
SD Gundam World Gachapon Senshi 3 – Eiyuu Senki
SD Gundam World Gachapon Senshi 3 – Eiyuu Senki (e segue nome grande da disgraia) é mais um daqueles jogos táticos que venho cobrindo para a Saga Gundam. Estava tão feliz jogando JRPG’s rústicos e tive que voltar a pegar essas nabas que não tem vergonha de te fazer de trouxa. Caramba, não sei a graça que esse povo acha de fazer os players se sentirem uns merdas. Se bem que esse game aqui já dá uma boa suavizada na dificuldade e o foco passa a ser tirar a gente do sério. Vou contar mais na hora da avaliação da play, mas esse cara aqui é uma batalha de paciência em seus combates, que nunca havia presenciado. Ele traz referências a todos os jogos que joguei até agora e mesmo assim conseguiu não me deixar feliz. Não sou uma pessoa fácil de agradar, eu concordo, mas aqui também já estão de passamento.
Ficha Técnica
| Publisher | Yutaka (pois e não é que conseguimos achar um joguito que não é Bandai?) |
| Desenvolvedor(es) | TOSE (não, tosse é com 2 s’s) |
| Diretor | – |
| Produtor | – |
| Designer | – |
| Artes | de repente foi a Sotsu Agency (aqui tem informação) |
| Músicas | – |
| Plataforma | NES |
| Lançamento | 22 de Dezembro, 1990 (só Japa) |
Resumão para não ficar perdido
E seguimos sem história meu povo. Aqui vamos ter de novo mapas com referências às séries clássicas de Gundam (89, Zeta e ZZ), mapas com referência horiental como no jogo de gameboy e mapas com referências a série de jogos Knight Gundam, mas nenhuma trama real rolando. Sigo recomendando assistir os animes mesmo. Aí depois pega esse jogo e vê se dá uma leve coceira no toba ao ver um Gundam conhecido aqui, um personagem legal ali ou um cenário de batalha épico acolá.

Lorota
Nada mudou.
É, como já deu para perceber seguimos na mesmíssima situation. Sim, dar zero é bastante indelicado de minha parte, sendo que a proposta da parada é a gameplay. Mas me digam qual nota eu dou então para algo que não existe? E ainda mais, que nota eu dou para algo que não existe e deveria existir? Sei que parece birra, sacanagem e filha da putagem simplesmente – e um pouco é mesmo -, mas nessa estou tentando ser coerente. Daria zero para o quesito música caso fosse um jogo mudo, por exemplo. Daria zero para o quesito artes caso fosse um jogo todo preto, por exemplo. Daria zero para play caso fosse um jogo sem jogo, por exemplo. “Ah, mas não tem jogo sem gameplay”! Já ouviram falar do jogo da banana? Procurem e vejam como que tem jogo sem jogo. Enfim, me estendi um monte para justificar algo que acredito que ninguém vai reclamar, já que conheço pouca gente que assistiu Gundam e nenhuma que jogou algum jogo da série. Pois é, às vezes a gente perde tempo se explicando na internet e o melhor era mesmo só ficar quieto.
NOTA: 0.0

Playada
Quase me enganou.
É, já cheguei cheio de ranço para jogar essa porcaria, não vou mentir. Ainda mais percebendo que tudo parecia estar no mesmo lugar que estava antes. Tinha uma lista com 40 mapas a escolher para rolar a treta (20 com SD Gundams, 10 com Samurais Gundams e 10 com o Knight Gundams), tinha uma tela onde podia definir os handicaps da partida e tinha um cenário que parecia um grande xadrezão. Rolando a partida foi o mesmo de sempre também. Movi os robôs que estavam no mapa, tomei construções para gerar mais grana, gerei mais robôs em uma máquina de Gacha e passei para o inimigo que demorou 3 anos para terminar seus movimentos. Identifiquei que podia mover todos os robôs no meu turno, que alguns mapas não tinha produção de novas unidades com grana, que o tamanho da movimentação de cada robô era delimitada ao mover os mesmos, mas ainda sim a base era a mesma. Aí fui para o combate já esperando aquela coisa frenética desenfreada, ao passo que fui surpreendido. Isso porque as batalhas não eram mais em tempo real, mas sim de turno!!! PUTA QUE ME PARIU!!! Era isso que eu queria. Sai aquela CPU regada a cocaína e vem algo mais cadenciado, estratégico e que combina muito mais. A parada era cinco contra cinco com turnos por choque de unidade. Havia ganhado o meu dia e nem ia me importar em zerar os extensos mapas. Ou pelo menos era isso que eu pensava até rolar as primeiras batalhas e ver que nem tudo que reluzia era ouro. Caras, para resumir, esse sistema de turnos é o mais idiota que já vi na vida. Os caras implementaram uma porcentagem nos ataques que leva uma matemática alienígena em consideração. É coisa de você ter 75% de chance de acerto e errar 10 vezes seguidas. Está abaixo de 50%? Nem tenta, melhor defender com os robôs que pelo menos recupera HP e ainda diminui a porcentagem de acerto dos inimigos. Manos, é coisa de maluco! É coisa de tudo rolar simplesmente na sorte. Você pode estar com um grupo de 5 unidades super fortes novinhas e poder perder para um grupo com apenas 1 que está sem braço quase explodindo. Eu até poderia reclamar de roubo se a própria CPU não caísse constantemente nessa cilada Bino, se ferrando junto com a gente. Não que não tenha roubo para a CPU também, pois normalmente ela tem unidades mais fortes que as nossas, as unidades dela atacam mais rápido que as nossas e normalmente elas sobrevivem com 1 de HP. Na real, pensando bem, com tudo isso é melhor mesmo a taxa de acerto ser uma merda. A CPU ia me arregaçar com toda a certeza com apenas uma unidade, levando em conta que algumas unidades seguem no ataque se destroem outra em combate. Não que com paciência e o mínimo de inteligência não dê para ganhar umas partidas. A treta é que com esse acertos desbalanceados as mesmas duram muito mais do que deveriam e o fator estratégico na maioria das vezes vai para o caralho. Estava equivocado quando achei que só mudando o sistema de batalhas para turno, tudo estaria resolvido. Consegui me divertir mais do que os outros 3 jogos, mas mesmo assim o esquema está longe de ser um bom jogo. Para um jogo tático ficar bom de verdade, acredito que teríamos que ter um sistema de vantagens e desvantagens, uma maior diferenciação entre as unidades, poder escolher onde posicionar os robôs e minimamente um sistema de batalhas menos random. Entendo que isso aqui era muito experimental e até mesmo bem à frente do seu tempo. Só não posso dizer que é legal, já que nesse processo experimentativo os manos erraram feio.
NOTA: 1.2

