
Virtua Fighter 2
Virtua Fighter 2 é o segundo game da franquia precursora dos jogos de dedo no olho, puxão de cabelo e gira teta em 3D. E podemos dizer que ele é uma grande evolução do seu irmão mais velho, já que tudo que tem nele é melhor e mais polido. Desde a jogabilidade bem mais responsiva ao gráfico mais suavizado, até aos mapas com muito mais detalhes e muito mais modos de jogo. Sério meus amigos, com o tempo de diferença entre o lançamento desse cara e o primeiro, é coisa de doido o quanto conseguiram evoluir o estilo. Era só dar uma refatorada no código e meter um trabalho de QA (qualidade) em cima? Era, mas é impressionante a diferença. A única coisa que faltou nesse cara mesmo foi dar uma revisada na IA, que está ainda mais FILHA DA PUTA que o anterior. Meus manos e minas, já fui humilhado muitas vezes aqui nesse blog, mas aqui os níveis foram reajustados. Vou contar mais depois, mas já confesso que não tive a capacidade para bater de frente com a CPU que simplesmente tem o tempo de reação de um jogador de Starcraft no auge do uso do Red Bull. Apanhei mais que cachorro de rua e se preparem, pois o post vai ser uma choradeira só. Depois da sova não tenho nem forças para brigar, só vou pedir desculpas mesmo. Síndrome do impostor bateu no fundo da alma.
Ficha Técnica
| Publisher | Sega |
| Desenvolvedor(es) | Sega AM2 (que tem nome parecido com PC antigo também se repararem) |
| Diretor | Yu Suzuki (segue no cargo para o refactor) |
| Produtor | Yu Suzuki |
| Designer | Kazuhiro Izaki (mano Yu deu uma aliviado no trampo) |
| Artes | Katsuya Terada (trabalhou bem demais) |
| Músicas | Takayuki Nakamura Takenobu Mitsuyoshi Akiko Hashimoto Youichi Ueda (expandimos a equipe para dar mais sabor no caldo) |
| Plataforma | Arcade (Model 2) Sega Saturn Mega Drive PC PS3 Xbox 360 |
| Lançamento | Arcade na Japa – novembro de 1994 Arcade na Europa – dezembro de 1994 Arcade no EUA – janeiro de 1995 Saturn na Japa e EUA – 1 de dezembro de 1995 Saturn na Europa – 26 de janeiro de 1996 Mega – em 1996 PC na Japa – 5 de setembro de 1997 PC no EUA – 30 de setembro de 1997 PC na Europa – em 1997 PS3 na Japa e EUA – 27 de novembro de 2012 PS3 na Europa – 5 de dezembro de 2012 360 – 28 de novembro de 2012 |
Resumão para não ficar perdido
E na porradaria da vez estamos na segunda edição do torneio de artes marciais mundial promovido pela empresa malvadona Judgement 6, que só quer mesmo criar soldados perfeitos para dominar o mundo. Sim, a galera viu que era fachada o torneio na primeira vez e que estavam sendo usados de cobaias, mas resolveram mesmo assim participar de novo. Ah, mas eles devem achar que o esquema agora é sério, não é? Pior que não, todo mundo sabe que o negócio é uma safadeza desgraçada, mas voltaram mesmo assim. Cada um tem seu motivo, claro, tipo Akira Yuki que volta mesmo desconfiando que é treta para aprimorar ainda mais seu estilo de luta, ou Pai Chan que volta para dessa vez bater de frente real com seu velho, ou Lau Chan que volta para meter o cacete no Akira que o derrotou anteriormente, ou Kage-Maru que volta para vingar o que fizeram com sua mãe, ou Wolf Hawkfield que volta para recuperar o prestígio perdido no torneio anterior, ou Sarah Bryant que volta para tentar entender o que a J6 fez com ela, ou Jacky Bryant que volta para ajudar a irmã na vingança ou Jeffry McWild que volta sem motivo apenas por ser um tonto simplório que gosta de se agarrar nos outros. Mas não é só de lutadores antigos que é feito o segundo torneio também, a parada fez um certo sucesso nas redes e contamos com dois novos desavisados. Shun Di, que luta enchendo a cara e acha que isso é uma boa, e Lion Rafale, que luta o estilo da cobra e só quer se divertir sendo um prodígio. No final, dei uma floreada, mas é a mesma história do primeiro sim, eu confesso. Ninguém seria tão burro a ponto de repetir algo que não deu e nem vem dando certo, né minha gente? Se bem que tem 5 jogos principais nessa saga, então acho que isso não é uma verdade.

