
Shin SD Gundam Gaiden: Knight Gundam Monogatari
Shin SD Gundam Gaiden: Knight Gundam Monogatari (essa gente não sabe fazer nome pequeno?) é um jogo de JRPG raiz da saga de robôs brigadores espaciais Gundam e o primeiro jogo dessa série que enfim eu consegui fazer final!!! AHHHH EHHHH!!!! Pois sué, cês não sabem a alegria que me deu no coração quando coloquei o cartucho no meu Super Famicom Plus – já que esse carinha é mais um que só ficou nas bandas do Japão – e vi que o esquema era uma cópia deslavada do Dragon Quest. Porra, esse games são carne de pescoço de jogar nos dias atuais, mas o pai aqui tem toda a capacidade de os zerar, afinal é só ter a paciência e o tempo livre para investir no grind que tudo dá bom. Algo que de fato aconteceu, com percalços, mas aconteceu. Vou contar mais daqui a pouco, mas tive que recomeçar esse mano depois de 20 horas de gameplay, para terem noção. Como falei, é só ter paciência e tempo livre. Benefícios de ser um homem de quase 40 anos que não constituiu família. Se bem que aí nem sei se dá para dizer que isso é um benefício. Enfim, sobre o jogo, como já disse, é um RPG clássico e o diferencial é que usa os personagens e robôs do Gundam 1(79). Nada de mais e nem de menos, só está aí para quem é fã, como deve ser com todos os outros jogos dessa saga que vão aparecer porra aqui.
Ficha Técnica
| Publisher | Bandai (aqui dificilmente vamos ter mudanças) |
| Desenvolvedor(es) | Angel (não confiaria nessa info, pois veio do GPTo e não achei confirmação) |
| Diretor | Hiroshi Oginome (dessa vez tem créditos, então temos mais infos) |
| Produtor | Takeshi Yasukawa |
| Designer | Sayuri Kasuya Shinsaku Shimada |
| Artes | – |
| Músicas | Haruki Adachi |
| Plataforma | NES (ou melhor Famicom) |
| Lançamento | 11 de agosto, 1990 |
Resumão para não ficar perdido
Na patifaria da vez estamos em um reino medieval chamado Lacroa, onde humanos e robôs cabiçudos convivem livremente, como se fosse comum uma doideira dessa. Ele em suma é um reino tranquilo, mas acaba por ser ameaçado pelas forças de Zeon, que são uma cambada de mal acabado coordenadas pelo terrível Satan Gundam. O cara é tão, mas tão terrível que até sequestra a princesa do Reino para mostrar que não está de brincadeira. Ele não é o primeiro vilão a sequestrar uma princesa e sabe bem disso, mas isso não podia faltar no seu currículo. Todo vilão que se preze sequestra alguém, além de tentar dominar o mundo ou ainda tentar despertar algum poder que não consegue controlar dando uma merda geral. Com o sequestro da princesa, nosso heroi é então invocado para o trabalho e conhecemos Knight Gundam. Que tem cara de besta, mas na porradaria não tem limites, ainda mais depois de encontrar as armas sagradas espalhadas por Lacroa, que não é de onde vem os Lacradores, que fique claro. Óbvio que ele também não consegue ir sozinho para a treta, como é de costume, pois nem todo herói é um exército de um homem só. Nosso mano Gundam conta com ajuda do porradeiro Guncannon, do mago Guntank, da clériga Sayla – que está atrás de seu irmão perdido Char -, do guerreiro Amuro, do guerreiro mágico Sleggar e do artista marcial Nemo. Mesmo em grupo a treta é feia, afinal os guerreiros demônios máquina de Zeon são dureza e a turma acaba descobrindo que o buraco vai ser muito mais embaixo do que apenas o Satan. Pois é, não sou um profundo conhecedor da hierarquia capetal, mas tudo indica que o Belzebu, o Lúcifer, o Pazuzu, o Mochila de Criança, entre outros, podem ter cargos melhores no inferno. Será que lá é por tempo de casa as promoções ou por competência? Será que tem cota para aumentar a diversidade da parada? Será que o chefe é daqueles malucos que sobe o Everest e publica dicas de alta performance nas redes sociais? Dúvidas válidas, que ficam para alguém que conheça mais responder aí para gente.

Lorota
Habemus história.
