
Virtua Fighter 4
Virtua Fighter 4 é mais um game de lapada seca para a saga do pai dos games de luta 3D. É minha gentalha, a série pode não ser a mais conhecida entre os jogos de porradaria, mas é figurinha carimbada em todas as gerações. Contando que o 6 vai sair para nona geração, a coisa não falhou uma desde que começou a existir. Calma, calma, meu jovem fã de VF, não estou dizendo que a parada não é importante, que ninguém conhece ou que não é relevante. Só estou dizendo que ela é menos conhecida que Mortal Kombat, Street Fighter e Tekken, mas seguiu firme com uma base forte. Até porque todos temos que concordar que esses nossos maninhos aqui não são tão amigáveis com jogadores mais limitados – como eu -, quanto os títulos que citei. Sempre entendi que VF eram jogos mais técnicos e nesse quarto título pude pôr à prova tudo isso. Não vou entrar muito no detalhe ainda, mas esse cara tem uns bons sistemas que apresentam o jogo de uma forma didática e que deixam claro toda a complexidade que ele tem. E que eu sabia que existia, só não tinha experienciado. Manos, tomei uma aula de jogo de luta que foi mais densa que a faculdade que cursei. Não que eu tenha me graduado no tema, pois ainda sou uma lorpa, mas pelo menos agora entendo melhor sobre o assunto, jogos de lutas técnicos.
Ficha Técnica
| Publisher | Sega (deu uma salvada na minha sequência de jogo porcaria) |
| Desenvolvedor(es) | Sega AM2 |
| Diretor | Yu Suzuki Daichi Katagiri (sempre els) |
| Produtor | Yu Suzuki |
| Designer | Yasuo Kawagoshi Kenji Miyawaki |
| Artes | Yasuo Kawagoshi Kenji Miyawaki |
| Músicas | Sachio Ogawa Hideaki Miyamoto |
| Plataforma | Arcade (Sega NAOMI 2) PS2 |
| Lançamento | Arcade – 8 de Agosto, 2001 PS2 Japa – 31 de Janeiro, 2002 PS2 América – 17 de Março, 2002 PS2 Euro – 10 de Maio, 2002 |
Resumão para não ficar perdido
Na porradaria da vez, lutadores de diferentes partes do mundão se reúnem mais uma vez para disputar o quarto Torneio Mundial de Artes Marciais, promovido pela Judgment Six, conhecida pelos mais íntimos como J6. Akira Yuki busca aperfeiçoar suas habilidades mais uma vez, Pai Chan continua tentando derrotar seu velho, Lau Chan, Sarah Bryant e seu irmão Jack seguem tentando derrotar a J6, assim como Kage-Maru, e Lion Rafale, Aoi Umenokouji, Wolf Hawkfield, Jeffry McWild e Shun Di sequem sem muito o que fazer além de mostrar seus belos movimentos. A novidade se dá através de Lei-Fei, um cosplay de Kuririn que quer assumir o lugar de Lau, e Vanessa Lewis, uma lutadora de Muay-thai que quer vingar a morte de seu pai enquanto ajuda os irmãos Bryant. É gente, é quarta vez que esse bando de mal acabados entram em um torneio de fachada para um projeto de soldados invencíveis. Só mais burros que eles é que continua votando no mesmo político esperando que ele agora resolva as coisas e não seja um corrupto filha da puta que só pensa no seu próprio bem.

Lorota
Já perdi as esperanças.
Manos, eu jurava de pé junto que esse quarto título tinha uma modo história! Sério e não sei de onde tirei essa porra, já que a parada não tem nem cenas de encerramento (mais um vez). Poxa, passei por um efeito Mandela desgraçado e tomei no meu cu gostoso. Na moral, não tenho mais nenhuma esperança que vamos ter modo história. Pode ser que a parada mude no jogo 6, que parece ter uma outra pegada, mas nesses próximos não estou mais contando. Vai ser uma surpresa real, se aparecer algo nesse sentido. Por hora, diminui a nota, primeiro pela enganação e segundo pois já estou farto desse lance de J6. Sei que é um pano de fundo, mas pelo menos os caras podiam mudar algo da lore. Porra, já tem 4 torneios e os caras seguem tendo que enfrentar a Dural no final do esquema? Será que ninguém deles percebeu que é uma cilada Bino? Sei que os caras focam 100% no aperfeiçoamento corporal, mas não perceber que estão sendo enrolados, aí já ultrapassa a desatenção. Era para esses manos todos já terem ido de Vasco e virado cobias a umas quantas horas. Que doideira!
NOTA: 0.2

