
Lunar: Dragon Song
Lunar: Dragon Song é uma grandíssima bosta e sem sombra de dúvidas o pior game que trouxe aqui para o blog. É, já comecei sem paciência nenhuma e o teor da coisa vai ser esse mesmo, que essa trolha não merece nenhum tipo de respeito. As palavras gastas aqui com toda a certeza não vão conseguir expressar todo o desagrado. Antes de pegar para jogar já tinha ouvido que Dragon Song era um dos piores JRPG que existiam. Eu achei que era exagero da turma, mas depois de 50 horas de playada posso afirmar que não existe nenhum exagero nessas afirmações. Trama requentada e genérica, personagens sem sal, trilha sonora totalmente fora do tom e a gameplay mais destrambelhada que eu já vi. Caras, esse jogo aqui parece que faz de tudo para ser um cu com câimbra e força a mão para te deixar com raiva. Nunca tinha visto tantas péssimas decisões de design tomadas em um mesmo jogo. Na moral, esse prêmio é um que esse carinha aqui poderia ter. Acredito que não seria errado ganhar uma menção do Guinness no quesito maior número de merdas em um jogo de videogame. Até diria para vocês pularem esse post, se o entretenimento não fosse melhor quando estou falando mal das coisas.
Ficha Técnica
| Publisher | Ubisoft (tinha que ser, é merda, eles vão estar envolvidos de alguma forma) |
| Desenvolvedor(es) | Game Arts (não pode) |
| Diretor | Hiroyuki Kubota (parabéns por estragar a minha infância!!) |
| Produtor | Toshinori Kanemori (nem o nome rimando escapa da minha raiva) |
| Designer | Toshinori Kanemori |
| Artes | Toshiyuki Kubooka (esse até se salva) |
| Músicas | Noriyuki Iwadare (quis inovar assim como os colegas) |
| Plataforma | Nintendo DS (e que morra lá) |
| Lançamento | JP – 12 de janeiro, 2006 EUA – 13 de Dezembro, 2005 Europa – 24 de Março, 2006 |
Resumão para não ficar perdido
Essa bomba aqui conta a história de Jian Campbell e Lucia Collins (que tem e não tem nada haver com a Lucia do 2), que são dois aventureiros que trabalham fazendo entregas. Sim, o casal trabalha nos correios de Lunar, mas não desdenhem deste nobre trabalho, já que não é simples entregar aquelas blusinhas da Chein para a Ketlymariane sendo que tem um monte de monstros querendo comer o seu rabo. No mundo real tem uns cachorrinhos filha da puta que atrapalham os entregadores, eu sei, mas eles não causam envenenamento, maldição, confusão e afins. Pelo menos não normalmente. Voltando para o casal, a vida deles muda logo de cara quando resolvem ir até a cidade dos homens-bestas falar com o Rei deles e tentar mostrar que os humanos não são pouca bosta. É que existe um preconceito entre os feras e os humanos, já que eles são mais fortes que a nossa gente. A conversa não é simples, já que Jian acaba tendo que fazer papel de gladiador matando monstros na unha para provar seu valor e no final acaba sendo amaldiçoado pelo Rei, que é poucas ideias. O lado bom disso, é que o pessoal conhece Gabryel Ryan, que é a filha do Rei, mesmo com nome masculino, que os ajuda a escapar da situação e assim iniciar uma nova grande aventura. Que consiste primeiro em curar Jian, depois enfrentar a Vile Tribe e seu líder Ignatius, depois encontrar os 4 Dragões da deusa Althena para Jian se tornar um Dragonmaster e enfim enfrentar a própria Deusa Althena descontrolada. É, a mesma trama do primeiro jogo na cara dura. Sim, sim, como de costume a nossa turma recebe ajuda de mais personagens, no caso Flora Banks e Rufus Crow, mas eles são tão sem desenvolvimento que é como se não tivessem ajudado nada. Como disse antes, essa porra aqui não acerta em nada.

Lorota
Quase mais um remake.
