
Ys I: Ancient Ys Vanished
Ys I: Ancient Ys Vanished é um game de RPG de ação lançado para PC’s da época dos nossos avós e que podemos resumir amigavelmente como rústico. E bota rústico, minha nossa!! Isso aqui é muito parecido com aquele seu tio que vive no interior, não sabe usar nem o whatsapp, só escuta rádio e olha torto na rua quando vê dois meninos de mãos dadas. É, a parada é envelhecida e tem que ter muita paciência para não dar aquela boa desrespeitada. Até porque se você vencer a barreira do tempo, o game no final é bem divertido. Porra, zeldinha like é sempre bom, vai dizer? Eu pelo menos me divirto horrores. Ainda mais se o game me trouxer algum tipo de diferencial. Algo que ocorre aqui em Ys se tratando do seu sistema de combate, que eu apelidei carinhosamente como Batalha de Encoxada. Vou explicar melhor depois, mas quem já pegou esse cara para jogar já entendeu o que quis dizer e deve ter dado uma boa gargalhada. Só o que posso adiantar é que o esquema é deveras peculiar, mas mesmo assim bastante divertido.
Ficha Técnica
| Publisher | Nihon Falcom (tem franquias de sucesso, mas não é conhecida no Bostil) |
| Desenvolvedor(es) | Nihon Falcom |
| Diretor | Masaya Hashimoto (que já apareceu por aqui) |
| Produtor | Masayuki Kato |
| Designer | Masaya Hashimoto |
| Artes | Masaya Hashimoto (fez de tudo) |
| Músicas | Yuzo Koshiro Mieko Ishikawa Masaya Hashimoto (você de novo menor?) |
| Plataforma | NEC PC-8801 MSX2 NEC PC-9801 Sharp X1 (tem mais, mas calma) |
| Lançamento | PC-8801 – 21 de junho, 1987 MSX2 e PC-98 – em algum momento de 1987 Sharp X1 – em algum momento de 1988 |
Resumão para não ficar perdido
Na bubônica da vez acompanhamos mano Adol Christin, que tem um nome de quem já nasce com 79 anos de idade, além de ser um espadachim errante que vai por aí atrás de adventures. Como quem procura acha, nosso mano acaba indo parar na estranha terra de Esteria, onde descobre que a parada não está legal e o pessoal precisa de ajuda. É monstro atacando os transeuntes, monstro vendendo curso de IA, monstro defendendo a Lei Felca, monstro que trocava mensagens com o Vorcaro, monstro querendo bombardear tudo e todos, uma desgraça. Vendo isso, nosso mano Adol decide investigar melhor, ao passo que acaba descobrindo que tudo pode ter rolado devido ao uso de um metal suspeito pelo povo do local e que a solução pode estar escondida dentro de 6 livros que foram escritos por uma antiga civilização conhecida como Ys. Levando em conta as informaçẽs, nosso mano então parte atrás dos livros que estão todos espalhados por aí, obviamente escondidos em cavernas escuras, torres cheias de capirotos e fortes super bem defendidos. Pelo menos ele tem a sorte de que os livros não foram escritos por George R. R. Martin, senão ia demorar de leve para resolver o esquema, ou quem sabe até, nunca iria resolver.

Lorota
Podia um pouquinho mais…
Eu sempre venho aqui defender jogos que não tem foco 100% na história – tirando games de luta que tenho pegado pesado para manter a piada – e também games mais antigos que ainda estavam bem longe de entender como contar a sua trama. Mas hoje não vou poder passar muito pano, já que Ys 1 não consegue nem atingir o básico como alguns outros jogos contemporâneos de sua época de lançamento. Nesse jogo não conseguimos entender qual a real desgraça que está acontecendo e muito menos quem é o responsável. Ok, tem monstros para tudo que é lado, tem gente que perdeu coisas importantes por aí e a vida está meio merda. Tirando isso, não parece que existe uma grande ameaça, mesmo que meio boba, acontecendo. Falta uns NPC’s para a gente falar e os poucos que existem tem uma ou no máximo duas linhas de diálogo. Nada disso impede que a gente ainda saia por aí brandindo uma espada nas mãos, obviamente, só que vai faltar pelo menos uma leve motivação, além da diversão. Não esperava nada tão diferente, eu confesso, mas podia ter um pouquinho mais e deveria ter. Fica com nota meia bomba, até por todo o contexto que deixei claro no início do texto.
NOTA: 1.3

