
Virtua Fighter 2 (Mega Drive)
Virtua Fighter 2 (Mega Drive) é a versão do segundo jogo da franquia VF para os consoles da Sega de geração 16 bits. Acho que pelo nome que coloquei dava para perceber isso já e não precisava ser nenhum Cheroque Holmes, mas melhor explicar e não deixar dúvida, já que a turma hoje em dia tem umas sérias dificuldades quando se trata de interpretação de texto. E como que roda um jogo em 3D nessa geração vocês devem se perguntar? E eu simplesmente respondo, não roda. O que foi feito aqui, foi adaptar tudo para que funcione em 2D. E ele funciona? Sim e até que muito bem. Tem jogos de luta muito melhores no Mega, eu acredito, mas a parada não faz feio. Perde a proposta como um todo? Aí vocês vão ter que esperar mais um pouco que vou dar a minha opinião mais abaixo no texto. Se eu sair entregando a paçoca assim sempre, ninguém chega no final do post, segurem esse facho.
Ficha Técnica
| Publisher | Sega (nem esperava outra coisa) |
| Desenvolvedor(es) | Sega AM2 (temos que tirar o chapéu para os manos, que aqui se puxaram) |
| Diretor | Yu Suzuki (seguiu para essa pika) |
| Produtor | Yu Suzuki |
| Designer | Yu Suzuki |
| Artes | Sega AM2 |
| Músicas | Takenobu Mitsuyoshi |
| Plataforma | Mega Drive (Genesis) |
| Lançamento | 1 de Dezembro, 1996 |
Resumão para não ficar perdido
Se o 2 original já era uma cópia safada da trama do primeiro, o que eu vou dizer em relação ao seu Port? Que é mais uma cópia safada do primeiro e que nem os dois lutadores novos tem. Na real agora me bateu a dúvida do porque não chamaram de Virtua Fighter somente? Sei que quando lançaram já tinha o 2, mas esse cara aqui lembra mais o 1!! Se alguém souber, por favor, nos elucide nos comentários. Eu até podia ir atrás disso, mas aí teria informações relevantes no blog e meio que sou contra isso. Aqui o negócio é mesmo Fake News e muita opinião sem embasamento técnico, que é o que o povo gosta.

Lorota
Não havia porque ser diferente.
Alguém esperava que na versão capada 2D iriam colocar um grande modo campanha? Imagino que não, já que ninguém é doidinho a esse ponto. É mais fácil esperar o “BRASA” dar certo que termos trama em jogo de luta dos anos 90. Tem sim toda a lore e o blá blá blá dos personagens no manual, mas longe disso ser o que a gente precisa. Sendo assim, mantemos o absurdo de cobrar modo campanha e dando nota bosta para jogo que nem tem essa proposta. Não, não tenho pena e nem consideração. Esse jogo aqui também ficou me humilhando de graça e não vou ter perdão.
NOTA: 0.5

Playada
Surpreende bastante.
Sabem que fui esperando um grande cagalhão decorado por milhos e me surpreendi bastante? Obviamente não ia dar para colocar um jogo todo cheio de polígonos, mesmo que feios pra caralho, dentro do Megão. Os caras iam precisar adaptar a coisa para funcionar em 2D. Mantendo aquele estilo mais cadenciado e preciso nos combates. E não é que os manos conseguiram!! Eles transformaram tudo em sprites, mas mesmo assim você sente que está jogando Virtua Fighter. Até porque na real mesmo, os 3D’s não chegam a usar bem a profundidade dos cenários e os personagens não podem se mover no eixo Z. Eles são em 3D, mas as lutas continuam sendo no eixo X e Y como um game de luta 2D. Eu já sei que isso vai mudar no futuro, afinal já joguei VF’s mais novos, aí lá acho que ficaria meio ruim de adaptar, ainda mais se a movimentação no Z for algo essencial, mas aqui por hora está safe. Então quer dizer que a parada é igual a versão do Saturn? Aí também não, em algum ponto a gente tem que perder. Esse cara é bem mais lento que o original, tem menos personagens que o original, tem bem menos modos de jogo que o original e não tem replay depois das lutas. Não que seja só perda também, pois consegui notar duas melhorias. A primeira é o balanceamento do dano dos golpes, que não fazem a partida acabar com 3 socos bem dados, e a segunda é responsividade dos comandos, que agora saem com muito mais facilidade sem precisar ser como o modo Hard de Guitar Hero. No final acho mesmo que esse game faz jus aos 3D, é um ótimo port para quem não tinha os consoles mais modernos e até consegue divertir mais que os outros. A CPU ainda é uma desgraça, mas como o jogo permite mais erros durante o combate e é mais lento, dá para dibrar essa quenga de boas. E qual é o problema então? O problema é que a proposta original do jogo vai para o cacete. O diferencial de VF é ser em 3D. Ele foi o primeiro jogo nesse estilo. Colocando ele como um jogo em 2D, a coisa fica bastante genérica. Ele acaba ficando bem parecido com Mortal Kombat no final das contas, sendo que MK é muito melhor que ele, principalmente devido aos seus personagens mais icônicos. Estou sendo sincero aqui, se for para jogar um game de luta em 2D com Sprites a minha última opção vai ser Virtua Fighter. Volto a dizer, o jogo não é ruim e surpreendentemente funciona bem como um port, só não se sustenta como algo que faz sentido, sendo que tiraram a magia, a mística, por trás do esquema.
NOTA: 1.8

