
God of War: Sons of Sparta
God of War: Sons of Sparta é um spin-off metroidvania prequela da saga do Bom de Guerra. Isso mesmo, voltamos para a Grécia, pois faltavam alguns mitos e lendas para cagarmos em cima. Já que o Nolan pode avacalhar com os Gregos porque a Santa Mônica não poderia, né mesmo? Nada mais justo. Falando do jogo em si, vocês devem imaginar o tamanho do hate que eu vou dar aqui, sendo que reclamei para um caralho da troca de jogabilidade do 2018. E sinto muito, pois vocês vão ter que baixar a expectativa, já achei esse carinha aqui bem do simpático. Era o que eu estava esperando e que queria do fundo do coração? Não, mas se tratando de um spin-off acredito que até cabe. Sei que parece hipocrisia da minha parte, mas sou bem mais benevolente quando não estamos falando de jogos principais da série. Eles podem lançar um GoW tático, gacha de menina cochuda ou até um jogo de cartinhas que não vou achar de todo ruim. Vou achar ruim se isso impactar, como impactou o 2018, os jogos principais da franquia. Duvido muito que agora vamos ter 3 jogos metroidvania na franquia principal do Fantasmão de Esparta. Podemos ter sequência do spin, mas nada mais do que isso. Essa regra que estabeleci então é uma lei agora? Bom, não, ou melhor, nos meus textos vai ser, mas em geral cada cabeça é uma sentença. Eu não gosto de mudança de gameplay em franquias, mas vocês podem gostar. Assim como eu não gosto das músicas da Anitta, e vocês podem, por mais absurdo que isso seja, gostar. Sem julgamentos. Ou melhor, com julgamentos, mas pelo menos aceitando que o mundo é plural em ideias. Mesmo que às vezes elas não tenham cabimento.
Ficha Técnica
| Publisher | Sony Interactive Entertainment |
| Desenvolvedor(es) | Mega Cat Studios Santa Monica Studio (que tiraram a sorte grande aqui) |
| Diretor | Zack Manko (tá fundo, tá raso) Nate Flynn |
| Produtor | Jeff Ketcham |
| Designer | Zack Miller |
| Artes | Wesley Clavio |
| Músicas | Bear McCreary |
| Plataforma | PS5 (exclusivo, infelizmente) |
| Lançamento | 12 de Fevereiro, 2026 (humm.. novinho, novinho… saiu esses dias) |
Resumão para não ficar perdido
Enquanto ainda era um mero gazebo, Kratos treina na Agoge, o terrível programa de treinamento de formação de soldados de Esparta, ao lado do seu quase esquecido no churrasco irmão mais novo, Deimos. Os dois ainda estão aprendendo a se virar, andar de tanguinha, passar óleo pelo corpo, sobreviver aos perigos que cercam a cidade e a cumprir as tarefas de seu treinamento. Certo dia, um dos cadetes, Vasilis, desaparece sem deixar explicações. Enquanto as autoridades de Esparta estão cagando para o rapaz, Deimos decide investigar por conta própria e acaba levando Kratos junto, mesmo que meio contrariado de início. A investigação então leva os manos além das muralhas de Esparta, através das regiões selvagens da Lacônia. Ao passo, que no caminho acabam enfrentando criaturas da mitologia grega, como de costume, e tretas que colocam seu treinamento à prova. É hora de ver se todas aquelas surras deram efeito e separar os meninos dos homens. Detalhe, que toda essa aventura na verdade é narrada por Kratos adulto para sua filha Calliope, que ainda estava vivinha da Silva, se é que vocês me entendem.

