse ser mais rigoroso não tinha passado do 1, não!!
NOTA: 1.1

Barulhama
Isso aqui é papo de copyright certo.
Manos esse cara aqui é uma Pika de tão foda. Confesso que achei o jogo bem meia bomba, não vou esconder. Agora a trilha sonora disso aqui é uma patifaria só. Os caras pegaram todos os temas de velho oeste e socaram nesse cara de uma forma espetacular. Tinha tudo para ficar manjado, clichê e até exagerado, mas os manos conseguiram. Cada tema toca no momento certo, no tom certo e encaixa como uma luva. Imagino que hoje em dia não dá para um streamer jogar esse cara em uma live sem tomar copyright e perder a monetização. Mas como não sou streamer quero mais é que eles se fodam e meu pau cresça com essa trilha que honra os grandes filmes de tiroteio do passado. Pelo menos em algum ponto os caras tinham que ser respeitosos. Ok, para não ser tão pau no cu com meus colegas produtores de conteúdo, vou indicar que se não conseguirem ganhar grana com esse game, que tentem ganhar com bets, pois pelo que vi está bem em alta esse tipo de coisa hoje em dia…
NOTA: 2.5

Batom no Porco
Velho oeste ou cor de mijo?
A parada tem toda a minha admiração por ter tentado colocar um filtro de coisa velha nas cinemáticas para lembrar os spaghetti western do tempo do meu avô. Ao mesmo passo que tem todo o meu repúdio por ter deixado tudo com cor de mijo borrado no resto, para dar uma sensação de clima árido. Vocês sabem que já não sou fã de estilo artístico mais pé no chão como um todo. Isso aqui que tenta misturar algo cartunesco com algum nível de realidade aí já me deixa tonto. Escolhe um porra!! Se os personagens vão ser caricatos, faz tudo caricato e enfia no rabo esse filtro feio para caralho. Esse jogo tem treta no bar onde temos que defender prostitutas que estão saindo no soco com os clientes/bandidos e me vem com essa de realismo na ambientação. Pelo menos nos próximos sei que o esquema é realidade extrema e sem meio termo. Por hora, para esse mano, é nota abaixo da média.
NOTA: 1.0

Fator Nostalgia
Comecei pelo 1.
Não joguei na época, nem depois e só descobri que existia esses dias atrás. PS2 não foi o console que mais me aventurei para ser sincero. Era uma época que estava namorando, estudando e trabalhando e não sobrava tempo para nada além de descansar no tempo livre. Só fui pegar essa saga no Red Dead Redemption que era 1 para mim todo esse tempo. Confesso que não perdi nada, pois o outro 1 é léguas melhor que esse cara.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Complicado novamente e isso tem se repetido bastante ultimamente. Ele é um jogo de tiro curto (sem trocadilhos) e não ofende. Agora, motivos para perder um sábado à tarde não consigo dar. Vale se você quiser ver o protótipo dos jogos mais famosos, mas nada além disso. Consigo pensar em muito mais coisas que valem perder o dia todo do que isso aqui, tipo: maratonar todos os vídeos do Felca antes dele ter virado uma estrela, contar a quantidade de pedras que foram usadas na praça da sua cidade, lavar todas as suas roupas e ficar vendo elas secarem, contar a quantidade de BYD’s que passam na sua rua e até ajudar velhinhas a configurarem o whatsapp no celular.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque é um jogo travado e cheio de bugs que atrapalham a jogatina. É papo de chefes ficarem travados, você levar tiro de inimigo morto, descarregar um pente e o inimigo continuar vivo e você entrar em buracos da morte de queda infinita. A coisa é bem porquinha e nem parece que foi feito pela empresa selo de qualidade em jogos. Sem falar que a trama não é legal e não tem um estilo artístico de animar os olhos. A trilha é foda, mas se for para ouvir música de velho oeste, melhor pegar 2 horas de Ennio Morricone no YouTube que vale mais a pena. Aos que podem vir a ter uma nostalgia com esse cara, minhas sinceras desculpas, pois achei ele bem qualquer coisa. Legalzinho, não me agrada muito.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 06:40:00 (que poderia ser menos, se tivesse morrido menos) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 (nem tinha porque ser diferente) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 76 (umas 80% foram na porcaria dos duelos que sempre tomava na cara primeiro) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Journal (faltou desbloquear umas 20 coisas) Todas as Armas (faltou uma vagabunda) Todos Upgrades (perdi por falta de grana ou nota boa nas fases) Showdown (faltou uma pá de coisa para desbloquear) Bounty Hunter (modo time attack pós zeramento) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.5 |
| Playada | 1.1 |
| Barulhama | 2.5 |
| Batom no Porco | 1.0 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 6.1 |
| Dificuldade | fica caótico no final, mas te dá bastante colher de chá |
| Resultado | |
| Conclusão | é um jogo bem meia boca, mas que deu origem a uma franquia lendária no mundo dos jogos |