Lorota
Seguimos na mesma.
Bem, como todos puderam perceber, a trama de VF 2 não muda nada em relação ao seu irmão mais velho, então não temos nada de novo para o quesito. Seguimos sem algum tipo de modo campanha, com mais teorias de fã do que trama real, com textos descritivos que ficam apenas no manual e não em game e não implementaram nem mesmo encerramentos para os personagens. Zerou com um deles o máximo que aparece é uma fotinho em pose de combate e se conte feliz. Sei que estou me passando bastante na análise desse quesito aqui, mas agora que comecei não posso voltar atrás. Tenho minha honra e sou teimoso. Sendo assim, vou seguir na mesma linha até que tenhamos minimamente alguma trama rolando na saga. Algo que sei que tem em jogos mais para frente, se minha memória não está me traindo. Nesse momento só posso prometer que vou manter o critério para outros games de luta que por aqui aparecerem, para os fãs de VF não ficarem muito sentidos. Confia!!
NOTA: 0.5

Playada
Um pouco menos rústico.
Como já comentei, essa carinha aqui é uma evolução gigante em relação a VF 1 e melhora tudo em termos de jogabilidade. Você começa a jogar e na primeira pancada já sente que a parada é mais fluída. Os golpes são bem mais plásticos e tendem a sair com muito mais facilidade, por exemplo. Ainda tem que ser super preciso, mas pelo menos saem com uma regularidade maior. Apertou um pouco mais leve que deveria o chute, vai errar o golpe e tomar um counter no meio do rabo sem dó, mas é mais fácil sem dúvida. Poderia ser mais suave, obviamente, mas se tratando de um jogo mais técnico, cadenciado e menos arcade, até não vejo problema. A treta mesmo é que os golpes ainda seguem com dano muito desbalanceado. É coisa de alguns personagens conseguirem acabar a luta com dois golpes. Isso gera lutas mais dinâmicas, mas faz ser erro zero, o que tende a deixar o jogo menos divertido. Ainda mais se tratando de jogar contra a CPU. Já vou tirar o elefante do meu banheiro, que sabem que aqui eu sou sempre sincero. Não consegui de forma nenhuma zerar essa parada na dificuldade normal. Sim, cheguei na luta 8 de 10 depois de 1 hora de muita surra e desisti. Caras, a CPU dessa porra lê os seus inputs na cara dura. Nas lutas após o round 4, você aperta soco alto, ela automaticamente abaixa, aperta chute baixo, ela automaticamente pula, aperta chute voador, ela automaticamente dá um counter aéreo, aperta para se defender, ela automaticamente te dá uma agarrão. Tudo isso em pixel perfeito e com tempo de resposta sobre-humano. As lutas depois de um tempo acabam se resumindo apenas em dor e sofrimento. Não é questão de você aprender os padrões de ataque e bolar uma estratégia. É questão de achar um cheese e seguir nele até ganhar. Se o personagem toma soco fraco e não sabe reagir, segue nisso até ganhar. Não dá para ter medo de jogar feio e sujo nesse caso aqui. Tem que roubar mesmo e fodasse. E tem que ter paciência até achar o glitch certo na IA, algo que desculpem, eu não tive. Consegui fazer final – inclusive desta vez derrotando a metálica Dural – apenas no Easy, que ainda pode ser meio carne de pescoço se você não for bom em se adaptar aos ataques inimigos. Já disse que não sou um exímio jogador de jojos de porrada, mas aqui pesaram a mão demais. Erro zero em jogo que as lutas acabam com 2 golpes bem encaixados é para afastar qualquer jogador de médio para baixo. Sei lá o que estavam pensando aqui. Será que queriam acabar com os betinhas como eu? Porra, esse cara deixou muito claro a minha inabilidade e o baixo poder de adaptação no calor do momento. Sou uma pessoa muito mais lógica do que reativa mesmo, até por isso sou melhor em RPG’s que em games de luta, mas não precisava me esculachar dessa forma. Na época da ansiedade, esse game é um prato cheio para causar depressão em qualquer pessoa. Bem, falei que ia ser choradeira. Só não larguei o projeto aqui por saber bem minhas limitações, mas que essa velharia aqui tem uma capacidade destrutiva de egos, porra, isso tem. Para não terminar com esse climão de bosta, vou comentar sobre algo positivo, que são os vários novos modos de jogo. Que são meio besta, mas ainda me agradaram. Além