A história de Lunar: Dragon Song é um cu completo e merece realmente tomar esse zerão no meio dos beiços? Sendo sincero, não. Ela segue o mesmo preceito dos anteriores, sendo uma aventura introspectiva cheia de pontos filosóficos que nos fazem pensar na vida. Podemos de fato até correlacionar esse carinha aqui com o primeiro jogo da saga e suas muitas versões e ele até parece mais um remake da coisa. Muito parecido com o que acontece com Star Wars Despertar da Força e o 4 para quem gosta de filme de espadinha brilhante. O que pega mesmo é que os personagens novos não são carismáticos como o do primeiro e a trama é totalmente desconjuntada. É como se a gente não tivesse muito bem um objetivo claro, saca? Uma hora parece que o problema é o grande preconceito entre os homens-bestas e os humanos, mas daqui a pouco isso é esquecido para lutarmos contra a Vile Tribe que está atacando a Catedral de Althena, algo que é esquecido logo depois, pois na real os caras queriam mesmo capturar Lucia e temos que salvá-la. Não é problema termos muitas subtramas, mas elas não se encerrarem ao meu ver é. Essa sensação de quebra abrupta na trama faz você não se importar com as consequências dos atos e muito menos desenvolve os personagens e suas relações. Vou me permitir dar uns spoilers aqui para elucidar isso, já que acredito que ninguém em sã consciência vai jogar essa naba, então estejam avisados. Tem um ponto onde Rufus fica para trás para lutar com um monstro enquanto Gabi e Jian avançam para salvar Lucia. Aí Rufus é derrotado e morto fora da tela, o monstro entra em cena com a espada do cara e nunca mais é mencionado nada sobre na trama. Porra, o cara entrou rapidamente no esquema, se sacrificou sem motivo, picou o pastel e supostamente era para a gente querer vinga-lo? Na moral, que negócio anticlimático da porra. Anticlimático assim como o final, onde pasmem, a gente não luta contra o vilão da maior parte do jogo, mas justamente contra esse monstro que matou Rufus. Caralho, os caras queriam mesmo que a gente sentisse a morte desse mano. Temos muitas frases edificantes e reflexivas vindas dos Dragões sem personalidade bem definida como no original, mas tudo fica pueril, quando isso não está dentro da trama. A gente reclama de discurso progressista forçado em obras atuais, ou pelo menos eu reclamo, mas isso aqui tem mesmíssimo problema. Que legal, o nosso maior vilão pode ser nós mesmos, obrigado Dragão Azul que eu vi por 2 minutos. Enfim, a pergunta se mantém, é zero? Não, só é fraco, mas a raiva está falando nos meus ouvidos e hoje estou afim de escutá-la. Tomar no cu desses arremedos de personagens que não fedem e nem cheiram. Esse Jian luta Kung Fu para vocês terem uma ideia!! Que bosta de heroi de fantasia é esse que sai no soco com o Capeta e não usa uma espada super poderosa 6 vezes maior que ele? Vejo hoje que peguei muito pesado com os manos do 2. Mil desculpas minha gente.
NOTA: 0.0

Playada
O inimigo da diversão.
Já vou deixar claro aqui que todos, exatamente todos, os quesitos vão acabar sendo influenciados por esse aqui, tamanho é o meu ódio, nojo e repulsa pela gameplau de Dragon Song. Cara, os manos simplesmente fizeram o jogo menos divertido de todos. Ele é um JRPG de turno com exploração, até aí tudo bem, eu curto, mas pegaram tudo que o gênero tem de pior ao longo do tempo e usaram sem medo de ser feliz. Não sou muito fã de mapa mundo point and click, mas aturo, agora imagina se as cidades também forem point and click? Sim, nesse cara aqui você tem cidades com pontos clicáveis e poucos interiores para explorar. Isso em si é uma grande merda? Não, mas tira a diversão de explorar as cidades e deixa tudo igual. Ainda mais que você vai passar diversas e diversas vezes pelas cidades, já que esse maravilhoso jogo só libera fast travel antes da última dungeon. Lembre-se, diversão não é com ele. Isso na real até poderia não ser um grande problema se pensarmos que os mapas são pequenos e existe a função de correr implementada. E fica no poderia, já que os devs acharam interessante colocar perda de HP quando seus manos saem em desabalada carreira. Não, vocês não entenderam errado, nesse game se você corre, seus personagens perdem HP!!! Eu sei que se a gente não está minimamente preparado, uma corrida pode até matar, mas não creio que isso deveria ser levado em conta em game. Essa é a ideia de mecânica mais idiota que já vi e só isso já é o sufiente para ninguém chegar perto dessa bosta, mas e se eu disser que ainda piora? Lembra, não tem diversão aqui. Aí no sistema de combate, você não pode escolher qual inimigo vai atacar e fica 100% para