
God of War 3
God of War 3 é o terceiro game da saga de porradaria da Sony e encerra a jornada de vingança do mano Kleiton contra os Deuses do Olimpo. Temos 4 spin-offs para esse período Grego, eu sei, mas o grosso são mesmo os 3 primeiros. E é aqui que o desfecho rola e não sobra pedra sobre pedra na Grécia antiga. Na moral, aqui a gente mata uma boa parte do Panteão de Deuses, Titãs e semideuses como Hércules. Não sobra nada para os betinhas e todo mundo é alinhado no soco. E é aquele soco de retardado sabe, sem medir direito a força e sem medo de quebrar o próprio braço. Sério manos e minas, Kratos aqui não derrota os Deuses, ele os transforma em carne moida de melhor qualidade. Puta, aqui não vou esconder que vou ser um puta fanboy, já que perdi a quantidade de vezes que me masturbei com a cena inicial desse jogo. Essa porra para mim é o jogo mais épico da vida. Já playei melhores, confesso, mas mais grandiosos não. Aquela batalha contra Cronos está gravada na minha alma e a recordando agora para o post sigo no sentimento. É, aqui vai ser o ápice da babação de ovo, afinal esse game para mim é o ápice dessa saga.
Ficha Técnica
| Publisher | Sony Computer Entertainment |
| Desenvolvedor(es) | Santa Monica Studio (aqui nem é mais pagação de pau, é amor verdadeiro) |
| Diretor | Stig Asmussen (que não é parente do Rasmussen) |
| Produtor | Steve Caterson Yumi Yang |
| Designer | Derek Daniels (esse é pika) |
| Artes | Andy Park |
| Músicas | Gerard Marino Ron Fish Mike Reagan Cris Velasco Jeff Rona (voltamos a subir) |
| Plataforma | PlayStation 3 PlayStation 4 (também podia sair na Steam) |
| Lançamento | PS3 – 16 de Março, 2010 PS4 – 14 de Julho, 2015 |
Resumão para não ficar perdido
A pancada de brigadiano do momento começa logo após o término do segundo jogo, quando mano Kratos chega no Olimpo pronto para comer o cu de geral junto com seus amigos Titãs. Que não são a banda, mas sim os antecessores dos Deus Olimpianos. Desculpem, mas esse spoiler tenho que dar, já que a parada começa desse ponto. Depois de uma porradaria ferrada e muita morte, nosso mano Kratos e Gaia, a líder atual dos Titãs, chegam a Zeus, que é o maior alvo do I will my revenge. Uma treta rola entre o trio, mas o Deus dos raios é malako o suficiente para derrubar os dois opositores do Olimpo, ao passo que Gaia consegue se salvar da queda às custas de Kratos. Que acaba indo parar nos domínios de Hades, onde perde seus poderes adquiridos e adiciona mais os Titãs na lista de FDP. E assim é iniciada uma nova peregrination para voltar ao Monte Olimpo e dar uma surra de pau mole em Zeus. Peregrination que não vai ser fácil, já que o caminho vai ser cheio de tretas com criaturas mitológicas, vai rolar muita matança de Deuses e nosso mano vai receber uma ajuda super suspeita de Atena. Ajuda essa que consiste em encontrar a única arma que pode matar um Deus, a chama do Olimpo. Chama que tem relação com a caixa de Pandora, a própria Pandora, que é uma pequena mocinha por quem Kratos se afeiçoa, e o mal que afligiu os Deuses tanto no passado como no presente. Resumindo, uma puta tragédia Grega para Homero nenhum botar defeito.

