
SD Gundam Gaiden: Lacroan Heroes
SD Gundam Gaiden: Lacroan Heroes é mais um jogo de RPG dos robôs gigantes da Bandai e a continuação de Shin SD Gundam Gaiden: Knight Gundam Monogatari? Eu acredito que sim, mas confesso que não consigo afirmar. Ele segue a mesma jogabilidade, tem os mesmos personagens e o mesmo vilão. O que abre brecha tanto para ser uma continuação como uma outra versão. E isso importa de alguma forma? Não, nem um pouco, até porque eu sei que ninguém vai pegar essa velharia aqui. Também sei que eu não deveria estar pegando. Na moral, todo mundo vazando coisas de Resident Evil Requiem pela internet e esse tonto aqui gastando tempo de vida com jogo antigo que não tem nenhum apreço pelos nossos sentimentos. Às vezes eu realmente não consigo compreender minhas próprias ações. Se estivesse jogando no Tigrinho, fazendo conteúdo com Tadalafellas ou vendendo cursos de IA até dava para entender. Agora isso aqui é complicado de explicar.
Ficha Técnica
| Publisher | Bandai (como já havia adiantado vamos seguir com essa querida) |
| Desenvolvedor(es) | Human Entertainment (isso aqui também veio do GPT, mas é mais confiável) |
| Diretor | – (ninguém quis assumir o BO) |
| Produtor | – |
| Designer | Kazunori Iida Mitsutoshi Kiyono |
| Artes | Hyuuma Kichijouji Yasuyuki Kataoka |
| Músicas | Takahiro Wakuta |
| Plataforma | GB (e lá morreu) |
| Lançamento | 06 de outubro, 1990 |
Resumão para não ficar perdido
Na patifaria da vez, acompanhamos novamente Gundam Knight e amigos que continuam com o objetivo de derrotar Satan Gundam e seus lacaios mal acabados de Zion que fugiram. No meio da busca, nossa manolada chega no mundo de Suda Doaka. Que é um mundo onde também Gundam cabiçudos e humanos convivem e também tudo está indo para o caralho devido a Zion. O que é um prato cheio para a nossa party resolver 2 telhados com uma mesma machadada, ou seja, salvar Suda e derrotar Zion de uma vez por todas. E é isso? É, é isso mesmo. Só como disse antes não garanto que o esquema é uma sequência. Os vilões fogem no anterior e Gundam parte atrás deles, mas nada indica que isso aqui seja isso. Só resolvi acreditar do fundo do coração, para ficar mais bacana e sugiro que todos façam o mesmo.

Lorota
Habemus a mesma história.
Já começo dizendo que nesse carinha aqui tive o quesito trama bastante comprometido por estar somente em Japonês. Sim, o anterior também estava 100% em Japa, mas o Google Lens lá conseguia minimamente traduzir as coisas de um jeito entendível. Algo que aqui não rolou, ficando tudo confuso para caramba. Não que isso mude algo, pois a história segue sendo um grupo de aventureiros indo derrotar um grande vilão que está trazendo tudo que é tipo de nojeira para o populacho, mas deu uma leve atrapalhada. Segue sendo difícil cobrar muito o quesito trama em games dessa época. A aventura começa, vamos encontrar personagens no meio da jornada que não são desenvolvidos, vamos resolver um monte de tretas sem saber o real peso das nossas ações no mundo e tudo vai acabar depois de dar uma bicuda no cu do vilão. Precisa de mais? Na real precisa, mas levando em conta a época, o bendito contexto e a bendita proposta, tudo está dentro do esperado. Só tirei uns pontos porque a trama me deixou mesmo confuso se estavamos falando de uma continuação ou se era apenas a mesma trama em uma nova roupagem.
NOTA: 1.0