a CPU escolher. Sério? Sério. Em jogos de 1900 e guaraná com rolha temos algo assim, mas lá você pode pelo menos escolher um grupo de monstros para atacar, já aqui, nem isso, é random mesmo e sofre aí que não quero ninguém sorrindo. Ruim eu sei, mas e se eu disser que eles separaram o combate em dois modos, um que você ganha XP e outro que ganha itens que troca por grana? Eu nem tenho força para reclamar disso aqui meus manos. Não parece uma ideia ruim em um primeiro momento, eu sei, mas é óbvio que os dois modos tem suas pegadinhas. No modo XP temos a linda pegadinha que os inimigos sobem de nível junto com você. Ou seja, traduzindo, qualquer farm é perda de tempo. Diria até que qualquer luta é perda de tempo. O melhor é mesmo focar em ter equipamentos bons. E é aí que entra outra pegadinha gostosa, já que um dos jeitos de conseguir bons equips é matando um números X de inimigos, que estão no mapa, em um determinado tempo, tipo um time trial, para abrir baús azuis com bons itens, equipamentos e acessórios. Algo que se você percebeu, vai te fazer ganhar XP e por consequência nível, deixando os demônios também mais pirocudos. Mas deve haver outra forma de conseguir os equips então? E tem, que é o modelo que ganha itens. Aí você os vende ou os entrega para um NPC que por um acaso fez um pedido no Mercado Livre que nossos manos trabalham (Quests). E é aí onde entra a pegadinha do modo itens, que é o farm desgraçado, já que os equips tendem a ser mais caros que qualquer produto da Apple no Brasil com as taxinhas do amor. Para a nossa pouca sorte, o diabo do game tem nativa uma função de acelerar as batalhas, o que é um puta atestado de design fudido, mas que salva longas horas matando formiga, vespa e carrapato no mato para entregar suas carcaças para seu Zé da feirinha fazer bolo. Não que as pegadinhas acabaram por aí, pois esse game tende a surpreender muito se tratando de tolices. E se eu contar para vocês que certos inimigos podem roubar os seus itens ou quebrar os seus caríssimos equipamentos com uma taxa de acerto de 8 para 10? Jesus, que jogo lascado!!! Aqui meus amigos só tem um jeito, save/reset. Para a gente não ficar biruleibe das ideias o jogo pelo menos tem save em qualquer lugar. Aí é só mesmo questão de ser um covarde e save/reset toda hora sem medo de ser chamado de Nutella. Na boa meus amigos, em jogo assim o negócio é roubar o máximo que dá!! Tomar no cu, esses devs acham que a gente é trouxa!! Ninguém é trouxa aqui não!!! Ninguém aqui subiria uma montanha por causa de priquita!! Aqui a gente usa tudo que tem ao nosso alcance para mostrar quem manda!! Porra, na moral, não joguem isso não. Estou tão anestesiado que me faltam forças para reclamar de tudo. A parada não tem atributo de velocidade e a definição de quem ataca primeiro é por turno, as lojinhas não equipam ou vendem automaticamente as paradas, os personagens em geral tem uma magia só, o MP gasto é super alto, todos os inimigos causam status negativos e para fugir das lutas você deve assoprar no microfone do DS. É tanta coisa errada que nem dá para elogiar ter um botão onde os personagens conversam dando dicas das missões e o sistema de cartas que fornece os melhores buffs e debuffs do esquema. Na real, inclusive, se não tivesse esse lance das cartas, que pelo que entendi também servem para batalhas online, eu não teria zerado. Como sou um olho do cu, farmei até encontrar a maioria e achei uma que dava down em todos os atributos dos monstros que fez qualquer luta de chefe ficar trivial. Isso mais a grande estratégia save/reset, salvaram minha pele, mas não consegui me divertir nem por um único minuto. Fazendo esse zero ser o mais honesto que já dei nesse blog lixoso.
NOTA: 0.0

Barulhama
Seria melhor em Breath of Fire.
Sim, a trilha sonora é muito boa e arrisco dizer que é a melhor de toda a saga. Porque eu dei zero então? Porque me nego a dar uma nota diferente para esse lixo!! Puta merda, não sou fã de chamar as coisas de lixo, mas isso aqui para ser ruim teria que piorar muito, se fuder. Poderia vir aqui e dizer que a maioria das músicas não encaixam e parecem muito mais que saíram de Breath of Fire 4, com aquele toque que mistura China e Arabia, e isso não combina com o design da coisa em geral, mas isso não seria nem de longe motivo para dar zero. Ainda mais que mesmo as músicas não combinando nosso mano Iwadare estava muito inspirado e provavelmente sob efeitos de psicodélicos gostosos. Aqui é voto de protesto, assim como vai ser o que vou dar lá em setembro. Puta que me pariu de novo se avizinha escolher entre um tiro no cu ou nas bolas. Jeová nos salve.