Lorota
Não é só porradinha não.
Caras, como odeio esse consenso de que a trilogia Grega de God of War tem uma história fraca e até simplória. O foco é mesmo a gameplay com batalhas épicas, mas nada disso funcionaria se você não criasse um grande vínculo com o personagem trágico que é Kratos ou sentisse o peso das suas ações. Aqui nesse game o conceito de causa e consequência é explorado ao extremo e só quem é tonto não consegue perceber o que o ciclo de ódio desenfreado pode causar. Você matar um Deus e logo na sequência ver os males que afligem a humanidade sem a sua presença, sendo que tudo isso só está acontecendo por suas ações no game, é algo muito foda. Se tivéssemos poder de escolha ia ser muito mais imersivo, eu sei, mas ainda acho muito bom como a trama se desenrola aqui e não acho que tenhamos nada de fraco ou simplório. Porra, eu me emocionei para caramba no final do jogo, mesmo já sabendo o que ia rolar. A dor que Kratos amarga por ter matado sua família é algo tão real, que a gente sente como se fosse alguém conhecido. Isso torna o esquema perfeito? Não, está longe de ser e isso eu consigo admitir. Falta um pouco de desenvolvimento nos vilões, incluindo Zeus, para a gente sentir a raiva necessária para amassar o controle como o gameplay pede. Os caras são filhas da puta, são, mas a maioria das filha da putisse acontece fora de câmera ou em textos. A gente sente que os Deuses são arrogantes, mas não a ponto de ter asco por eles e até se sentir feliz com o massacre dos mesmos. Outra coisa que acho pouco desenvolvida é a relação entre Pandora e Kratos. Entendo o cara que perdeu a filha de modo trágico se afeiçoar por outra menina que precisa de ajuda, mas falta uma conexão maior. Tiro por base a relação de Joel e Ellie em TLOU, que sei que é uma sacanagem de comparação, mas que consegue dar tempo da relação florescer, algo que aqui não rola. Também acho meio jogado o poder da esperança que é apresentado mais para o final, até porque o sentimento maior no nosso fantasma é a raiva, mas é um clichê que até consigo engolir. Mesmo assim ainda continuo achando essa história muito boa e ela funciona bem para mim. Aqui até puxei mais para cima a nota, primeiro porque amo esse jogo e segundo porque é um bom fechamento de saga. Tem um cliffhanger safado para uma continuação na cena pós-crédito, mas é um bom fechamento. Ainda saiu 2 jogos com essa mesma trama, mas é um bom fechamento. Parem de ser tão chatos com pequenos detalhes e deixem o tio nostálgico aqui ser feliz.
NOTA: 2.0

Playada
A porradaria de maior qualidade.
Já não é de hoje que digo que gosto muito da play de GoW – pelo menos esses que são hack and slash – e que jogaria isso para o resto da vida. “Ah, mas o jogo é a mesma coisa que os outros, não tem novidade”. Primeiro, sim, isso em parte é verdade e para mim azar, e segundo não temos grandes inovações, mas temos o modelo mais refinado de todos. Isso aqui é o suco do suco do suco do melhor que daria para fazer em termos de jogo de porrada contra monstrão gigante e apertação de botão na hora certa. Manos, eu nem tenho palavras para comentar o quanto essa porra é divertida e épica – para repetir mais uma vez o uso da palavra. O nosso mano Kleitão está com tudo e a sensação de poder que você tem é indescritível. Pode aparecer um Titã de 100 metros de altura e a gente tem a certeza que dá para encarar sem medo de ser moggado. O novo arsenal do Espartano conta agora com uma separação clara entre itens e armas, fazendo a gente variar entre as coisas de forma muito mais simples e dando aquele dinamismo no combate. As magias agora estão atreladas às armas o que também permite uma troca maior de estilo dependendo da ocasião. Quer meter golpe reto usa X, quer golpe curto usa Y, quer golpe em área usa Z. Parece pouco, mas jogando isso dá uma boa facilitada dependendo de quem vai ser o bicho a entrar no moedor de carne. Desta vez a gente conta com as Blades of Exile (com a magia em área Falange de Esparta) – que nada mais é que as facas com correntes de sempre -, com as Garras de Hades (com magia de sumonar um inimigo), com as Manoplas de Hércules (com magia de onda reta) e com o Chicote de Nemesis (que não lembro a magia, mas deve dar choque) como armas e o flamejante Arco de Apolo, a luminosa Cabeça de Helios (sim é a cabeça arrancada do cara mesmo) e as velozes Botas de Hermes como itens. Bom salientar que todo o arsenal serve também para resolver puzzles, algo que vem já do 2, mas que aqui chega no supra sumo do bom game design. Quebrar coisas com a manopla, queimar coisas com o arco e andar nas paredes com a bota parece pouco, eu sei, mas são gimmicks que dão um grande sabor. Ainda mais sendo que os itens também servem para o combate usando uma nova barra amarela que tem um tempo de recarga (cooldown) e podem ser upgradadas como a vida e a magia. Ainda dá para levar em conta novas adições como QTE’s durante ataques inimigos, rotacionamento de objetos agarrados, pilotagem de inimigos grandes por um período de tempo, Kratos se sujando de sangue durante as tretas, inimigos quebrando pedaços e o novo Rage com a espada que parece de fato ser muito mais poderoso. Sei que isso tudo são coisinhas pequenas, mas são coisinhas pequenas que fazem a diferença e calam o povo que diz que não tem nada novo. Posso não ter convencido vocês de que esse jogo tem a melhor gameplay de todos os tempos, mas no meu coração ele tem. Tem umas coisas que ainda não curto, como QTE que dão game over direto, ou partes onde fica no trilho só desviando de obstáculos, ou até os pulos que às vezes parecem parar de funcionar antes do momento. Mesmo assim acho esse cara o melhor dos melhores e jogaria para sempre como já disse. Toda a grandiosidade, toda a ambientação, todo o sentimento, puta, vou ter que parar por aqui senão vocẽs vão acabar me estranhando e até achando que vou abrir um Only Fans para brincar com amigos.
NOTA: 2.5

