
Radical Dreamers
Radical Dreamers é um game adventure lançado para Satellaview e que faz parte da série de jogos Chrono. Para quem não manja o que é um Satellaview, vai se surpreender ao saber que é um sistema de download de games por satélite lançado para SNES. É amiguinhos, a internet ainda estava se consolidando e vagabundo já estava querendo vender games digitais. Nem preciso dizer que essa parada nunca veio para as bandas de cá e ficou só no Japão. Imagina que se hoje mal e porcamente temos 5G, como era em 1990 e bolinha de gude. No Japão tinha Gundam, Espada Laser, Digimon, Pokemon e os caralhos tudo, aqui a gente mal conseguia uma linha telefônica nessa época. Mas também não é como se a gente tivesse perdido muita coisa sem esse serviço. Ainda mais se tratando desse carinha aqui, que até tem coisas boas, mas não agrega em nada para ninguém. Vale pela curiosidade, mas se eu disser que é imprescindível para essa saga Lendária estaria só pagando de cult e de manjador. Algo que como dá para perceber pelo pouco esmero do projeto, não sou.
Ficha Técnica
| Publisher | Squaresoft (pelo que vi teve pouco tempo e o que deu foi isso) |
| Desenvolvedor(es) | Squaresoft |
| Diretor | Masato Kato (outro pica grossa) |
| Produtor | – |
| Designer | Masato Kato |
| Artes | Yasuhiko Kamata |
| Músicas | Yasunori Mitsuda |
| Plataforma | SNES (Satellaview) PC PS4 PS5 Switch Xbox’s (Na versão remaster de Cross) |
| Lançamento | 3 de Fevereiro, 1996 |
Resumão para não ficar perdido
Na fantasia da vez, acompanhamos Serge, Kid e Magil, que são um trio de ladrões que está indo para o maior roubo de suas vidas. Aquele para estourar a boca do balão e ir se aposentar tomando Mojitos na praia como nos filmes. Eles estão indo roubar uma preciosa joia chamada Frozen Flame das mãos do tirano filho de uma vagabunda chamado Lynx. É ousadia e alegria na veia. Ou pelo menos é o que aparenta num primeiro momento, já que durante o grande roubo vamos descobrir que Lynx tem uma rusga pessoal com Kid, a Frozen Flame não é uma mera joia e o passado de Magil na verdade esconde coisas cabeludas. Pois é, o que era para se tornar o roubo dos roubos, acaba se tornando um grande inferno e nosso trio acaba tendo que se envolver com coisas muito além de suas capacidades. Sim, dei uma dramaticidade grande aqui, mas é o que normalmente acontece nos jogos e nada muito fora de uma terça fraca.

Lorota
Difícil de avaliar.
Sabe que esse carinha aqui foi bem difícil de chegar em um racional para a minha porca avaliação? Como ele é um adventure, o foco é 100% na trama, então a parada tem que ser espetacular. Ou pelo menos eu acredito nisso. E espetacular é algo que Radical Dreamers não é. Só que ele também não é de forma nenhuma ruim e eu acredito que cumpre com excelência o seu propósito e fecha bem redondinho. Se eu fosse tentar resumir, diria que a trama desse jogo é perfeitamente suficiente. Sim, falei que foi difícil a coisa para mim, mas calma que vou tentar me explicar. Radical não se aprofunda muito em nada, mas se aprofunda o suficiente. Exemplo, não vamos nos importar com os personagens da trama, mas vamos ter algum tipo de carinho por eles. Vou querer ver mais deles, mas para essa jornada estava bom. Sei que esse carinha saiu na correria e muitas das coisas aqui vão servir de base para o próximo game da saga. Então acredito que o que tive aqui foi o suficiente. Games de advanture, mesmo sendo só texto, não podem ser muito extensos e super ricos, se não a gente cansa demais. Porra, se eu quero ler texto e mais texto, eu vou em um livro e não em um game. Com isso, acredito que a trama desse carinha aqui cumpre bem sua missão. Tem personagens minimamente interessantes, uma construção de mundo instigante a ser explorada e um mistério que realmente me deixa curioso. Já deixo spoiler de que nunca joguei Cross de verdade, então sei pouco de sua trama. Sempre tive curiosidade em saber do que ele se tratava, sendo uma continuação de Trigger, mas agora fiquei ainda mais curioso pegando esse aperitivo. Que resumindo é um bom tira gosto. Só tirei pontos porque acredito que muitos conceitos aqui são jogados e ficam sem explicação, porque tenho um certo receio de focarem muito na viagem do tempo e não no grupo de personagens no futuro e porque múltiplos finais é meu cu cabeludo. Sim, não tirei pontos do Trigger por isso, pois seria uma heresia, mas aqui que pouca gente se importa me dei ao luxo. Vou bater em gente indefesa, já que não consigo bater em gente mais forte que eu. Pois é, sou desses e me julguem à vontade.
NOTA: 2.2

