
Lunar: Silver Star Harmony
Lunar: Silver Star Harmony é o quarto remake do clássico primeiro jogo da Saga Lunar. Pois é, o quarto, o quarto, simplesmente o quarto. Já vou revelar logo e sem muita enrolação, que sim, agora deu uma boa cansada. Puta que me pariu, empurrei essa naba com a barriga, mais que empurro aquela visita no dentista, aquele começo na academia ou aquela limpada no meu quarto. O esquema tem melhores gráficos, algumas adições interessantes na trama e junta tudo das outras versões, mas nada disso me fez querer menos ver o encerramento da parada. Sim, culpa 100% minha por ter a experiência da forma que tive. Imagino que se pegasse esses títulos com o espaçamento devido nada disso teria acontecido. Como não foi o que rolou, me aturem com um bode enorme e cheinho de má vontade ao longo do post. Vou ser injusto? Provavelmente, mas não canso de repetir que nunca prometi nenhum tipo de coerência aqui nessa porra. Aqui é o chorume do chorume da hipocrisia. E sim, falei pouco do game até agora, para já terem uma noção do teor da coisa.
Ficha Técnica
| Publisher | Xseed Games na América GungHo Online Entertainment no Japão |
| Desenvolvedor(es) | Game Arts (entendo jogar no seguro depois do Dragon Song) |
| Diretor | Toshiyuki Kubooka |
| Produtor | Youichi Miyaji |
| Designer | Kei Shigema |
| Artes | Toshiyuki Kubooka |
| Músicas | Noriyuki Iwadare (por motivos óbvios vemos que tivemos poucas mudanças no time de dev) |
| Plataforma | PSP |
| Lançamento | JP – 12 de Novembro, 2009 USA – 02 de Março, 2010 EU – 05 de Março, 2010 |
Resumão para não ficar perdido
Bem, estamos aqui uma quarta vez, e se não me dei ao trabalho de escrever algo novo já na segunda, não será aqui que teremos. Sim, sigam indo dar uma lida no post do primeiro para me dar mais um clique e depois voltem aqui para verem o tamanho do meu mau humor. O esquema não é na mesma pegada que o Virtua Fighter Remix, mas pensando bem, acredito que também poderia ter pulado esse mano aqui e evitado o tempo gasto. Todo mundo explodindo Zumbi com o Leon bombado e eu aqui pela quarta vez sentando o pau no Imperador Mágico com nosso mano Dragonmaster Alex e sua turminha. Tenho mesmo que rever esse projeto antes de ficar doido!!

Lorota
E chegamos na perfeição.
Como já repeti algumas vezes, estamos na quarta encarnação dessa história, então é chegado o momento de tirar aquele sonhado 2.5, né mesmo? Pois é, acredito mesmo que sim. Já tinha achado pelo em ovo para tirar um décimo da versão do PS1. Aqui sendo a mesma trama, sem tirar nem pôr em nenhum ponto e ainda adicionando mais background para algumas ciosas, me vejo obrigado a concordar com o palestrinha. Existe toda uma cena no início para contar um pouco da história dos 4 herois do passado que vejo como uma boa adição – e algo que até poderia render mais um jogo se bobear -, por exemplo. Para ser extraclasse ainda faltaria se aprofundar mais nas raças do jogo e suas relações, distinguir melhor as personalidades dos Dragões quem sabe dando mais peso às suas eventuais idas para o Vasco e até mesmo melhorar as relações entre o pessoal do grupo, exemplo Kyle e Nash que mal se falam. Agora para ser um 2.5, acredito mesmo que o que temos na “edição definitiva” é o suficiente. O carisma e quimica dos 3 casais é foda, o mundo é realmente interessante e vivo e temos de fato uma aventura que escala de forma ideal. Não me emocionei como na versão de PS1 – incluindo a cena que sempre comento -, muito por já saber de cabo a rabo o que vai rolar. Mas tenho certeza que se não soubesse de nada, essa versão aqui iria sim suprir tudo o que é necessário para ser um jogo que gabarita esse quesito. Pois é, para quem estava mau humorado, até que consegui não me deixar influenciar. Pelo menos nesse quesito, os outros já não garanto.
NOTA: 2.5