dos básicos Arcade Mode (contra máquina) e Vs Mode (contra humanos), aqui também vamos ter o Expert Mode (que pelo que entendi é um modo ainda mais filha da puta), o Ranking Mode (que é feito para ver que manda melhor entre migos), o Team Battle Mode (que é um tipo de modo torneio de equipes contra CPU ou outro jogador, podendo colocar regras como continuar com HP da luta anterior nos combatentes) e o Watch Mode (onde a CPU se porra para ver se dá alguma graça nos embates). Como disse é uma besteira, mas dá uma variada em um título que tende a ser bem limitado no fator replay. Só senti falta mesmo de ter aquele Training Mode para ajudar os mal acabados, como eu, a testarem seus cheeses. Até conseguimos mexer nas opções, que inclusive tem umas paradas bem interessantes, para “criar” um modo de teste, mas oficial não tem e seria muito bem vindo. No final, o jogo é bem mais refinado e divertido que o primeiro, mas se você não tiver um parceria para trocar sopapos, vai ficar dureza, já que a CPU não gosta muito de ser feita de trouxa. Imagino que tenha gente que consiga se virar com esse cara, mas não é o caso do pai aqui que só ganha usando o comando de Hadouken.
NOTA: 1.5

Barulhama
Uma leve compensação.
Relendo o que escrevi no post do primeiro jogo sobre o quesito músicas acabei chegando a duas possibilidades distintas. Ou eu estava doidão de melado quando escrevi ou estava compensando as notas baixas dos outros quesitos para não dar zero para o game histórico e ficar mal com a comunidade. Como acredito que não seja a primeira, já que estou a um tempo limpo, a segunda é a que tem mais força. Não retiro o quesito histórico que comentei e de fato VF moldou o estilo musical aplicado em outros jogos de luta 3D como Tekken, Soul Calibur e Dead or Alive, mas levar um 2zão aí já é demais. Ainda mais levando em conta que as músicas desse game aqui são melhores que as do anterior e mesmo assim não consigo lembrar de nenhuma. Ou melhor, até lembro bem da Loco Mía que toca na fase do Kage, mas isso foi muito mais pela quantidade de sovas que levei nela do que por ser icônica. As músicas não são ruins e combinam com o estilo frenético do jogo, só estão longe de ser um 2. Na moral tanto o 1 quanto o 2 deveriam receber uns 1.3 e estava de bom tamanho. No caso do 2 só não recebeu, pois gostei muito do efeito de soco que acontece ao escolher as opções do menu e os efeitos das tretas estão muito bons.
NOTA: 1.5

Batom no Porco
Já não doi tanto os olhos.
Puta, foi nesse quesito que a coisa mudou umas 500 vezes. Como sempre digo, aqui estou avaliando direção de arte e não gráficos, mas seria um débil mental que escuta Zé Felipe e Ana Castela se não dissesse que nesse caso a parada faz uma puta diferença. Caralho, só dos manos não serem 8 poligonos e serem mais arredondados você já sente que não está jogando algo primitivo. Essa melhoria é tão gritante, tão gritante, que dentro do jogo mesmo existem cenas onde é feita a comparação de antes e depois. Os modeladores devem ter feito uma orgia regada a prostitutas pernetas e anãs depois de terem entregado isso aqui gente. Parabéns para eles de pé e que puta evolução em um pouco mais de um ano de trampo no tempo que se jogava futebol com bala de canhão. Parabéns, até porque os personagens seguem sendo um bando de mal acabados sem sal. Ah, ah, eu vou fazer o que se esses carinhas são tudo sem graça parecendo que saíram de qualquer ônibus lotado às 7 da manhã? Deram uma detalhada melhor e até temos diferenças corporais, mas ainda sim para mim segue sendo o pior casting de personagens desde a invenção do D&D. O que dá um up mesmo no quesito são os mapas que agora tem muito mais detalhes e você diferencia onde está rolando a treta e a implementação de um sistema de danos nas roupas dos personagens, que faz cair chapéus, máscaras e outros pedaços de roupa. Sei que esse último ponto parece uma grande tolice, mas efeito de danos nas roupas em 94 não é pouca coisa não. Sem falar que seguimos tendo aquele sorrisinho maroto ao selecionar os personagens para a treta que é o charme artístico até o momento. Vou ficar triste se tirarem isso em algum momento e já se preparem para o zerão.