Já não era sem tempo termos um jogo com trama nessa bagaça, né mesmo? Porra, os caras já tinham bastante material para adaptar em 1990 e estavam nessa putaria de jogo focado só em gameplay. Isso quer dizer que é usado algum anime, OVA ou filme como base nesse jogo? Não, mas também não dá para querer tudo. Esse jogo usa quase todos os personagens do anime de 79 e versões SD dos robôs mais icônicos – como o próprio Gundam e o fodástico Qubeley -, mas a trama em si não tem nada haver. Cai toda a trama pesada de guerra e política e entra um cenário fantástico de fantasia. O que em primeiro plano parece não fazer sentido, e no segundo menos ainda, mas funciona. Tenho que confessar que isso ainda segue sendo um puta desperdício ao meu ver e acabei tirando pontos do quesito por esse motivo. A proposta é ser uma versão de DQ ou FF com os robôs, mas o que queria mesmo era algo mais próximo aos dramões mais adultos que vi nos animes e tanto acho foda. Não era mesmo comum ter tramas tão densas no período que esse cara saiu, mas acredito que nada impedia de terem feito algo mais ousado que poderia ser lembrado até os dias de hoje. Enfim, ainda sim, como disse, a proposta foi comprida ao se falar de história e no geral o esquema é bem divertido e impulsiona a gente querer ir para frente. Falta desenvolvimento dos nossos personagens, falta motivação para os vilões, falta construção de mundo, o que faz o jogo receber uma nota meia bomba, mas não zerar o quesito. Podia até ter pegado mais pesado, mas estou tão feliz de ter uma trama que vou ficar em uma notinha mais camarada. Nada espetacular, mas de bom tamanho para a aventurinha leve e divertida que é apresentada. Ah, também acabei tirando um décimo por esse jogo safado terminar com um cliffhanger fazendo de tudo para virar franquia. O que deu certo, analisando a lista dos próximos games, mas mesmo assim é muito do jaguara.
NOTA: 1.2

Playada
Rolou uma safadagem aqui.
Bem, aqui o meu trabalho vai ser facilitado, já que temos um JRPG raiz do raiz cheirando a mofo e com uma carinha de cópia de Dragon Quest. O esquema é exploração de cidades e dungeons, conversa com NPC para pegar dicas das quests, lojinhas de itens e equips, progressão com XP, novas habilidades ao passar nível, batalhas em turno em primeira pessoa, batalhas randômicas e tudo o que era padrão para jogos desse tipo e dessa época. Outra coisa que também segue o padrão são as limitações e erros de design, como o excesso de batalhas random, como nossos personagens errando golpes toda hora – não tem erro em magia como DQ 2, mas aí também já é passamento -, como dano espalhado em grupos de inimigos fazendo as lutas durarem mais, como atacar espaço vazio se o inimigo de alvo tiver morrido antes do ataque – pique Final Fantasy 1 para quem jogou -, como apenas 8 itens por personagens contando os equipamentos, como farm pesado e como todas as ações serem via menu – Falar, ver status, usar magias, usar itens (ferramentas) e procurar coisas – já que temos poucos botões no console. Inclusive é bom salientar que em um post hoje já privado do DQ 1 comentei que nem tem tanta diferença ter botões de ação ou ir via menu e queria poder voltar no passado e dar na minha cara deslavada. Porra, que bom que dei uma repaginada no projeto e pretendo jogar multiplas versões dos jogos, que esse caso é o clássico idiota que não sofreu na pele uma limitação caguejando pela boca. Hoje só posso me sentir envergonhado, pedir perdão por ser homem e dizer que sou um gamer nutella em desconstrução. Prometo que vou ir no máximo de experiências que o tempo permitir e sentir na pele essas limitações da época. Que inclusive até que são bem dribladas nesse carinha aqui, viu? Pois é, fiquei muito surpreso com algumas qualidades de vida que esse cara tem. Tipo, o game te bloqueia em certos pontos para você não ficar perdido onde tem que ir ou tomar pau de inimigos muito