Playada
Rolou uma nova safadagem aqui.
Bem, aqui dá para encurtar bastante o caminho do texto dizendo que ele segue a mesma coisa que o jogo anterior. JRPG raiz, bruto e grosso até dizer chega. Dá até para comparar com um matuto do interior que nunca viu luz elétrica. É de se esperar que na verdade ele seja mais limitado que o mano mais velho, já que está em um portátil, mas na real não é o que rola. Ele tem limitação forçando a gente apertar o botão de cancelar ao acabar os diálogos ao invés de usar o mesmo de ação, mas o resto até que trás melhorias. Começando justamente por ter botão de ação e não tendo que abrir o menu principal. Volto a reforçar que isso faz uma puta diferença no final das contas e que estava errado quando disse ao contrário. São poucos segundos poupados, mas em um jogo antigo com grind foda, são segundos valiosos. Segundos valiosos que também são ganhos com a implementação do botão de correr e a possibilidade de voltar atrás no menu. Na moral, era um saco você entrar no menu errado depois de passar por 15 telas e ter que voltar tudo do início no jogo de NES. Obrigado mesmo para quem implementou esse simples callback. Obrigado também para quem colocou lojinha de store de itens não mais usado, que era foda levar um monte de tralha que a gente não sabia se poderia descartar ou não. Podia ser maior o espaço? Podia, mas entendo que o preço do MB era bem maior nessa época do que é hoje em dia. No final os caras tinham mesmo que balancear as escolhas se tratando de um tempo onde qualquer endereço de memória fazia diferença. Tipo, eles escolheram colocar a opção de acampar em qualquer lugar para recuperar HP/SP (MP), mas agora não pode mais salvar em qualquer lugar. Era bom salvar antes de tomar um pau de um chefe e recomeçar nas barbas dele? Era, mas nesse caso confesso que prefiro mesmo chegar com o pau torando, pois acredito que isso dê mais chance na empreitada. Ainda mais se tratando desse tipo de jogo que tende a estourar o nosso botico antes de chegar no Boss, que às vezes nem é tudo isso. E por falar nisso, é aqui que temos o ponto que faz esse amado joguito perder seu 10/10 no quesito. Quando pego esse games de RPG mais antigo já me preparo para apanhar muito e ter que meter muito farm. É meio que uma dinâmica comum para a época e que não me desagrada. O foda mesmo é quando chego no jogo e vejo que o farm não é recompensado, ou por ele não aumentar muito os status dos personagens ou por os inimigos darem danos fixos absurdos. Que é o que acontece aqui em Lacroan Heroes. Meus manos, mais para o meio do game vai ter inimigo formiga xumbelenta que vai causar 300 de dano em todos os seus personagens!! Vejam se tem cabimento uma patifaria dessas?! Eu estava no LV 60 demorando 30 minutos para passar de nível e uns caranguejos estavam me dando 450 de dano sem medo de ser feliz. Podem me chamar de covarde, mas depois de um tempo, só fui fugindo das lutas e curando os eventuais danos que sofria nas tentativas falhas de fuga ou nas batalhas obrigatórias – sim, esse game tem tanto batalhas random quanto inimigos no mapa! Entendo que fazer essas sacanagens eram parte de manter os jogadores mais tempo nos games, mas não posso vir aqui e dizer que isso era divertido. Sigo gostando desse estilo de jogo, mas nesse caso aqui não posso dar nota boa, pois uma boa parte da coisa é dolorosa. Tivemos o recente caso de Grandia 3 que aumentou a dificuldade de forma artificial e podemos dizer que esse mano seguiu o mesmo caminho. O primeiro jogo é muito mais equilibrado e divertido na moral. Ele tem um softlock que aqui foi corrigido não apagando os itens de quest? Tem, mas é mais divertido.
NOTA: 1.5