Playada
Aqui a maionese desendou!!
Depois dessas várias versões que não canso de salientar, a jogabilidade pode enfim ganhar um 2.5 ou pelo menos uma nota mais interessante como aconteceu com a lorota, né mesmo? Pior que aí vou ficar devendo. Em resumo, ele não muda em nada o combate, seguindo aquele lance de posicionamento, e eu sigo odiando esse sistema. Até é aumentado o fator estratégico nas lutas contra os chefes, fazendo os ataques especiais (aqueles carregados tipo limit breaks introduzidos no PS1) serem bem mais úteis, mas ainda sigo achando uma merda não saber até onde os personagens podem se mover. Desculpe, mas essa é uma opinião que vou levar para o túmulo. Vai estar bem do ladinho da opinião de que o Funk é uma merda, que um presidiário não deveria ser presidente e que mudar as características dos personagens nas adaptações é um lixo. Bem, com isso então a nota vai ser mantida igual do PS1? Pois não é que isso também não vai rolar? Eu disse que esse game não muda muita coisa dos outros, mas muda bem de leve sim e esse bem de leve é algo que me deu nos nervos. A primeira coisa que mudaram foi os inimigos darem respawn a cada troca de tela. Nas outras versões que os inimigos estão no mapa – como é aqui -, se você matasse todos os inimigos de uma dungeon, os mesmos só reapareceriam se você saísse da dungeon e voltasse. O que não acontece em Harmony, já que se você troca de tela dentro da dungeon e volta para a anterior, os mesmos reaparecem prontinhos para comer sua linda bundinha. Sim, isso pode parecer besteira no começo, mas enche o saco quando as dungeons ficam mais complexas e você tem que fazer aquele vai e vem para catar itens ou achar o local certo. E se agrava quando percebemos que as telas das dungeons ficaram minúsculas e você tem que ficar trocando toda hora. Sim, os manos tinham que escolher algum ponto para limitar a coisa e ponto escolhido foi os mapas. Pode ser que a gente enfrente a mesma quantidade de inimigos dos anteriores levando em conta o tamanho das telas, mas eu tive uma sensação de não ter progresso nenhum com os inimigos dando respawn desse jeito. Ah, e sabem onde mais os inimigos dão respawn? Quando você dá load. Pois é, você limpa a pequena tela dos grupos de monstros, salva para continuar depois, desliga o game, vai dar uma cagada, bate 3 punhetas olhando a Andressa Urach e sua família, lava as mãos, liga o game, dá load e tem um inimigo que você matou dentro (às vezes literalmente) dos seus personagens. Contei no post do Legend que existia um bug que fazia você recuperar vida e magia ao dar load. E acredito que esse respawn só foi implementado para pegar de calça curta o espertinho que tentou reproduzir essa patifaria. Atrapalhou gente honesta (confia) como o pai aqui, que salva e dá load para explorar? Sim, muito, muito, mas pelo menos também evitou essa gracinha. Não que a recuperação de HP/MP tenha sido totalmente descartada, já que ela rola ao passar de Level. Só não é tão de graça quanto antes. Eu sei, nada disso é motivo para dizer que esse jogo cagou no pau em relação a gameplay, mas acalmem que ainda não comentei o ponto que me deixou mais pistola. Que é jogar totalmente fora o uso do atributo velocidade, deixando quase totalmente random a ordem de quem vai agir nos turnos. PUTA, como odeio jogo que faz isso!!! E é ódio verdadeiro, do fundo da alma!! Caralho, como que eu vou me planejar em um jogo de estratégia, se não sei quando os personagens vão realizar as suas ações??? Tenta jogar damas, xadrez, canastra, uno ou qualquer jogo do turno sem saber qual a ordem para ver a merda que dá!! Como que eu me planejo para curar, atacar, defender ou buffar, se não sei se vou sair sendo atacado ou não? Na boa, isso parece só artifício para deixar o game mais difícil. Teve um amigo meu que defendeu essa prática, dizendo que isso serve para deixar o jogo menos previsível e menos repetitivo. E eu entendo o argumento, mas não o compro. Pois um game de turno, ao meu ver, tem que ser previsível, mesmo que isso o torne menos dinâmico e até mesmo repetitivo. De imprevisível já me basta a ida ao mercado todo dia, onde não sei se vou conseguir pagar as coisas que tinha pensado em comprar. É, aqui minha raiva extravasou e não tive medo de ser pau no cu. O que posso garantir é que os próximos quesitos não vão ser tão intensos e o mau humor deve ser menor.
NOTA: 0.5