Lorota
A parte mais fraca claramente.
Com que cara eu fico depois de dizer que não vou esculhambar o jogo e já sair de cara reclamando? Fico com cara de cu, obviamente, mas não tem jeito, o troço aqui é bem fraquinho mesmo. Ele serve como fio narrativo, mas é um fio tão fino que qualquer vento meio forte o arrebenta. Na moral, não temos nenhum desenvolvimento de personagem e muito menos algum tipo de aprofundamento na relação entre os dois irmãos protagonistas. Eles estão aí buscando o tal de Vasilis e o máximo de confronto que temos, é o Kratos achar o cara um escorado e Deimos achar que o mano mesmo sendo um bosta merece uma chance. Não esperava uma grande trama se tratando de um jogo onde o foco é a exploração (é um metroidvania se vocês se esqueceram), mas que puta desperdício. Era o momento de dar mais espaço para Deimos que estava largado às traças, como brinquei, mas o jogo o usa apenas para levar Kratos ao próximo objetivo. O que ao meu ver é muito pouco. Se não vamos ter nenhum NPC que se preze e vamos focar na relação dos dois, então usa a merda da relação dos dois, caramba. Puta que me pariu e seu comentar que o pouco desenvolvimento que temos é uma lacrada atrás da outra? Não chega a ser esses nojos que a querida Sweet Baby Inc. nos trouxe, mas é um show de anacronismo do caralho. É sacerdotisa que questiona seu trabalho, é soldado que queria estar tocando música, mãe solteira que sofre preconceito do povo e outros incontáveis problemas do mundo atual, socado em um jogo que se passa na porcaria da Grécia antiga. Quando essa gente vai entender que é bom respeitar o contexto onde se passa o jogo para não tirar a gente dá pouca imersão que vamos ter? Nessa época era um privilégio inegável ser uma sacerdotisa, um soldado, músico e ser mãe solteira era uma honra, pois isso queria dizer que o marido morreu no comprimento do seu dever. Isso estraga a trama como um todo? Não, mas atrapalha um jogo onde a mesma já é bem sem sal. É meu mano Deimos, não foi nesse momento que tivemos um jogo que lhe desse o merecido respeito. O lado bom é que eles respeitaram bem o relacionamento entre Kratos e Calliope. Esse sim é bem feito e até emocionante se você sabe o desfecho da coisa. A treta é só que esse relacionamento escancara a falta de noção do relacionamento entre Atreus e Kratos em 2018. Entendo nosso Fantasma estar querendo proteger o cara de lagartixa para evitar ele se fuder de verde amarelo, mas que dava para ele ser um pouco mais carinhoso, dava.
NOTA: 1.3

Playada
Competente.
Aqui daria para resumir a coisa dizendo que temos o sistema de build dos jogos da saga Nórdica com um metroidvania. A parada tem atributos, sistema de nível esquisito, equipamentos que podem ser upgradados e skill tree e vamos usar isso para explorar um mapa cheio de divisórias que vão abrindo conforme conseguimos novas habilidades. Sério manos, se você jogou qualquer metrodvania na vida, isso aqui vai ser igual sem tirar nem por. A moeda do jogo vão ser as orbes de sangue clássicas da série para ter alguma referência, mas tirando isso estamos em um Blasphemous, Hollow Knight ou Ori da vida. Se bem que o combate em si chega bem próximo do 2018 também. Como armas usamos uma lança e um escudo e podemos colocar neles peças que dão além de alguma vantagem, uma habilidade de combate. Vamos ter ataque, ataque carregado, rolamento, defesa, parry, inimigos ficando de corzinha diferente para você antecipar sua decisão, ter status negativos (não tinha comentado antes, mas tem envenenamento, congelamento, aquecimento e afins nos jogos anteriores) e o sistema de atordoamento que permite finalizações. Muito parecido mesmo com o que já tínhamos, a maior diferença é que agora mano Kratos volta a pular, já que temos gameplay de plataforma novamente. E as mágicas, temos também como é de costume? Temos e agora elas estão vinculadas a itens que também servem para resolver os puzzles dos cenários. São eles: Busto de Licurgo (que serve para revelar coisa no mapa), Funda Solar de Apolo (que serve para jogar pedras), Chama Perene (que serve para queimar coisas), Sandálias da Vitória (que serve para correr mais rápido), Olpe do Bem Estar (que serve para curar), Spartan Xyele (faca que serve para escalar), Lâmina Lunar (espada que serve para quebrar coisas) e a Glaive da Colheita (serra que serve para cortar plantas). Pois é nosso mano Kratos está com uma caralhada de coisas, afinal ele precisa de um monte de habilidades para termos um mapa gigante que vai ser desbloqueado aos poucos. Não que isso seja uma reclamação, pois essa é a mecânica principal desse tipo de jogo e ela é inegavelmente divertida. Sim, divertida, assim como esse game. Não posso vir aqui e dizer que não me diverti com esse cara de forma nenhuma, já que ele junta tudo o que tem de melhor no estilo a que se propõem. Ele tem um mapa coeso e fácil de navegar, libera as habilidades de uma forma que você está sempre buscando novas áreas, tem o desafio na medida e te recompensa se não tiver preguiça de fazer backtracking. Eu acredito que ele poderia ter menos tranqueira para ir pegando no caminho, mas não vou dizer que fiquei entediado em nenhum momento. O combate começa bem esquisito e filha da puta, mas depois que pega a manha de tudo, você se torna uma maquina de matar capirotos. Ainda mais com os upgrades, que podem deixar Kratos quase imortal. Volto a dizer que estava muito afim de jogar um Hack and Slash raiz e isso aqui não me deixou super animado em nenhum momento. Só que eu seria maluco se desse nota merda, sendo que essa parada é super competente e bastante divertida.
NOTA: 2.3