NOTA: 0.0

Batom no Porco
Um show de enfermeiras Joy.
Já esse quesito aqui poderia chegar mais perto do zero, hein. Não que fosse zero em condições normais, mas chegaria perto. Não acho ruim o estilo artístico, os sprites ou mesmo a mudança brusca de câmera para ser isométrica. O que pega mesmo é o uso quase criminoso de palette swap. Manos, esse jogo eu acredito que tem no máximo, do máximo, uns 15 inimigos contando os chefes e até mesmo os sprites dos NPC’s são bem limitados só mudando a cor de roupa e cabelo. Já é um saco as cidades serem todas iguais, aí você entra nas casas e é um desfile da mesma menina de ombreiras bufantes, do senhor com cara de bêbado, do rapaz besta bombado e do maninho de cabelo de cuia. É de uma porquisse para ninguém colocar defeito. Acabei de fazer um post de um jogo desta saga para o GBA que tem mais variedade que essa merda e não consigo entender como essa bagaceira rolou. Pelo menos os Dragões de fato tem sprites muito melhores que qualquer outro jogo. O que não cobre a completa falta de ceninhas em anime que eu sei que cabiam aí nesse portatil. Não ia ser tudo aquilo como no 1 e 2 de PS1, mas dava para ter colocar umas 2 ou 3 para não ficar tudo com PNG estático. Na moral, estou falando que essa porra não acerta uma. Isso que nem cheguei a comentar a nojeira que são as telas de gerenciamento, principalmente a de equipamentos que é separado por categoria e você não pode gerenciar tudo que está equipado em um mesmo personagem ao mesmo tempo. Ah, na moral, cansei e vão tudo tomar no cu!!
NOTA: 0.0

Fator Nostalgia
Queria ter conhecido.
Pois é, gostaria muito, mas muito, de ter conhecido esse jogo na sua época de lançamento. Por que? Porque queria muito poder chegar aqui, dar nota negativa para esse quesito e fazer esse inferno amargar uma nota abaixo de zero. Como não é o caso e não o conheci, vamos passar reto que já gastei muitas palavras com essa porcaria.
NOTA: 0
Por que perder tempo com essa bosta?
Não vejo nenhum motivo e não vou ressarcir ninguém que achar que estou exagerando. Na moral gente, muitas vezes eu fiz piada, forcei a barra e até mesmo inventei coisas sem sentido. Aqui estou sendo 100% sincero. Esse jogo é uma completa desgraça e prefiro que daqui para frente todos nós o tratemos como uma lenda urbana, um delírio coletivo, uma teoria da conspiração ou uma grande Fake News dos Globalistas.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque é o pior jogo que já tive o prazer de colocar as mãos. Imagino que tenha coisa pior por aí, mas dentro da minha experiência, essa trolha é top 1. Eu aceito design esquisito, limitado e até sem pé nem cabeça em jogos que foram pioneiros como Dragon Quest, Final Fantasy e Fantasy Star, agora um jogo de 2005 e de uma franquia que já tem bons jogos não. Era só ter seguido mais do mesmo, não precisava inventar moda, que coisa. Confesso que sou super chato com essas guinadas em franquias, mas consigo ver a qualidade dos jogos, algo que aqui não existe. Isso aqui é só dor e decepção. Passem longe e façam de conta que não gastei quase um mês de vida nessa putaria.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 38:27:00 (sendo a play que fui até o final, não contando os resets) e 14:33:00 (sendo a play que abandonei, porque acabei subindo de nível mais do que devia) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 0 |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 3 (não levando em conta o monte de resets tb) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não Todas as Cartas (não sei quantas perdi, mas sei que perdi de vários chefes que era na sorte) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.0 |
| Playada | 0.0 |
| Barulhama | 0.0 |
| Batom no Porco | 0.0 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 0.0 |
| Dificuldade | não é necessariamente difícil, mas é sacana até não querer mais |
| Resultado | |
| Conclusão | um jogo que beira o inacreditável, com uma das piores gameplays que já tive o desprazer de conhecer |