Barulhama
Ainda mais dureza.
Sem perder tempo, mais uma vez mal escutei a trilha do jogo, pois não consegui tankar a barulheira que esse esquema faz. Me julguem, mas não consegui mesmo e estou sendo 100% sincero. A única coisa que mudou aqui é que parei de ver os vídeos de treta do Nando Moura contra MBL, Brigadeiro, André Guedes, Danilo Gentili e contando. Não que a treta em si parou, pois segue firme e forte, só eu que dei uma cansada. Agora peguei uns Podcasts do Cross e do Edson Castro, que foram levemente mais proveitosos. Não que os rapazes não sejam bons, o levemente se dá mais porque os assuntos que escutei não vão mudar em nada o mundo. Assim como o conteúdo desse blog.
NOTA: 0.3

Batom no Porco
Aqui o pano deu uma rasgada.
Me passei dando nota máxima para o jogo de NES? Obviamente. Vocês já me conhecem e sabem que o Otaku fedido tende a assumir o controle quando se trata de estética de anime. Ainda gosto dos sprites dos robôs que foram aplicados naquele jogo e por consequência reaproveitados nesse jogo aqui, mas está longe de ser um 2.5. Eles são bonitos, bem feitos, lembram muitos os robôs e personagens clássicos, mas nada fora do comum como deveria ser um extra classe. Aqui a coisa ainda se agrava com a limitação e o trabalho forte de Palette Swap. Ainda mais se tratando de Palette Swap em um jogo monocromático. Na real, eu só diferenciava os inimigos pelo tamanho do tapão de vagabundo que levava. Outra coisa que ferra bastante são os menus no combate que tendem a se sobrepor demais deixando a gente sem saber quanto de HP e MP nossos manos tem. Para saber isso na real eu tive que ficar indo e voltando toda hora nos menus de seleção de ação. Bem merda. No final vou fazer uma justiça maior aqui do que fiz no outro game. O que, 2.0 é muito ainda? A não, parem com isso. Vocês não vão querer ler 200 mil palavras só para justificar isso, não é mesmo? Acredito que não, então seguimos como 2.0 mesmo.
NOTA: 2.0

Fator Nostalgia
Coração deu uma pesada, mas ainda segue leve.
Como de costume nunca tinha jogado esse cara. Ele cumpre a minha expectativa de continuar sendo algo pelo menos minimamente jogável, então sigo tranquilo. Teve críticas, teve suor, teve sangue e teve lágrimas, mas nada que me fizesse querer desistir de tudo e ir plantar nozes.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Aqui segue sendo apenas para fãs. Não existe nenhuma justificativa plausível para alguém querer pegar esse carinha hoje em dia. Ele repete a história, repete a jogabilidade com leves melhorias, têm limitações em tamanho de dungeons, quantidade de inimigos e escopo e têm uma dificuldade super desbalanceada. No seu lançamento era uma boa opção para quem queria seguir se aventurando com os Gundams fora do console de mesa, mas hoje não faz mais tanto sentido sendo que o outro game é melhor e pode ser jogo em portáteis. Não oficiais, obviamente.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Percebi agora que já dei as justificativas do porque não jogar acima e isso só quer dizer uma coisa: Não vale a pena mesmo perder tempo com essa bosta. Ele não é um jogo execrável, lixo e sem sentido de existir. Só não é para os dias atuais e deve mesmo ficar escondido no fundo daquela sua quarta gaveta que guarda as meias sujas de punheta, cartinhas de magic que você comprou achando que ia ser um pró-player e fotos amareladas que já poderiam a muito tempo terem sido digitalizadas.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 25:10:00 (desta vez foi preciso apenas uma jogada, o que não justifica o tempo perdido) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 10 (aqui a coisa pegou, não entendi a trama e muito menos onde ir) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 6 (mesmo calejado cai em umas várias sacanagens) |
| Zeramento | sim (mas fugindo mais que diabo da cruz de combates) |
| 100% | não Espada do Gundam Warrior (não entendi como pegar) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 1.0 |
| Playada | 1.5 |
| Barulhama | 0.3 |
| Batom no Porco | 2.0 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.8 |
| Dificuldade | esse aqui é dureza e gosta de meter uma sacanagem |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo bruto, selvagem e que está disposto a te ofender sem o menor motivo, melhor passar longe |