Playada
Jogo que não é jogo.
Foi mau amantes de jogos adventures, mas para mim, eles não são jogos. Sim, pode xingar, pode reclamar, pedir para me prender, chamar minha vó de quenga e pode exprimir sua raiva de qualquer forma que achar justa. Essa é a minha opinião e não vou mentir para ninguém. Jogo adventure para mim é livro interativo e mesmo os que são point and click categorizo assim. O que não quer dizer, que não posso me divertir com um game desse estilo. Posso sim achar a parada boa para caramba e até melhor que algo que considero jogo de verdade. O caso é que Radical Dreamers não se encaixa nisso. Esse mano aqui não me divertiu em nenhum momento e considero ele muito limitado dentro desse estilo. Aqui você basicamente lê texto, tenta não escolher algo que te mata e se movimenta até onde o texto manda. Sim, descrevi basicamente a maioria dos adventures, mas confesso que já joguei uns que implementaram uns diferenciais bacanas. Aqui além de não ter nada fora do comum, a parada erra no básico. Sério, a disposição do texto em tela é horrível e o tempo de escolher algumas ações é muito curto. Porra, a coisa tem 3 mecanicas e erra em 2, como pode isso? É o cúmulo da incompetência. Entendo que a coisa saiu meio de qualquer jeito, mas se passaram na porquecisse. Dava para pelo menos fazer a gente não perder tempo colocando o texto todo na tela de uma vez e não fracionado porra. Se a coisa for só escolher a opção certa também e sem nenhuma mecânica, me manda um PDF que não achei minha vida no lixo!! Ah, até fiquei puto sem motivo agora. Se lascar!!
NOTA: 0.6

Barulhama
Não tem Nobuo Uematsu, mas é 10.
Aqui o trabalho meio que foi simples para nosso mano Mitsuda. Foi só pegar a trilha antológica de Chrono Trigger, dar aquela boa tapeada e ter outra trilha fantástica. Sim, ainda poderia não combinar e ficar só uma referência vazia. Mas como combina bem as músicas e efeitos sonoros de Trigger com essa ambientação mais terror que rola aqui. A parada é bem melancólica em alguns pontos, bem soturna em outros e bem arrepiante em muitos outros. Confesso que se não fosse esse quesito aqui, nem a história iria me prender. Essa barulhada, além de me dar um soco no bichinho da nostalgia, me causou o efeito planejado. Com isso é 10 na cabeça de malandro sem sombra de dúvidas.
NOTA: 2.5

Batom no Porco
Mais uma coisinha capenga.
Aqui a coisa já não teve o efeito desejado. A direção de arte consegue ir bem na maioria do tempo. Ela tem umas cenas grandiosas, têm enquadramentos interessantes e até algumas coisinhas animadas para dar aquela diversificada. Só está longe de toda aquela magia que já tivemos anteriormente. Sim, mano Akira, que Kami-sama o tenha, não participou e isso já faz a parada perder muitos pontos de carisma. Além disso, não temos aquela beleza e direção de arte de cair o cu da bunda. Ela funciona para dentro de algo mais limitado como é o caso, só está longe do que poderia ser. Poxa, a cena do castelo de Magus é um exemplo de perfeição, que poderia ser replicado aqui e não foi. Sim, sim, não queria algo daquele nível, mas próximo eu queria. É tudo estático, o que custava colocar uns pixel art fodas? Custava banda, eu sei, não dava para exagerar muito com um serviço pré-histórico. Ainda sim, vou ser chato e reclamar que queria algo melhor, visto os outros irmãos de saga.
NOTA: 1.3

Fator Nostalgia
Uma lenda urbana.
Confesso para os senhores e senhoras que por eventualidade me leem, que até pouco tempo atrás achava que esse game aqui não existia. Sério, achei que era Fake News, coisas inventadas pelos tio do Zap ou até creepypasta. Jogo da série Chrono obscuro que nunca saiu do Japão? Lançado para um serviço de download por satélite? Atah, conta outra! Se isso é verdade, eu fui abduzido por aliens que colocaram uma sonda dentro do meu cu. É, sou uma pessoa super desconfiada, ainda mais hoje na era de IA. Só tive certeza, certeza mesmo, quando a parada saiu no Remaster de Cross. E 100% quando fiz a play dele. Até me surpreendi com a duração da parada, pois jurei que o esquema era só uma demo e nem tinha sido finalizado. Doideira, a parada não só foi finalizada, como é uma experiência completa. Experiência que, como deixei claro, não era de meu conhecimento e segue sem penalizações.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Se você por algum motivo ama livro jogo é uma boa pedida. Mesmo tendo falhas em sua “gameplay”, a história vai ser minimamente interessante e a trilha vai te colocar dentro do mundinho. Também é uma boa pedida, se você gosta de Chrono Trigger e Cross. Ele é meio que uma ponte entre os dois games mais famosos e vai, acredito eu, responder coisas que até então são obscuras. Não é imprescindível, como já disse, mas se quiser ainda mais contexto dessa maravilhosa saga, tá aí uma boa oportunidade.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque é melhor ver pelo Youtube. Na boa gente, essa é a minha conclusão real. Se o que importa mesmo é a trama e você não quer perder tempo na tentativa e erro, pega um bom vídeo do seu criador preferido e seja feliz. Se não achar algum bom vídeo, baixa um PDF por aí, que deve ter, e poupa o tempo da sua vida.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 05:42:00 (da mais pura leitura e tradução que eu podia querer) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 6 (só na tentativa e erro, na tentativa e erro e na tentativa e erro) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não Todos os Finais (Fiz só o primeiro e é esse o padrão que vou seguir em games com isso, se acostumem) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 2.2 |
| Playada | 0.6 |
| Barulhama | 2.5 |
| Batom no Porco | 1.3 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 6.6 |
| Dificuldade | dificuldade inexistente |
| Resultado | |
| Conclusão | um joguito obscuro e que pode continuar obscuro, não ofende, mas é melhor ouvir o áudio book |