
Lufia & the Fortress of Doom
Lufia & the Fortress of Doom é o primeiro jogo da saga perdida no tempo Lufia e que saiu para Super Nintendo. Quando digo perdida no tempo, não é para tripudiar nos 3 fãs da saga, não me entendam mal, só quero dizer que ela não teve mais nenhuma entrada e ficamos apenas com a nostalgia. Tem um port para PC que supostamente vai sair em 2027, mas jogo novo ou até remake nem em sonho. E aproveitando que estamos falando em nostalgia, que saudade que estava dessas maravilhosas capas americanas. Olha essa delícia! Não é para a gente ficar feliz com um negócio desses, minha gente? Olhando isso aí parece que vamos jogar um Dungeons and Dragons do mais alto nível Dark Fantasy possível. Aí você pega o jogo e leva um JRPG cheio de japonesices nos beiços que chega a ficar perplexo. Não que eu não goste, pois todos a essa altura do campeonato já devem saber que JRPG é meu gênero favorito, só não precisava da propaganda enganosa. E alguns posts instintos e obscuros do blog já havia abordado esse lance das capas americanas forçarem a mão para ocidentalizar alguns games. Por isso comentei de estar com saudades. Na versão Shin é a primeira vez, então posso requentar a piada sem medo de ser feliz. Sempre é bom ter alguma facilidade na vida, já que esses games da época do Ari não são moleza de aturar. Falo mais sobre daqui a pouco, não vamos nos apressar.
Ficha Técnica
| Publisher | Taito Corporation (que nessa época aqui atirava para todo lado) |
| Desenvolvedor(es) | Neverland (isso, direto da casa do Michel) |
| Diretor | Masahide Miyata |
| Produtor | Takeshi Gotani |
| Designer | M. Sato Tomonari Matsumoto |
| Artes | M. Sato Tomonari Matsumoto |
| Músicas | Yasunori Shiono Aki Zaitsu Naomi Kuroda |
| Plataforma | SNES |
| Lançamento | Na Japa – 25 de Julho, 1993 No EUA – 04 de Dezembro, 1993 |
Resumão para não ficar perdido
A treta começa 99 anos antes da trama principal, quando Maxim, Selan, Guy e Artea invadem a Fortaleza da Perdição para sentar a porrada nos 4 vagabundos capirotescos conhecidos como Sinistrals. Após a baixaria, a história avança para o presente, onde acompanhamos o descendente de Maxim – que se fudeu junto com Selan na destruição da fortaleza -, um jovem guerreiro espadaúdo que vive em Alekia ao lado de sua amiga de infância – e interesse de fritação de bife -, Lufia. Quando o reino de Sheran é atacado por monstros, ele parte para averiguar a palhaçada e acaba descobrindo que Gades, um dos Sinistrals, retornou do buraco infernal que estava. Nosso mano tenta então enfrentar o bicho, mas toma um cacete e só sobrevive devido a magia de Lufia. Que resolve o acompanhar em jornada para descobrir o que fez o vilão meter um “Oi sumida!”. Durante a jornada, os dois encontram Aguro, comandante irresponsável do exército do reino de Lorbenia, que decide acompanhá-los, e posteriormente conhecem Jerin, uma meia-elfa que também se junta ao grupo depois que quase vira salada de capeta. Para entender o buraco que se meteram, o grupo procura os antigos companheiros de Maxim que sobreviveram e descobrem que Artea ainda está vivo mais cegueta cegueta, enquanto Guy está só esperando Deus chamar. Ou seja, não podem ajudar em batalha, mas conseguem valiosas informações. Com elas, o grupo passa a viajar por diferentes regiões em busca de pistas sobre o retorno dos Sinistrals e uma forma de dar fim a eles de uma vez por todas. Conforme vão então avançando nossos manos descobrem que a parada é bem mais cabeluda e que Lufia pode estar mais envolvida do que era de se esperar. Algo que vai fazer a turma meio que reviver toda a treta do grupo de Maxim.
Adendo: deem uma olhada na imagem abaixo e percebam a leve diferença em relação a capa.