mais fortes que você, ele tem um sistema de auto battles, tem um item que marca pontos nas dungeons, tem um item que avisa quando você chega a um valor acumulado de ouro evitando abrir toda hora o menu, tem um item que é um aviãozinho de papel que mostra o que vem pela frente no mapa mundi para evitar ir para becos sem saída e tem ajuda de um membro da party que está na reserva durante as batalhas – já que o grupo em si é de até 4 personagens -, sendo controlado pela CPU – que é bem útil para falar a verdade, até usando magias de cura. O game tem até um sistema de coleção e batalhas de cartas chamado Carddass – que é baseado em um jogo de cartas da própria Bandai – para terem noção! Sim, as cartas são gastas ao serem usadas nas batalhas e as batalhas são só o modo de combate normal usando CPU’s, mas tem. Esse modo inclusive é um bom modo de obter XP, já que você pode enfrentar chefes via cartas sem correr o risco de sofrer Game Over. Confesso que me dá medo pegar um jogo dessa época e sinto um frio na espinha ao entrar em qualquer dungeon, mas no final acabo quase sempre me divertindo. Parece síndrome de estocolmo, eu sei, mas ainda me sinto feliz jogando esses games mais direto ao ponto. Dito isso então vocês devem estar imaginando que vou dar uma nota boa para o jogo então, não é? E sim, essa era a ideia, se esse PUTO, FILHO DE UMA VACA HOLANDESA COM TETAS ENORMES, não tivesse me ferrado e feito ter que reiniciá-lo depois de mais de 20 horas de play. Essa bosta tem um Softlock que te prende se você gastar um ingresso de teatro antes da hora. Pois é, você consegue o ingresso, entra no teatro, o ingresso é apagado do inventário, você sai do teatro e nunca mais consegue entrar. Aí chega na quest que obriga você entrar na porra do teatro, que na real parece um bordel, e você tem que reiniciar o jogo, pois não tem outra forma de entrar no esquema. Custava, me diz, custava ter um passe livre depois da primeira vez? Era uma flag em um endereço de memória!!! Tira essas porras de cartas então, me coloca essa flag e não me faz perder todo o meu progresso o MERDA!!! Puta que raiva meus amigos e minhas amigas. Pensei durante um final de semana todo se iria reiniciar essa naba ou “zerar” pelo Youtube. Decidi zerar de verdade, mas com uma condição, que é zerar o quesito playada. E está aí, zero na cara dele para aprender a deixar de ser trouxa. Se ele tivesse mais de um slot de save a coisa poderia ser remediada, mas lembrem-se, 1990. Não uso save states para ter a experiência mais próxima do real e está aí. Tomei no cu e gerou todo esse climão. O jogo merecia pelo menos uns 1.5, mas levou um 0. Que bagunça!!
NOTA: 0.0

Barulhama
Dureza.
Como que faz para não ser escroto e esculhambar a trilha sonora que é meia dúzia de barulhinhos de celular do tempo do nosso pai alcoólatra? Foda. Confesso que passei mais de 70% com esse jogo no mudo e escutando alguém falando sobre a briga do Nando Moura e o MBL. Porra, é muito melhor saber que nosso Malakoi do Hebraico tinha um grupo de ódio contra as felinas que a mesma musiquinha em todas as cidades que eu passava e não me trazia nenhuma referência dos animes. Muito melhor ouvir todos os áudios expostos pela felina roliça que os mesmos “acordes” nas milhares de batalhas que eu fiz. Melhor perceber que os irmãos de batalha estão sendo ludibriados pelo sumiço do mago das tempestades que a mesma música de dungeon que não me faz sentir que estou adentrando as entranhas do mal. Pois é, no final acabei não conseguindo não ser tão escroto e vou seguir sendo na nota. Na boa minha turma, tem uns jogos dessa época que conseguem fazer algo minimamente interessante. A repetição é normal, mas com músicas chatas não tem como tankar. No final deixo a recomendação da treta, afinal a gente gosta de fofoca. O post vai ficar datado, eu sei, mas é por uma boa causa.
NOTA: 0.5

Batom no Porco
Aqui nem precisa passar pano.