Barulhama
Um grande show de gritaria.
Aqui é realmente mais do mesmo e não tenho como contra argumentar. Até tirei um deciminho para vocês verem como eu sou um cara justo. Ainda segue foda, empolgante e combina mais que feijão com arroz? Sim, mas temos a mesma trilha requentada de gritaria grega e um monte de tambor batendo aqui e ali. Cabia sim umas músicas novas e até mais enervantes, eu confesso.
NOTA: 2.3

Batom no Porco
Dava para dar 100.
Puta, quando a gente achava que não dava para fazer melhor, os caras foram lá e provaram que dava. Aqui as coisas são 10 vezes maiores, 10 vezes mais bem coreografadas, 10 vezes mais deslumbrantes e 10 vezes mais cinematográficas. É tudo tão bonito e emocionante que às vezes morremos só por ter desviado demais a atenção nas batalhas. Todo o estilo artístico está no auge e é cada batalha bem engenhada que qualquer game designer fica de pau duro. Tudo está interconectado de uma forma simples que você sabe onde vai chegar antes mesmo de estar perto. É um sentimento de profundidade que só esses caras sabem fazer. As batalhas contra Poseidon, Cronos e Hades são as coisas mais fodas que já joguei e nem consigo descrever bem se tratando de arte. É procurar por wallpaper de GoW 3 para vocês verem que o jogo inteiro é uma obra prima Grega. O único ponto que reclamo mesmo é não poder pular as cutscenes, incluindo a de abertura antes mesmo do jogo ir para tela título. Não é algo que estrague nada ou tire pontos, mas poderiam ter facilitado pelo menos em um new game+. No final isso aqui segue ainda hoje sendo uma das maiores direções de arte que existe.
NOTA: 2.5

Fator Nostalgia
Sempre será um grande amor.
Aqui não vou poder pegar leve não, até porque esse jogo foi o que mais joguei em toda a saga. Tanto que rejogando agora, lembrava de cada cantinho e o zerei bem rápido. Acredito que já tenha comentado que comprei o PS3 na época para jogar esse cara e ainda sigo sem arrependimentos sobre essa escolha. Porra, me lembro como se fosse hoje a sensação que tive quando coloquei para iniciar essa naba. Os Titãs subindo, os Deuses vindo fazendo Hero Walking indo para porrada, Kratos lutando nas costas de Gaia e depois fazendo a cara do Poseidon virar purê de geleia. Caralho!! CARALHO!!! CARAAALHOOOOOÔÔUUU!!! Isso aqui empolga até mesmo nos dias de hoje. Queria fugir, mas não posso, vou ter que dar uma nota pesada em nostalgia, que isso aqui faz parte da minha história como jogador de games e até como vida. Abração para o Ulisses, que não é o herói Grego, mas sim o cara que zerou GoW 3 comigo a primeira vez e também ficou de queixo caído, seja onde ele estiver hoje em dia.
NOTA: -1.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Aqui não vou responder mesmo, vai lá jogar e nem questiona nada.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Aqui também não vou responder. Esse cara não tem nenhum motivo para não ser apreciado. Confesso que nos dias de hoje não é tão simples jogá-lo e dependendo a experiência vai ficar bem longe do original. Mesmo assim, vão e não pensem. Não é perfeito, eu sei, mas é muito bom e me nego a dar algum defeito que o faça ser uma perda de tempo.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 09:12:54 (diminuiu, mas eu lembrava de quase tudo) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 36 (sigo caindo para o infinito e além, mas algumas coisas foram culpa do meu PS3 plus) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não lista: Zeramento no modo Titan (sigo onde dou pé) Zeramento no modo Chaos (já zerei neste, verdade) Todos os Trajes (1 de 6) Challengers (1 de 7, tive saco não) Combat Arena (nem desbloqueei dessa vez) Todos Itens (faltou um maldito) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 2.0 |
| Playada | 2.5 |
| Barulhama | 2.3 |
| Batom no Porco | 2.5 |
| Fator Nostalgia | -1.0 |
| Total | 8.3 |
| Dificuldade | esse aqui é fácil, fácil, ainda tem pegadinhas, mas bem menos |
| Resultado | |
| Conclusão | outro puta jogaço e uma das maiores obras-primas que a industrias nos proporcionou, #saudades |