Barulhama
Tinha?
Meus amigos e minhas amigas, vou ser honesto com vocês aqui! Não reparei na trilha sonora do jogo. Sério, estou falando muito sério. Eu acho que tinha, mas não tenho certeza. Se deixar a tela título parada por um tempo eu tenho certeza que vai para uma cena com música. Agora durante a pancadaria? Puts, vou ficar devendo. Pode ser que acabei não reparando na trilha por que não morri tantas vezes e tive que repetir as lutas durante horas, sei lá, ou a parada não tem mesmo música. Tem sons de porrada, que inclusive são bem dos chinfrim, mas trilha, meh! Vou meter aquela nota quântica aqui e me perdoem pelo vacilo.
NOTA: 1.0

Batom no Porco
Doi bem menos os zoios.
É meio que uma máxima na indústria dos games que os jogos em 2D envelheceram melhor que os 3D. E esse jogo aqui é uma prova viva disso. Puta como os sprites desse jogo são mais bonitos que os modelos dos jogos 3D. A cambada de alienado que forma a party ainda é bem sem graça, mas no modelo sprite até que ficam mais simpáticos. E os cenários? Puta, dá para colocar muito mais detalhes e você consegue nitidamente saber onde está rolando a pancadaria. Só não dei uma nota maior para não humilhar os outros jogos da saga e porque colocaram um tipo de filtro serrilhado para parecer que as paradas são mais realistas que deixou tudo esquisito. Porra, que oportunidade desperdiçada de dar uma pirada maior em tudo e meter tipo um Street Figther no estilo artistico. Podia ficar uma bosta, eu sei, mas daria um bom contraste com a jogabilidade ao meu ver e não tinha motivo de não arriscar indo atrás de mais identidade pro troço.
NOTA: 1.2

Fator Nostalgia
Nem tinha ideia.
Outra surpresa que tive aqui, foi simplesmente saber da existência desse jogo. Nunca me passou pela cabeça que a saga famosa por ser a primeira de luta em 3D, tinha um jogo em 2D. Quais outras surpresas que me aguardam nesse projeto? Será que vou descobrir que temos um GTA de cartas? Que temos um Zelda de luta 1 X 1? Que temos um Final Fantasy de plataforma? Que temos um Resident Evil de RPG? Quem sabe? Só o tempo dirá. Pelo menos no tempo em que eu estiver vivo. Ninguém sabe o dia de amanhã e com esse monte de ameaço de guerra rolando direto. Vai saber quando pode cair um míssil aqui no meu quintal.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Olha, acredito que o único motivo é se você é fã dessa saga. Nem se você é fã de jogos de luta 2D eu recomendo. Mais uma vez saliento que o jogo não é uma merda, só não acho que ele bate de frente com nenhum outro similar. Quer jogar Virtua Fighter para ver qual é? Vai em algum 3D. Mesmo que datado, vai neles, que isso aqui podemos fazer de conta que não existe.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque não trás nada de relevante para os jogos de luta 2D e não trás nada de novo para a saga VF. Ele é uma versão pobre, sem brilho e que cumpre apenas o papel de matar a vontade de quem não tinha grana para trocar de console e seguia nos 16 bits quando os 32 já estavam comendo a bunda de geral. Pela última vez, não é ruim, só não faz sentido.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 00:46:00 (sim, foi jogo rápido) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 25 (a maioria no Jacky que tem um alcance de filha da puta, ainda mais se tratando da Pai-Chan) |
| Zeramento | sim (mas não rolou Dural de novo) |
| 100% | não lista: Zerar no Hard (melhor evitar) Zerar com Todos os Personagens (mesmo no Easy é treta, aí desisti) Todos os Golpes (segue sem training) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.5 |
| Playada | 1.8 |
| Barulhama | 1.0 |
| Batom no Porco | 1.2 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.5 |
| Dificuldade | é complicado, mas agora dá para tankar |
| Resultado | |
| Conclusão | um bom porte, que diverte, mas que no final acaba não se justificando em si mesmo |