Playada
Mais uma mancha para o currículo.
Já começo assumindo meu vacilo, pois não consegui zerar esse jogo!!! Pois é, mais uma grande vergonha na minha cola, sinto muito, mas não deu bom. E qual foi o motivo? Bem, poderia muito bem ser por essa desgraça rodar a 4 FPS e as telas de transição serem tão lentas que parece que o game travou, mas não foi isso. Também não poderia ser a gameplay base, já que amo exploração de cavernas, passagem de LV com XP (que sobe HP, ataque e defesa), trocas de equipamentos, backtracking de itens e lojinhas de todos os tipos. Quem sabe poderia ser a farmassada bruta que esse jogo pede, mas como o farm é simples e recompensatório te deixando forte fácil, descartamos a ideia. Só pode ser o combate que comentei antes então, que rola ao encostar nos inimigos fazendo parecer que está rolando uma BATALHA DE ENCOXADA. Até poderia mesmo, mas como me acostumei com a coisa e depois achei até uma ideia interessante, também esquecemos esse ponto. Ainda acho ruim esse mesmo sistema rolar para falar com os NPC’s que fogem mais que diabo da cruz de sua encoxada, algo que eu também faria, mas segue não sendo esse o motivo. Só sobra então a dificuldade, já que esse game é uma carniça braba! Sim, é uma carniça braba e com a jogabilidade não tão precisa a coisa fica pior. Mas depois que peguei o anel que deixa os inimigos mais lentos e o que cura HP não havia mais puta pobre e nem motivo para choro. Ainda mais que o HP também pode ser recuperado ao ficar parado em certos pontos. É, não poder usar itens ou trocar de equips nos chefes é uma pika, mas ainda sim dá para aturar bem de boas, sendo que rola salvar em qualquer canto via Disquete (algo que pouca gente deve saber o que é). Poxa, então o que foi que fez eu não zerar o game? Simplesmente um bug na rom que peguei que travava o game ao pegar novos itens. Sim, chato né, ainda mais quando acontece depois de mais de 9 horas de play. Eu poderia tentar outra rom ou até emulador, claro, mas confesso que dessa vez preferi evitar a fadiga. Ainda mais levando em conta que vou jogar umas outras várias versões desse mesmo jogo. Nelas vou me esforçar mais, eu prometo, por hora ficamos por aqui, já que o tanto que joguei achei que me credenciou para fazer a review. Ficou com uma nota perto do meio, pois me diverti mesmo o jogo não fazendo muita força para isso. Espero que nas outras versões ele dê uma melhorada, principalmente nas dicas dos NPC’s que tendem a ser bem confusas.
NOTA: 1.5

Barulhama
Bem bom.
Puta, surpreendente, essa porra tem uma trilha sonora muito foda!! Sofre muito com a repetição e com um chip de som arcaico com muito chiado, mas é foda. Ele tem sei lá, 5 músicas ou até menos, mas todas elas ficam na mente. Caras, essas mesmas músicas com arranjos mais modernos devem ser coisa de maluco. Fui mesmo surpreendido nesse quesito, já que tendo a não conseguir aguentar muito tempo as trilhas de jogos dessa época e aqui não só aguentei como queria mais. Na moral, só não dei nota máxima, pois os outros sons do jogo são meio bostas e não deixam nem claro o que está rolando. Tirando isso, a trilha vai ficar comigo um tempinho.
NOTA: 2.3

Batom no Porco
Aqui a coisa complicou.
Tudo muito feio minha gente, não tem o que fazer. Os designs dos mapas, das duas vilas, dos NPC’s, dos portraits nas falas e dos sprites dos inimigos. Tudo é muito pobrinho e sem nenhuma identidade. Sim, complicado fazer algo muito diferentão nessa época, mas não precisava ser tão sem alma. Na moral, não dá para identificar o que são esses monstros que a gente está lutando não. Tem coisas aí que é melhor deixar para a imaginação, que não conseguimos saber se é um goblin, um cavaleiro, uma caveira ou um zumbi. Já dei uma espiada nas outras versões e percebi que a coisa melhorou. Até porque pior que isso aqui, só um acidente na BR ou a Gretchen cagando.
NOTA: 0.8

Fator Nostalgia
Só ouvi falar.
Mais uma bela franquia que vou conhecer meus amigos. Pois é, a série Ys como um todo não me era desconhecida, mas nunca havia tocado minhas gordurosas e peludas mãos em nenhum de seus títulos. Sei que a primeira experiência não foi das melhores e bastante turbulenta, mas tenho a sensação de que daqui para a frente a coisa vai só ir melhorando. Poxa, jogo de ação com RPG onde vamos descobrindo caminhos pegando novos poderes é minha praia. Eles tem que errar muito para me deixar descontente de alguma forma. Sim, essas minhas palavras foram salvas e serão usadas no futuro, eu sei.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Esse aqui não vejo motivo não. Não porque o jogo seja ruim ou não divirta de certa forma, é mais a praticidade. Não é fácil de emular essa parada bem e Ys 1 tem outras versões que são bem mais tranquilas de se apreciar. Ou pelo menos é o que imagino dando uma analisada na lista de próximos games da saga. Posso estar errado na minha colocação, posso, mas acredito firmemente do contrário. Qualquer coisa o tempo dirá, assim como dirá quem jogou mais Lucas Mugni ou Cristiano Ronaldo.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Justamente pelo que comentei anteriormente. O esquema é bem datado, feio umas quantas horas, com uma gameplay não tão refinada, bruto para caceta e de difícil acesso. Só vale mesmo pela curiosidade ou se você quer dar uma brincada com video jogos desse período onde os PC’s pesavam mais que aquela moça que fez bariátrica e que processava todos os que faziam piadas com seu tamanho em escala planetária. Hipocrisia eu sei, mas como já venho dizendo a um bom tempo, o ser humano não é nada mais que um grande punhado de hipocrisia.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 09:45:00 (e não dei final, muito desse tempo confesso que passei perdido, não sabendo onde ir) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 3 (falei que os NPC’s são parentes do confuso sobrinho) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 11 (todas indo em lugares que não deveria) |
| Zeramento | não (já chorei sobre) |
| 100% | sim (pelo menos até onde fui) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.3 |
| Playada | 1.5 |
| Barulhama | 2.3 |
| Batom no Porco | 0.8 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 5.9 |
| Dificuldade | isso aqui é para quem tem nervos fortes e paciência |
| Resultado | |
| Conclusão | um joguinho meio piça fria, mas que consegue divertir até certo ponto, dando boas perspectivas para o futuro |