
God of War: Ghost of Sparta
God of War: Ghost of Sparta é outro spin-off prequela da série de porradaria mitológica da Sony lançado também para o PSP. Pois é, parecia que nosso mano Kratos já tinha sentado a chibata em tudo e todos, mas sempre sobra um Rei Midas e um Thanatos para a gente voltar ao desrespeito cultural. Desrespeito esse que deve ser ressuscitado logo mais, já que no momento em que redijo esse texto, foi anunciado um remake para a trilogia da Grécia. Que bom momento para estar fazendo essa saga não? Até dava para dizer que foi de propósito, mas ninguém acreditaria levando em conta a bagunça que é esse projeto. Sobre o game não tenho muito que dizer na real. Ele é muito parecido com o Chains of Olympus, mas com novas armas, novos mapas e novas batalhas épicas. Sim, também é bem impressionante como o outro e diverte na mesma medida. O foda é que esse cara aqui caiu na mesma seara GoW 2 para mim, ou seja, na minha memória era bem melhor. Tinha a impressão que esse jogo seria muito melhor que Chains e pau-a-pau com os títulos principais, mas quebrei a cara ao dar play para o post. Ele não é ruim, não é nem de longe o pior da saga, só não está nesse pedestal que eu havia o colocado de forma involuntária. É, às vezes, tem coisas que devemos deixar na memória mesmo para não estragar. Tipo o anime de Cavaleiros dos Zodiacos, que achava ser a melhor coisa do mundo e revendo depois me decepcionou. Não lembrava que as lutas eram só declamação de texto e luzinha epiléptica rolando, por exemplo. Também quando assisti esse cara, ele ainda nem era chamado de anime, para terem noção. Pois é, sou velho da época da Manchete, que repetia os episódios mais que a gente repete cueca.
Ficha Técnica
| Publisher | Sony Computer Entertainment (que está voltando atrás em umas decisões) |
| Desenvolvedor(es) | Ready at Dawn Santa Monica Studio (que está a todo o vapor) |
| Diretor | Dana Jan (alguém ganhou uma promoção) |
| Produtor | Dana Jan |
| Designer | Ru Weerasuriya (alguém perdeu o cargo) |
| Artes | Izzy Medrano |
| Músicas | Gerard Marino (nem tinha porque ter mais gente a essa altura do campeonato) |
| Plataforma | PSP PS3 |
| Lançamento | América – 02 de Novembro, 2010 Europa – 03 de Novembro, 2010 Japa – 04 de Novembro, 2010 |
Resumão para não ficar perdido
Na putaria da vez acompanhamos nosso mano Clayton levemente entediado após ter assumido seu cargo como Deus da Guerra ao derrotar Ares. Como cabeça vazia é oficina para o capiroto, durante a pasmaceira nosso amigo começa a receber visões sobre um irmão perdido e decide, a contragosto da Athena, ir investigar essa parada. O que o faz descobrir que de fato teve um irmão mais novo, mas que foi levado pelos Deuses quando menor devido a uma profecia. Sempre uma profecia. Nosso fantasmão então resolve ir atrás desse irmão, que se chama Deimos e está nos domínios do Deus da Morte Thanatos. Ao passo que vai acabar se metendo mais uma vez onde não deve e acabar descobrindo coisas perturbadoras sobre seu passado, incluindo quem é seu verdadeiro pai. O que a essa altura do campeonato não é mais segredo para ninguém, mas não vou falar para manter o suspense. Vai que tem algum maluco aí que nunca jogou esses games e está esperando pelo remake? Devia se lascar, eu sei, mas tem doidinho para tudo.

Lorota
Bagunçou o meio campo.
Já começo me defendendo dizendo que, assim como nos outros jogos, eu gosto da história de Ghost of Sparta e ela também cumpre seu papel. Só tirei uns décimos, pois acredito que alguns retcons dão uma embolado na lore como um todo, já que são feitos de forma meio descompassada. Gosto da explicação dada para as tatuagens de Kratos, mas o lance do irmão mais novo me pega um pouco, assim como o que é feito em relação às reais motivações da história de toda a saga. Sem dar muito spoiler, aqui vemos que tudo que aconteceu até agora, meio que ocorreu porque os Deuses levaram Deimos. É legal dar mais camadas para a coisa, afinal estamos tratando de um épico Grego, mas acho que aqui passaram um pouco do ponto. Ainda mais se tratando de um jogo spin-off, que ao meu ver deveria complementar a coisa e não mudá-la. Sim, estou sendo chato, mas não é novidade a minha chateza. Também não curto muito esse lance do Kratos ser o causador de todas as desgraças do mundo Grego. Porra o cara chega a afundar Atlandida nesse jogo meus manos!! Daqui a pouco vão dizer que o Brasil ter perdido o Oscar 2026 foi culpa dele, que o caso do Banco Master é culpa dele, que a guerra Israel X Palestina é culpa dele. Que loucura! Para amenizar um pouco as reclamações, queria destacar um ponto que até agora não comentei muito, que é a participação de outros personagens mitológicos dentro da saga. Porra, como é legal ver o desfecho de personagens perturbados – pelo menos nesse mundo -, como o Rei Midas, ou o cara que construiu a prisão de Chronos no 1 ou até o cara que construir o mecanismo que une o Olimpo com o mundo normal do 3. Existe uma infinidade de personagens secundários que nos instigam a ir atrás de suas história na mitologia, que para mim é um grande mérito da lore da saga como um todo. Tem muito desrespeito nas representações? Tem, mas o que importa é que esse game é sim uma porta de entrada para quem quer saber mais sobre os pais da democracia. Que inclusive não era boa nem quando era nova, mas vamos ficar quietos porque não queremos a PF nas nossas portas.
NOTA: 1.8