Barulhama
Mais uma dor de cabeça leve.
Bem, não sei se estou muito errado, mas não vi nenhuma mudança no quesito trilha. Segue sendo uma barulheira meio música futurista eletrônica que cansa depois de 15 minutos. Me parece que o real problema aqui nem é as melodias, mas sim o tempo das partidas. A gente consegue escutar esses montes de flicks, só não dá para escutar eles durante 3 horas (o tempo que realmente levei em uma partida) ininterruptas. Vou manter o padrão dos outros games para não ser injusto e seguimos o baile.
NOTA: 1.0

Batom no Porco
Segue me pegando.
Aqui também é outro quesito que não vi grandes diferenças em relação ao jogo de número 2. Só acabei dando mais 1 pontinho, antes que me perguntem, porque tem bem mais conteúdo nesse cara e as referências tanto ao jogo de samurai, quanto aos JRPG’s, estão muito top. Para falar a verdade, o design dos robôs desses games é muito melhor aqui do que nos originais. Pois é, não tem como meus manos, aqui é onde a coisa me pega pelo menos um pouquinho. Sim, tudo é bem limitado devido a época, mas pago pau federal por terem conseguido colocar os robozões em um console 8 bits e tudo não parecer um bando de frutas esmagadas.
NOTA: 2.3

Fator Nostalgia
Coração voltou a ficar pesado.
Pulando a parte que digo que nunca cheguei perto de mais um jogo e deixo vocês desconfiados que na real nunca joguei nada sendo uma farsa gamer, dessa vez a decepção acabou minando meu raciocínio. O jogo é minimamente divertido e não merecia a sapatada que está tomando, mas me fazer achar que estava no céu e me levar para o inferno minutos depois, não tem perdão. Se é para ser uma merda, seja desde o início, não vem querer me enganar. Se é para me fazer de trouxa, rouba a minha carteira logo. Não me faz pagar jantar, roupas, acessórios e tudo mais, para depois dar para alguém com um pau maior que o meu. Calma, foi só um exemplo, não estou dizendo que isso rolou comigo não. Relaxem!!
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
O único motivo segue sendo se você é muito fã da saga dos mecas Japoneses e não se importa com uma jogabilidade muito arcaica. Se você é um entusiasta de jogos de estratégia, quem sabe também pode ser um motivo. Ver as tentativas e erros pode ser interessante para fortalecer seus laços com o estilo e se não for querer testar todos os mapas a coisa deve ser safe. Agora se quiser testar tudo, separa aí na agenda umas 120 horas e depois chora no banho em posição fetal, já que esse tempo nunca mais vai voltar e você só está ficando velho.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque tem coisa melhor por aí, tanto usando a temática Gundam, quanto sendo de estratégia. Esse maninho aqui carece muito de mais polimento e mesmo não sendo toda essa bomba que pintei, fica longe de ser divertido. Você ficar vendo turnos e turnos de bonecos errando ataques não é legal. Se é para ficar vendo briga de mata cobra, eu puxo uma treta com meu vizinho que nunca deu um soco em ninguém ou procuro vídeos de bêbados na internet. Gastar horas para no final a coisa ser decidida no dado é para me fuder. É tipo aquele jogo de tabuleiro War, onde quem ganhava era o mais sortudo da turma e não quem tomava as melhores decisões. Pode ir atrás e ver a desgraça que está a vida daqueles seus manos que sempre ganhavam nesse jogo. É, a vida real é realmente muito cruel minha gente.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 04:00:00 (e desta vez ganhei 2 partidas, perdi uma e testei alguns mapas aqui e ali) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 (mas dei uma olhadinha se não tinha nada errado com o lance das porcentagens) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 1 (perdi uma testando a IA) |
| Zeramento | não (40 mapas com 3 horas cada?) |
| 100% | não Todos os Mapas (02/40) |
| Resultado | (vou seguir no pipipitchu, que aqui faltou só vontade) |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.0 |
| Playada | 1.2 |
| Barulhama | 1.0 |
| Batom no Porco | 2.3 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.5 |
| Dificuldade | no duro ele é um game fácil, mas tem que ter muita paciência |
| Resultado | |
| Conclusão | mais uma vez segue como potencial desperdiçado, a CPU foi para uma Rehab, mas agora temos problemas de visão |