Lorota
Faltou um team building.
Aqui é aquela coisa, não dá para esperar que vamos ter uma grande trama e o papo vai ser parar o vilão, que aqui na verdade são 4, que está colocando o mundo em risco. Não tem o lance do menino de vilarejo pacato que vira Deus, já que o Descendente (sim, ele não tem nome canônico e você escolhe no início do jogo) é predestinado desde início, mas no resto é a mesma fórmula. Ah, também não tem civilização antiga, mas o resto é o mesmo. O que não seria problema, se a turma tivesse conseguido dar um pouco mais de carisma para nosso pequeno grupo. Sério, temos pouquíssimas interações entre a party e o jogo pedia um pouco mais. Porra, tem um romance rolando entre o Descendente e a Lufia, um triangulo amoroso entre eles e Jerin, uma implicancia constante entre o chato Aguro e Jerin e até um plot twist envolvendo a moça que da nome ao título, que aparece levemente e poderia ser o centro da coisa. Não esperava nada profundo, já disse, mas podiam pelo menos terem dado mais falas para nossos maninhos. Eles ficam sem interação, sem reação e sem sentimentos por muito tempo e não tem como a gente minimamente se apegar neles. Eu com certeza vou esquecer eles daqui mais uns dias e isso poderia ser evitado com mais umas picuinhas aqui e ali. Na moral, a coisa é bem broxante e só vou me lembrar da trama, pois gostei do conceito dos Sinistrals e começarmos vendo o grupo anterior. Que na verdade, parecia mais interessante de acompanhar. Mano Maxim e Selan até falam que deixaram um bebê para trás ao morrerem!! Só quem acompanha animes sabe o quanto isso é inovador se tratando do Japão. É 100 episódios para pegar na mão. Filho? Puts, nem em 1000!!
NOTA: 1.3

Playada
Mais grosso que dedo de colono.
Aqui podemos resumir como duro, grosso, quadrado e lá ele. Sei que esses atributos cabem bem quando tratamos do membro sexual masculino, mas também cabem nesse JRPG aqui. Caras, aqui temos qualidade de vida negativa na maioria dos sistemas. Já disse que é JRPG, então temos exploração e batalha de turno olhando as costas dos personagens. Mas também vamos ter batalhas random tanto nas masmorras quanto nos mapas, não vamos temos botão para correr fazendo o boneco pesar 100 kg, não vamos poder dar target nos inimigos quando estiverem em grupo, vamos errar ataques se o inimigo morrer antes da ação do nosso personagem acontecer, não vamos ter tela com os stats dos personagens, não vamos ter descrição de itens, armas e magias, não vamos ter modo automático, não vamos ter como cancelar a ação escolhida, vamos ter batalha a cada dois passos, não vamos ter bem definido a ordem dos turnos, podendo fazer seus manos ou os inimigos atacarem várias vezes e não vamos ter um balanceamento na progressão dos níveis fazendo as vezes subir poucos stats. Sim, eu sei que comentei um monte de coisas que é padrão na maioria dos JRPG’s dessa época e até então para mim estaria tudo ok, não fosse eu ter acabado de jogar um Gundam de 2 anos antes que resolve todas essas tretas. Sério meus amigos e amigas, eu perdi completamente a paciência com essa porra em um monte de momentos. Puta, fiquei desacostumado a jogar esse tipo de tranqueira sem reclamar. Tudo porque tem jogos mais antigos ou da mesma época que resolvem essas pequenas qualidades de vida. Poxa, não tenho mais como passar pano e a nota cu é um reflexo disso. Não acho o jogo um completo desastre e até consegui achar diversão nele, mas fiquei muito bolado, pois o bicho é cheio de péssimas decisões de design, que já haviam sido resolvidas em outros títulos. Desculpem fãs de Lufia, pois acabei sendo injusto aqui. Não consigo fazer algo diferente, pois passei mais raiva do que gostaria. Cheguei a reclamar alto e espernear na poltrona como um Enzo nascido na geração atual que fica farmando aura na rua. Me sinto sujo, mas não deu. Teve uma hora que estava até mesmo reclamando dos NPC’s, cidades e cavernas serem tudo igual e sem graça. Poxa, a magia com esse tipo de jogo acabou e vou ter que dar um jeito de me recuperar rápido, já que tem muito JRPG velho para o tio meter o bedelho ainda. Não posso ficar fazendo esse tipo de patifaria assim não, se não a coisa vai ficar estranha.
NOTA: 1.0