Playada
O que aconteceu aqui?
Pois é, aqui foi o ponto onde a coisa mais pegou para mim, já que achei a jogabilidade desse carinha aqui bem, mas bem pior que do Chains of Olympus. No duro ele segue a mesma coisa, mas apresentou defeitos que não existiam no irmão mais velho ao meu ver. Começando pelo tempo de resposta dos comandos. Aqui você tem um timing meio esquisito para defesa, que nem sempre é acionada, além de quase não ter cancelamento imediato de combos. O que faz você constantemente receber contra ataques inimigos, ainda mais levando em consideração que os inimigos não sentem nenhum dano, algo já comum na saga. Sem falar na sacanagem que rola de os inimigos te atacarem logo depois de Kratos terminar uma finalização, que é o momento onde não temos margem para se defender já que a animação ainda está rolando. Os FDP’s chegam a te atacar no chão aqui nesse jogo para verem o tamanho da doideira. Sei que esses monstros já foram feitos de gato e sapato pelo nosso amigo de pele cinza, só não precisava dar essa revanche para eles. Tive a sensação que o Kratos de GoS estava com baixa testosterona até, se é que isso é possível. Ainda mais que a quantidade de dano dos inimigos também aumentou consideravelmente na dificuldade normal (onde eu me aventurei). Outra coisa que aumentou foi a quantidade de orbs para realizar os upgrades das armas. É coisa de precisar de 4k para fazer um up e o próximo up ir para 13k. O game ainda te dá bastante orb e tem até como farmar, mas achei bem fora do padrão dos outros. Sim, nada dessas coisas fazem o jogo ficar ruim, só fazem ele ser bem menos polido que o anterior, algo que acho esquisito demais. Parece que os caras foram mexer para balancear e cagaram coisas que estavam funcionando. Melhorar a câmera que segue se enfiando nos piores lugares deixando você aberto para ataques off-screen, não quiseram mexer, mas no timing do combate e nos valores de up sim, vai entender? E não temos nenhuma novidade? As críticas de ser mais do mesmo são reais? Não, também não é assim, temos coisas novas como sempre. Seguimos com as Blades of Athenas como armas padrão (facas com corrente), mas vamos ter a magia Eye of Atlantis (choque reto), vamos ter a magia Scourge of Erinys (projétil que agrupa os inimigos e suga vida), vamos ter a magia Horn of Boreas (magia de congelamento em área que achei um cu), vamos ter as Armas de Esparta (lança arremessável e escudo que protege de ondas) e vamos ter a magia Thera’s Bane que imbui as armas com fogo. Inclusive essa última magia também vai ser usada para derrotar inimigos específicos, desbloquear portas e liberar passagens. Essas coisas mudam a gameplay como um todo? Claro que não, mas ainda sigo com a opinião de que jogaria esse mesmo jogo para o resto da vida, então tudo tranquilo. Tirando esses defeitinhos, sigo adorando a play desses God of Wares de fatiar tudo o que se move. Ele podia não ter pontos sem volta no mapa que fazem você perder segredos? Podia, mas ainda sigo achando foda. Podia ter menos pegadinhas nos momentos de plataforma ou QTE’s? Podia, mas ainda sigo achando treta. Podia fazer os inimigos sentirem mais os danos recebidos? Podia, mas ainda sigo achando pica. E vou parar de reclamar antes que possa parecer algo diferente.
NOTA: 2.0

Barulhama
Acho que já deu de gritaria.
Esse aqui já é o 6 jogo da saga e agora posso dizer que já deu uma cansada dessa gritaria. Daria então para fazer algo diferente? Não, acredito que os caras acharam a trilha perfeita no primeiro e seguir reutilizando não é errado. Se fosse eu, faria o mesmo inclusive. Só não posso negar que está bem cansativo não ter nenhuma novidade em termos musicais. Quando tocou a trilha no anúncio da trilogia remake fiquei de cu piscando obviamente, mas vou tirar uns 2 deciminhos para ser justo com outros jogos que já figuraram por essas bandas.
NOTA: 2.0