Playada
Pega caderno e caneta, que lá vem a aula.
Carinhas, eu já estava prontinho para vir aqui e jogar a toalha. Não, não estou falando de desistir da saga ou de jogar, pois a cada jogo novo fica mais simples de zerar. Estou falando de entender as diferenças entre as gameplays. Não sou um expert em jogos de luta e a partir do 3 começou a ficar ruim para mim distinguir o que melhorou ou não entre os títulos. Sim, aqui temos modos novos além do arcade e do 1 x 1, como o Kumite onde lutamos com perfis de jogadores simulando um online, e uma leve mudança nos comandos, tirando um botão de esquiva e colocando mais atalhos para botões combinados, mas nada que me saltasse os olhos. Meu resumo ia ser que é um jogo muito bom, muito refinado, com um sistema super esquisito de save que leva em consideração o personagem que você joga e que não tinha nada de novo a apresentar sem ser os novos lutadores. E isso ia ser uma aberração da natureza, já que o jogo tem uma profundidade escondida por baixo de tudo isso. O que me salvou foi os novos modos de treino que foram implementados, que além de terem modo guiado pelos golpes dos personagens, tem um modo que aprofunda os comandos base do game. Puta, minha mente explodiu que nem daquele meme!! Manos, isso aqui é uma doideira de tão complexo. Tem muita diferença entre as distâncias e posição dos golpes, tem como atordoar o oponente, tem táticas para sair do atordoamento, tem parry, tem contra-ataques, tem esquiva perfeita, tem formas de recovery de ataques e tem muito personagens com troca de postura. É uma aula de sistema complexo e super variado de combate. A gente pode jogar uma vida toda e não masterizar a coisa. Eu sou um imbecil completo sem repertório que usa uma mesma tática sempre, mas para quem é fera nesse estilo, deve ser uma coisa de maluco, ainda mais que os golpes saem de uma forma muito mais fluida. Tem que ter um timing bom para caralho e quase perfeito? Tem e inclusive essa é a minha única reclamação dessa bagaça toda. Manos, já disse que não sou bom, mas tem uns ataques e umas táticas de uns personagens que são impossiveis de executar. O cu de quem disser que dá para usar bem os contra-golpes que usam agarrão, sendo que eles dependem de onde vai o golpe inimigo. Se você consegue ler o golpe do inimigo nessa velocidade de gameplay, parabéns, você deveria estar na fórmula 1 e não perdendo tempo jogando games de luta. Enfim, meus amigos, isso aqui é praticamente perfeito em sua proposta e mesmo sendo complexo ainda consegue divertir. A única coisa que sobrou agora, foi uma puta pulga atrás da orelha, pois acho que fui muito raso com os outros títulos que já deviam trazer essas complexidades em algum nível. Em minha defesa só posso dizer que foi falha dos jogos não terem deixado isso claro, enquanto esse aqui deixou, com um sistema de treino que é um dos melhores, se não o melhor, que já pude presenciar.
NOTA: 2.5

Barulhama
Aqui nem compensação teve.
Eu vinha dando uma leve compensada aqui, outra leve compensada ali e outra meia compensada acolá. Estava disposto a me redimir por ter dado uma nota fora de tom para cima no post do primeiro. O que não esperava era chegar no jogo 4 e ter que dar uma nota merda, pois a coisa ficou tão genérica ao ponto de eu não lembrar de nenhuma música do esquema. Se eu soubesse dessa patifaria, juro que não tinha compensado nada, tinha ido no fluxo e deixado a balança (meu ovos) pender certo aqui. Confesso que compliquei o esquema tanto, que ele é mais embrenhado do que o sistema de combate desse game. No final, gente, a parada é bem ruim, cheia de músicas eletrônicas genéricas e sem muita alma. Elas estimulam a dopamina necessária para entrar na sandália contra os adversários, mas estão longe de algo digno de nota. É esses 0.9 que dei e aqui a coisa está bem encaixada ao meu ver.
NOTA: 0.9