Barulhama
Não curti tanto a mistura.
Aqui faltou aquela leve originalidade. O mano Bear McCreary tentou fazer o esquema ser uma mistura dos temas Gregos dos jogos originais com temas frenéticos do estilo metroidvania e para mim ficou genérico. Sério, não parece em nenhum momento que estamos jogando um GoW Grego. Parece que estamos simplesmente jogando algum metroidvania sem relação com nada. Não me entendam mal, as músicas não são ruins e nós até cantarolamos as mesmas diversas vezes. Elas só não combinam com as outras da série da Grécia. Por mim, podia simplesmente ter reusado tudo que estava sussa demais. Era jogar no fácil e evitar essa lapada gratuíta que acabei dando nele. Não que melhorando a trilha também estariam todos os problemas resolvidos. Para tirar 10 mesmo, teriam que minimamente também redublar a coisa toda em PT-br, que o trabalho foi feio. É voz que não combina, tom de voz errado, adaptação muito moderna, vozes muito baixas e personagens falando uns por cima dos outros, que é difícil de ver. Porra, a dublagem do 2018 e do Ragnarok são tão fodas, o que rolou aqui será? O jogo é menor, é um spin-off, é despretensioso, mas não precisava dessa porquice. Chatão!
NOTA: 1.0

Batom no Porco
Peguei essa sacanagem aí.
Vou começar dizendo que esse carinha aqui demorou um pouco para me pegar. Comecei achando estranho para caralho a movimentação dos NPC’s e fiquei meio enojado com essa saturação cor de mijo. Estava prontinho para vir aqui e dizer que tudo era mais feio que dar em mãe, que parecia que uma criança retarda tinha desenhado essas pixel-art e que alguém com derrame tinha pintado tudo. Estava realmente com sangue nos olhos. Aí o tempo foi passando, fui reparando nos sprites dos inimigos, nos detalhes dos mapas, no trabalho de paralaxe dos cenários e nas fodasticas pixel-art de certas salas e a parada clicou comigo. Na moral, aqui eu ia cometer quase um assassinato, se viesse falar mal. A coisa toda poderia ser mais puxada para a Grécia do que é, mas não dá para dizer que é feia. Ainda mais se você um dia já tentou aprender pixel-art como o idiota que vos escreve e sabe o trabalho que dá. Esse jogo está longe dos melhores jogos nesse estilo do PS1 e do SNES. Mesmo assim, ainda é muito foda e merece todo respeito e adimiração. Se você tem uma certa aversão na primeira olhada, como eu tive, só te digo uma coisa: Tenta de novo, que uma hora a beleza vai vir. É meio que nem aquela sua colega de trabalho que se arruma bem na festa de final de ano e você depois de 2 latinhas já começa a ver a peculiaridade de suas formas.
NOTA: 2.3

Fator Nostalgia
Tem como não.
Aqui nem se eu quisesse muito, tendo em vista que esse jogo foi lançado no exato ano que escrevo esse texto. Inclusive, esse é o primeiro game que trago para o site e que está nesse cenário. Normalmente cubro as franquias completas, então dificilmente rola esse tipo de situação. Que venham mais pela frente e que as franquias não morram de uma hora para outra como tantas que trouxe.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque é sim um puta jogo no estilo metroidvania. Não traz nada de novo, não é de forma nenhuma inovador e poderia muito bem ser um Blasphemous 3 se trocasse de skin. Mesmo assim, vale a pena a playada se você curte esse estilo de jogo. Não vale a compra do PS5 como esse idiota aqui teve que fazer, mas vale se você já o tem como console principal e se quer dar uma brincada com Kratos em outros estilos.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Honestamente só vejo motivos bestas para não jogar, mas vamos a eles: não vale jogar se você é um idiota que não gosta de pixel-art; não vale a pena jogar se você tem que comprar um PS5 devido a sua exclusividade; não vale a pena jogar se você está cansado de jogar games onde os chefes tem 3 fases e você tem que morrer um monte até aprender seus padrões; não vale a pena jogar se você não curte ficar tendo que voltar toda hora nas mesmas salas, pois o jogo bloqueia o progresso excessivamente; e por ultimo não vale a pena jogar se você está procurando algo que dê mais profundidade para nosso vingador Espartano, já que esse mano tem o final mais broxante que já vi na vida, 0 emoção e o chefe final não empolga nada.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 32:18:08 (para 68% de progresso) 39:11:50 (para 95% de progresso) |
| Save State | 0 (mas 7 depois do zeramento) |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 43 (aqui temos que morrer e se fuder para aprender, não tem jeito não) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Zeramento no modo Espartano (nada mudou aqui) Todos os Objetivos (faltou treinos, lores e umas quests aqui e ali) Upgrade das Habilidades (faltou uma de 50K de orbes) Poço das Agonias (nem cheguei a ver do que se trata) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.3 |
| Playada | 2.3 |
| Barulhama | 1.0 |
| Batom no Porco | 2.3 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 6.9 |
| Dificuldade | no início você vai apanhar bem, mas depois vai melhorar |
| Resultado | |
| Conclusão | é um jogo muito competente, com uma trama fraca e gameplay divertida |