Batom no Porco
Peguei essa sacanagem aí
Eu tinha a vívida memória de que esse jogo era super bonito a ponto de deixar o Chains no chinelo. Tanto que liguei meu PSP plus tento essa certeza e me caiu todos os butiás do bolso quando entendi o motivo de ter achado isso a anos atrás. O jogo é escuro!! Pois é, dá para perceber como esse carinha é bem mais escuro que todos os outros só pelas imagens que coloquei no post, mas vão atrás para confirmarem, não confiem em mim. Ah, mas qual é o problema dele ser escuro? Nenhum, só que ele sendo escuro, tende a esconder muito os defeitos, imperfeições e serrilhados do PSP. Como Chains não tem medo disso, ele tende a ser mais cru e por si só mais feio. Não que nenhum dos dois seja mesmo feio, pois é para tirar o chapéu no que foi feito nesses ports, só estou falando em efeito comparativo. Sei que vai ter gente que vai dizer que o Ghost é mais escuro por ser mais pesado e com temática mais séria, mas isso é uma balela. O primeiro é super colorido e começa com Kratos querendo virar camiseta de saudade sozinho. O esquema é mais escuro para esconder imperfeições, tenho certeza. O que não tem problema, como já disse, mas perde uns pontinhos no meu critério que nem sei qual é até agora. Nem ele ter vários novos inimigos para a gente combater faz a sacanagem ser perdoada, para tentarem entender.
NOTA: 2.2

Fator Nostalgia
Nem escondo mais.
Sim, como já deixei bem claro, joguei esse carinha antes e inclusive o efeito nostalgia me pegou feio dessa vez. Acreditava que esse jogo era lindo de morrer e descobri que usava as trevas para esconder os defeitos, acreditava que ele tinha uma jogabilidade refinada e descobri que erraram a mão em vários pontos e acreditava que a trama fosse super bem amarrada e descobri que seria melhor não existir. Nossa, aqui foi uma completa decepção meus jovens. Joguei esse cara na mesma coletânea do PS3 que o Chains e queria poder voltar no tempo para perguntar porque gostei tanto mais desse cara na época, sendo que os dois jogos são do mesmo nível. Bem, pelo menos agora consegui fazer aquela famosa reparação histórica. Pode ser que eu jogue esse cara daqui a 10 anos e mude de novo de opinião? pode, mas aí volto e mudo o post, fazendo uma rereparação histórica. Hoje a justiça foi feita.
NOTA: -0.5
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque mesmo eu tendo me decepcionado, ainda é um jogão, divertido que só a porra e imprescindível para quem é fã da série. Mesmo eu não curtindo tanto as mexidas na trama, isso aqui é canônico e tem eventos muitos importantes sendo elucidados. No final a moral ainda segue sendo sentar a porrada no que se move, sim, mas para quem curte uma lore, não pode faltar.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Honestamente sigo sem motivos. Esse jogo é mais longo que o outro, mas ainda dá para zerar em uma tarde chuvosa, modorrenta e cretina. E ainda está cheio de coisas para desbloquear se você não quiser dizer adeus para ele. A única coisa que fiquei na dúvida é onde o Kratos colocou as armas que conseguiu nessa aventura? Normalmente ele dá um jeito de perder os poderes a cada treta, que o bicho não é fã de cuidar bem das coisas, mas com essas meio que não rola isso. Não que tenha algo muito importante, mas fica a dúvida. Será que ficaram no quarto dele no Olimpo quando saiu para se porrar com a nota de 2 real?
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 06:44:59 (aqui está de bom tamanho) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 13 (aqui eu simplesmente caí como um pato em todas as safadagens propostas por esse jogo) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Zeramento no modo Spartan (sigo um Ateniense médio) Zeramento no modo God (quem me dera) Todos os itens (10 de 13) Ups das Armas (faltou 1) Challenge of the Gods (1 de 2) Itens do The Temple of Zeus (0 de 18, sem tempo disso aqui) Galeria (0 de 7) Vídeos (2 de 5) (pois é, não fiz nada dos extras, sorry) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.8 |
| Playada | 2.0 |
| Barulhama | 2.0 |
| Batom no Porco | 2.2 |
| Fator Nostalgia | -0.5 |
| Total | 7.5 |
| Dificuldade | tirando o timing zoado é um belo dia de domingo |
| Resultado | |
| Conclusão | também é um grande jogo, também é um grande port, mas minha memória me traiu. |