Barulhama
Já vai se criando um clima terrível.
É, a coisa vai ficando cada vez mais estranha, pois não queria, mas vou ter que reclamar mais um pouquinho. O que eu vou fazer também se essa naba de jogo tem umas 5 ou 6 músicas no total e nenhuma delas é minimamente boa? Na moral, eu que não sei porra nenhuma de música, conseguia fazer esse trampo que foi feito aqui. Sei que a época era de vacas magras em termos de memória e tudo mais, mas temos N exemplos de coisas melhores que esse cara aqui. Porra, na moral, Ys de NES, de NES, dá um banho de bola nesse mano e ele também tem meia dúzia de músicas. Sei que parece que estou pegando no pé e sendo chato, mas realmente mais uma vez não consigo passar pano para um trampo ao meu ver no máximo bacaninha.
NOTA: 0.7

Batom no Porco
Agora deu o carai mesmo.
Ah, que tudo se foda e vai todo mundo tomar no toba!! O que eu vou fazer se achei tudo sem graça? Tem meia dúzia de NPC, meia dúzia de assets e meia dúzia de tiles para um jogo de 30 horas e eu que sou o culpado e desrespeitoso? Sim, sou bastante, mas não vou vir aqui e dizer que amei a pixel art desse cara, que para mim é no máximo ok. Achei bem legal alguns, alguns, monstros, mas em geral achei qualquer pica. Tudo aqui é básico do básico e não vou ficar passando pano, só porque tem gente que morre de nostalgia com esse game. O troço não é feio, mas é qualquer nota e tenho dito. Vou me arrepender de dizer isso e me contradizer já que vai vir jogos no mesmo nível que vou passar pano? Sim, mas me deixa que hoje eu não estou bom.
NOTA: 1.2

Fator Nostalgia
Me passei, eu confesso.
Sim, aqui faltou bastante aquela nostalgia para dar uma maneirada. Peguei bem pesado com um jogo que nunca joguei na vida e me arrependo bastante. Só posso dizer que sou um gamer em desconstrução, estou aprendendo a cada dia e revendo meus privilégios, para isso não voltar a ocorrer. Só não me peçam para gostar da porra do Wokerine, que aí também vou mandar vocês tudo a put…
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Complicado aqui hein meus caros amigos. Como é que vou recomendar alguém perder tempo com esse cara aqui depois desse massacre? O máximo que posso fazer é alertar que você que ama JRPG ou coisas nostálgicas, tem que ir nesse mano pensando em relevar qualquer erro de game design, história meia bomba, músicas pouco memoráveis e estilo artístico não tão inspirado.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque tirando alguma nostalgia que sobre na sua alma, esse jogo tem muito pouco ou quase nada a oferecer. Sim, são palavras duras, mas não temos uma gameplay diferenciada, não temos uma história super foda, não temos uma pixel art de brilhar os olhos, não temos músicas memoraveis e nem mesmo algum tipo referência externa que faça sentido (tipo os personagens de Gundam em monogatari). Não é um jogo desprezível que merece a morte, como um Dragon Song da vida. Só não é um jogo que sobreviveu bem bem a pesagem dos anos. O que pode explicar a saga estar perdida no tempo, como comentei na abertura.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 35:37:00 (de muito farm para deixar a coisa bacana) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 1 (no geral as dicas dos NPC’s suprem, mas teve uma que me lasquei gostoso) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 1 (fazer o que se tem inimigo que petrifica o time todo?) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Itens Dragão (minha cara de ficar catando ovo por aí) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.3 |
| Playada | 1.0 |
| Barulhama | 0.7 |
| Batom no Porco | 1.2 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.2 |
| Dificuldade | começa dureza, mas nada que um farm bem feito não resolva |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo que nem simpático é, carecia de um pouquinho mais de originalidade |