Barulhama
Seguimos pelos motivos certos.
Como prometido, aqui não vamos ter polêmicas e nem discórdia. A não ser que você não acredite que esse quesito aqui merece aquele 2.5 já na versão de PS1. Aí se for assim, vou lhe aconselhar a dar uma procuradinha em ajuda profissional, pois ou você está com problemas auditivos ou no cérebro. Ainda mais que em Harmony tivemos redublagem para deixar tudo ainda mais top, remasterização dos temas para ficar tudo ainda mais nítido e os sons de pancadaria estão ainda mais refinados. Não acho que a trilha sonora de Lunar 1 seja inesquecível e a melhor coisa da alface da terra, mas acredito que ela cumpre bem o que se propõe na trama, é muito bem encaixada e tem seu charme. Ainda mais quando você já a ouviu várias, várias e várias vezes como esse tongo aqui.
NOTA: 2.5

Batom no Porco
Confesso que fiquei um pouco confuso.
Aqui a parada foi aquele famoso mix de emoções. Comecei ficando de pau duraço quando percebi que as cenas em anime não só foram mantidas como remasterizadas, depois quase me gozei todo quando reparei que os sprites usados eram grandes e super bem feitos, aí me melei mesmo quando vi que os cenários pareciam pintados a mão, logo depois dei uma broxada quando percebi como é feio os designs dos menus e por fim meu pau quase entrou para dentro quando comecei a pensar que esse game parece ter sido feito dentro do Game Maker. É, como deu para perceber, no quesito Artes o esquema foi mesmo um carrossel de emoções. Mas podem ficar tranquilos, mesmo tendo alguns pontos de ressalva, ainda achei tudo muito lindo, bem feito e de longe melhor que qualquer umas das versões de Lunar 1 e até do que qualquer outro jogo da saga. Aqui faz mesmo sentido dizer que essa é a versão definitiva de Lunar, pois mesmo esquisito olhando de perto, o estilo artistico é muito bom. Só não meti o 2.5, pois achei meio ruim os portraits serem gigantes e pouco variados, dando ainda mais cara de jogo feito no Game Maker. Que já deixo claro não ter nada contra. Só acredito que a engine tende a deixar meio genérico o estilo artístico, na maioria dos casos.
NOTA: 2.3

Fator Nostalgia
Será?
Será que eu poderia já tirar pontos de nostalgia sendo que é a minha quarta vez? Obviamente que não, mas levando em consideração minha má vontade, confesso que isso passou pela minha cabeça. Seria uma filha da putagem gigante, eu sei, mas passou. Na real, durante a confecção do texto pude ver que o sentimento negativo nem era tão grande como imaginava. Sinto muito se decepcionei quem veio aqui pela treta e prometo que não vai faltar oportunidades para perder a linha com video jogos. Logo mais chega God of War 2018 aí e vocês vão ver do que estou falando.
NOTA: 0
Por que perder tempo com essa bosta?
Porque esse game é sim uma grande opção para quem quer se aventurar em um JRPG dos mais raiz possível. Ele tem tudo que quem é fã desse estilo ama e ainda tem gráficos top’s se tratando de pixel art. Muito do jogo ainda é ficar forte, bater e curar, mas quem ama o gênero imagino que não está procurando nada diferente. Se tiver alguma gimmick, mini game ou mecânica diferente melhor, mas se não, vamos nessa! Não consigo dizer que essa versão de PSP é de fato a definitiva para o Lunar 1, pois gosto mais da versão de PS1, mas é uma ótima versão que vai trazer aquele estilo de aventurinha de sábado frio e chuvoso.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Se você não gosta de JRPG, de coisas japonesas, de anime ou se jogou alguma das outras versões, principalmente a de PS1. Me irrita muito mesmo o lance da ordem das ações serem random, mas ainda sim esse game é tão bom quanto os outros e vai valer a pena se for a versão de porta de entrada. Achei que eles tentaram dar uma forçada na dificuldade de forma artificial, mas nunca vou reclamar de dificuldade em um game que dá para salvar toda hora, que tem itens de cura À La Vontê e é super fácil de passar níveis.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 34:25:25 (quais o mesmo tempo de novo, isso que aqui não farmei em nenhum momento) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 1 (caí em uma sacanagem no chefe final) |
| Trapaças | 1 (tive que dar um acelero as vezes, confesso) |
| Game Over | 1 (aqui aquele lance da ordem das ações comeu meu rabo) |
| Zeramento | sim |
| 100% | não Bromides (2 de 13, nem me liguei que tinha isso) |
| Resultado |
Avaliação do Querido
| Lorota | 2.5 |
| Playada | 0.5 |
| Barulhama | 2.5 |
| Batom no Porco | 2.3 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 7.8 |
| Dificuldade | tenta ser difícil, mas falha de forma magistral |
| Resultado | |
| Conclusão | É um bom jogo, com leves defeitinhos na play, mas que acabei me passando por ser a quarta vez |