Batom no Porco
Casou a proposta.
Aqui não tem como, ainda sigo achando esses personagens muito genéricos e sem carisma. O que muda agora é que com um realismo melhor devido aos gráficos mais modernos, a coisa começa a ficar menos nojenta. Dá para dar mais detalhes nas roupas, mais expressões e até mesmo as animações durante o combate melhoram a pouca personalidade dos carinhas. Aqui é aquele caso que já comentei, onde o gráfico melhor permite deixar a coisa com um certo charme, pois a proposta casa bem. Ter os bonecos ultra realistas em combate, não batia nada com os caras sendo cartunescos e quadrados. Aqui dá para colocar mais uns adereços nas roupas deixando personagens genéricos levemente mais carnavalescos. Sem passar do ponto com over-design, obviamente. Não é algo que me deixa de pau bem duro, apesar dos cenários de fundo serem para tal, mas já começo a dar o braço a torcer. Só não dei nota top, pois achei bem ruim todo o tema modernoso aplicado. Assim como as músicas, toda a hud tem uma cara genérica e acho que combina pouco com um jogo de artes marciais. Me parece fora de tom, sabe? Parece que só aplicaram esse filtro, para entrar na moda da época revolucionária que foi o salto do PS1 para o PS2.
NOTA: 1.5

Fator Nostalgia
Minha memória me pregou uma peça.
Sim, como deu para perceber no meu relato durante o quesito trama, já havia jogado esse game antes. Como deu para perceber também, minha memória com ele está levemente deturpada. Acho que acabei misturando ele com o Dead or Alive, jogo que também peguei na época do PS2. Ou até algo que joguei no PS3 mesmo, já que como já disse, PS2 não foi o Playstation que mais meti a mão. No fim, vou tirar uns pontinhos, mas nada que atrapalhe a nota final, que acredito que vai ser boa, afinal o jogo é bem bom.
NOTA: -0.2
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque esse sim é um game de luta que sobreviveu até os dias atuais. Sim, temos o 5 como último lançado e o 6 está no forno (pelo menos no dia que publico esse texto), mas dá para dar uma chance para esse mano em um emuladorzinho se não quiser gastar muita grana e ainda sim trocar uma meia dúzia de sopapos por aí. Ele é um jogo muito bem balanceado, muito fluído, muito bonito até os dias de hoje – ainda mais se aplicar aquele filtro -, e se você quiser se aprofundar vai gastar horas e mais horas se surpreendendo como a coisa é bem feita. Aqui é só elogios mesmo e estava precisando de um desafogo de jogo bosta. Fighting Games não é o meu estilo preferido, mas esse carinha aqui me fez perder muito mais horas do que imaginava e foram boas horas perdidas. Recomendo.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Aqui tenho pouca coisa para falar sendo bem sincero. Só não vale perder tempo se você quer algo mais atual ou se não gosta de jogo de luta. Como disse, ele para mim beira a perfeição e só não gosto do estilo moderno da arte e da música. Acredito que tem como evoluir mais, mas para quem é um zero à esquerda no estilo, já está em um nível foda para caceta.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 00:14:50 (falei que está mais simples) 07:44:50 (ao total e uma boa parte disso foi no modo treino vendo os comandos dos manos) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 (tem a lista dos comandos em game, Glória!!) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 9 (está simples, mas não fácil) |
| Zeramento | sim (e não matei a Dural) |
| 100% | não lista: Zerar no Hard (nem pensar) Zerar no Very Hard (nem passo perto) Todos os Personagens (zerei com 1 só, pois tem o evolution logo mais) Todos os Golpes (fiz de 9 de 13, tem uns comandos que não tenho capacidade) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.2 |
| Playada | 2.5 |
| Barulhama | 0.9 |
| Batom no Porco | 1.5 |
| Fator Nostalgia | -0.2 |
| Total | 4.9 |
| Dificuldade | não é fácil, mas também não é aquele sofrimento |
| Resultado | |
| Conclusão | é, não saiu uma nota boa, mas o jogo é sim muito bom, não confiem em nota numérica nunca |