NOTA: 0.8

Fator Nostalgia
Sem história triste dessa vez.
Pois é, dessa vez tive a sorte de não ter sido traumatizado, já que não cheguei nem perto de encostar em Virtua Fighter 2. Já comentei o acesso limitado que tive ao Saturn e no bar do Didio – onde tinha Flipers no meu bairro – nunca chegou algo em 3D. Esse cara inclusive não tenho nem recordação de ver em shoppings. Passou completamente batido. Para minha sorte, como comentei, que se tivesse pegado para jogar com toda a certeza hoje não estaria nem perto de um vídeo game. Tipo aquele fora que você toma da menina que gosta no colégio que te faz virar Incel. Na infância ou adolescência o melhor mesmo é ser um covarde para evitar traumas. Melhor deixar para ser traumatizado quando adulto, que aí você não tem tempo de remoer a dor, já que tem que dar um jeito de sobreviver.
NOTA: 0.0
Por que perder tempo com essa bosta?
Sigo sem muito além do valor histórico. Esse carinha é mais fluído, mas bem detalhado e tende a divertir bem mais que o anterior – ainda mais se for contra amigos, que contra CPU é dureza -, mas isso não é o suficiente para valer a pena. Vale dar umas pancadinhas e levar umas várias do CPU para ver do que se alimenta a evolução do Pai dos games de luta 3D, mas nada que leve mais que uma noite de terça ou manhã de sábado livre. Só sendo muito fã da série ou do estilo mesmo para entrar de cabeça e masterizar.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque além de datado tem a CPU mais filha da puta que já vi na minha vida. Eu sei que o game não se resume a isso e ainda podemos nos divertir com amigos, mas essa IA é motivo sim para qualquer pessoa passar longe desse esquema. Falei bastante sobre os efeitos nocivos da parada antes, mas gostaria de reforçar o aviso aqui. Depois não quero ver ninguém me enchendo o saco, pois quis ir ver se eu estava exagerando e acabou não querendo nunca mais chegar perto de um jogo de porradaria ou até de qualquer jogo. Só vai se você tem o coração forte. Se você acredita em lugar de fala, em invasão de espaço, que as pessoas se machucam se você errar os pronomes delas, que existem palavras que não devem mais ser ditas por serem racistas e coisas correlatas, passa longe, pois o game vai te fazer muito mal. Estejam bem avisados!!
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 04:00:00 (ao total) 00:45:00 (chegando ao round 8) 00:15:00 (zerando no modo easy) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 1 (tive que dar uma olhada na lista de golpes) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 4 (na zerada do easy) confesso que perdi as contas das outras tentativas |
| Zeramento | não (zerei apenas no easy, então não conto como zerado mesmo) |
| 100% | não lista: Zerar no Normal (cheia ao round 7 com a opção learning ligada e ao 8 com ela desligada) Zerar no Hard (fico só imaginando como deve ser isso) Zerar do Expert (não passei do 4 round) Todos os Golpes (sem modo treino complica esse quesito) |
| Resultado | (simbólico pela surra que tomei) |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.5 |
| Playada | 1.5 |
| Barulhama | 1.5 |
| Batom no Porco | 0.8 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 4.3 |
| Dificuldade | não consigo nem classificar |
| Resultado | |
| Conclusão | um game que evolui muito seu antecessor, mas que peca na CPU que rouba na cara dura |