Nem pense em vir me criticar que eu vou dar nota máxima sim!! Não, não é passada de pano e prestem atenção no que digo. Esse mano aqui tem muitos méritos em termos artísticos e não estamos falando simplesmente de um exagero de alguém que foi pego na estratégia safada de usar os personagens do anime como fã service. Poxa, esse carinha já começa com uma “cutscene” mostrando o sequestro da princesa e nosso mano Knight farmando aura em cima da montanha. Não é para qualquer um isso!! Sem falar dos recaps de história que acontecem a cada vez que você volta para jogar, que não te deixam perdido no rolê. Se abertura já era raro, imagina cena de o que aconteceu até o momento? Muito foda. E temos também outras ceninhas que rolam nos eventos importantes, como por exemplo o nosso robô se tornando super fodão – que é a imagem que segue logo abaixo -, que deixa tudo ainda mais saboroso. Viram, tem um monte de coisas fodas em termos artísticos como disse. Claro, não vou negar que usar os personagens dá aquela boa pegada no coração, que não sou maluco. Ter um Zaku goblin, um Gundam mago, um Qubeley morcego ou elemental de fogo, faz qualquer fã da série ficar de pau lá em cima, não tem jeito. Não faz nenhum sentido eu sei e até já comentei isso, mas ainda sim é muito massa. Ainda mais levando em conta que a maioria dos sprites são tão bem feitos que você reconhece tudo logo de cara. Só não vai reconhecer as referências quem tem problemas com drogas que causam esquecimento. Viram, é 10/10 como disse e não tem discussão.
NOTA: 2.5

Fator Nostalgia
Coração mais tranquilo de novo.
Nem preciso comentar que nunca nem tinha visto esse mano aqui. Mas preciso comentar que agora estou mais tranquilo com a “análise”, já que pude aproveitar bem mais o jogo. Não sou contra games sem história e focado em mecânicas, mas confesso que eles tendem a não ser tanto do meu agrado. Pode ter foco na gameplay, mas pelo menos me dá um modo campanha para me divertir. Tive meus percalços com esse carinha como deixei claro, mas pela primeira vez posso dizer de corpo e alma que pude me divertir com um jogo da saga Gundam. Ou seja, posso dizer que fui desvirginado na saga e que a partir de agora tenhamos mais jogos desse tipo.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Aqui é apenas se você for fã de JRPG com pelos nas orelhas ou se for fã da saga de robôs guerrilheiros. Ele é uma cópia de Dragon Quest muito bem feita, até o superando em muitos aspectos, e tem referência a tudo que é coisa do anime de 79. Tem Amuro Ray, tem Frau Bow, tem Sayla Mass, Char Aznable, Lalah e muita coisa para deixar a gente que ama essa porra rebolando lentinho no colo da Bandai. No final é sim um joguinho decente e se você não tiver preconceito com velharia pode se divertir. Só lhe recomendo dar uma seguida em algum guia para não ficar perdendo tanto tempo no esquema e acabar se frustrando. E também para evitar o bendito softlock!!
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque além de ser um game já bastante datado, tem um sistema de combate que é só bater e curar e está totalmente em Japonês. Existe uma tradução de fã na internet, mas confesso que não consegui usá-la e sendo só em em Japonês tive dificuldade em entender as dicas dos NPC’s. Muitas vezes tive que recorrer a um guia para dar uma direcionada e não foi pouco o tempo que gastei indo em tudo o que era lugar para ver se o negócio andava. No final sem a tradução ou sem o guia não rola. Ou até rola, mas vai levar um tempo que ninguém está afim de perder, se tratando de um game esquecido no tempo e cheinho de poeira. O softlock dá uma boa atrapalhada também, mas nada que reiniciar não resolva.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 20:30:00 – na primeira tentativa 27:30:00 – na segunda tentativa 48:00:00 – no total (as vezes me pergunto o que estou fazendo com a minha vida e não acho resposta) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 5 (tive que dar uma direcionada como comentei e não pude viver sem a lista de itens/magias traduzidas) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 0 (já estou calejado com jogos desse tipo) |
| Zeramento | sim (grazadeus) |
| 100% | não Todas as Cartas (nem anotei quantas peguei, já que elas gastam) Castelo Laranja (pelo que vi é um paraíso das cartas, só que fica em uma ilha sem acesso) Túnel Infinito (é um túnel que fica atrás de um labirinto infinito e que não entendi como driblar) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.2 |
| Playada | 0.0 |
| Barulhama | 0.5 |
| Batom no Porco | 2.5 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.2 |
| Dificuldade | para quem não tem paciência para grind é carne de pescoço |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo simples e direto ao ponto, que tende a divertir se você não se importar com limitações e erros de design |