
Ys
Ys é a versão de Famicom (NES) do primeiro jogo da longeva série de RPG’s de ação Ys e uma bosta completa de jogo!!! Puta que me pariu, hoje não tô bom não!! Tomar no cu, jogo do caralho que em nenhum momento diverte. Só dor, sofrimento, xingamento, raiva, úlcera, hemorroida estourando, calvície e dedo no rabo. Nunca imaginei que um joguinho estilo Zelda me traria tanto desgosto na vida! Pois é, quebrei bem a minha cara e entendi que a vida sempre pode nos surpreender. Pelo menos vou poder expurgar todo o meu ódio, que estava contido desde os últimos dois posts. Já não estava me sentindo mais o mesmo, tenho que admitir. Falar bem de dois games na sequência me deu um bom baque. Sorte que esse suco do mau design caiu no meu colo e vou poder voltar a fazer o que sei de melhor. No caso xingar jogos que não pediram para ser xingados e que estavam quietos nos seus mofados cantos. Preparem a meia da punheta nerdaiada que hoje a falta de respeito vai comer solta.
Ficha Técnica
| Publisher | Victor Entertainment (nem na publisher acertaram, maior cara de amador) |
| Desenvolvedor(es) | Advance Communication Company (deveriam ser presos) |
| Diretor | – (ninguém quis assumir essa bomba) |
| Produtor | – |
| Designer | – |
| Artes | – |
| Músicas | – |
| Plataforma | Famicom/NES (e que morra lá) |
| Lançamento | 29 de agosto, 1988 (deveria ser dia de luto no Japão) |
Resumão para não ficar perdido
Sem enrolar muito, a história é a mesma que a do outro. Mano Adol Christin e seu nome de velho encontrando livros para salvar a terra de Ys. Ainda mais confuso, ainda mais sem sequência de acontecimentos e ainda com menos informações de como que livros podem salvar o mundo. Sou da opinião que o conhecimento pode mesmo melhorar a vida de todos. Quanto mais gente com acesso à educação, menos gente votando no Caneta Azul, Azul Caneta. Agora disso, para derrotar Demônios vindo dos confins do inferno, me parece um salto meio grande. Nem a Holy Bible tem esse poder todo. Ela no máximo manda os capetas de volta para seu lar e eles tendem a voltar a cada novo verão americano.

Lorota
Ficou só no pouquinho…
Se já reclamei da primeira versão nesse quesito, o que sobra para essa que é ainda mais confusa? Nada, não sobra nada pro betinha. Caramba caras, aqui o esquema não te dá nem uma linha mínima de acontecimentos para seguir. É total freestyle e se vira para descobrir qual a próxima quest ou objetivo. No primeiro, pelo menos os poucos NPC’s que tinham te indicavam onde ir ou com quem falar. Não era algo super elaborado ou que desse para se chamar de trama, mas pelo menos dava para tentar criar alguma linha de raciocínio e até criar uma história por si mesmo. Aqui? Nada e se vira se quiser conectar o que está rolando. Quem pegou só esse cara, não deve ter entendido nem que estava buscando por livros. O troço é relaxado de tudo o que é lado! Uma vergonha!! Só não dei zero, pois o mundo ainda segue minimamente intrigante.
NOTA: 0.4

Playada
Limpei o currículo.
Para já tranquilizar todos os meus ávidos leitores, desta vez consegui de fato chegar ao final do jogo. Pois é, não teve nenhum tipo de bug, travamento ou FPS baixo para me impedir e desta vez pude salvar o mundo de YS como o prometido. O que deveria ser motivo de comemoração, eu sei, mas não é. Puta, como me fudi nessa playada. Era para eu sair me sentindo melhor e ter lavado a alma do meu “currículo gamer”, mas no final estou me sentindo ainda pior e até mesmo sujo. Tive que fazer coisas que eu detesto meus amigos e não me sinto feliz com isso. Estou envergonhado. Sim, o jogo ainda é um RPG de ação onde você se esfrega nos bichos para derrotá-los, só que o nível de filha da putagem aumentou exponencialmente. Começando pela exploração, que agora te deixa mais perdido que Saci em roda de capoeira. Nesse carinha aqui foram implementadas novas quests, principalmente as de achar coisas para NPC’s, e boa sorte para entender as dicas dadas para concluí-las. É coisa do cara te dizer para ir em um lugar cercado por árvores e o mapa inteiro ser cercado por árvores, CARALHO!! Entre na porta quebrada, depois na de defesa e depois na de ataque. Legal, entendi, mas onde tem essas portas? No meu ou no seu cu?! Sério manos, se eu não tivesse engolido meu orgulho e ido atrás de uma play na net, não tinha chegado ao final. O mapa muda para caber no NES de diversas formas, mas não é essa a questão, a questão é que não temos uma linha de eventos rolando para nos guiar. Algo que já comentei acima. O Jogo te deixa solto e sem nenhuma leve dica de onde ir. Sim, jogo antigo é nessa pegada, mas normalmente você tem até um direcionamento narrativo para seguir. Se não isso, os caras colocam inimigos pika para você não conseguir passar. Algo que até poderia funcionar aqui, caso os caras não tivessem desbalanceado o jogo completamente o deixando infernalmente difícil. É coisa de inimigos te matarem com dois golpes, mesmo você estando com as melhores armas e no nível máximo. Que inclusive aumentou de 10 para 25 e só serviu para aumentar também o farm. No final, não faz sentido batalhar nesse jogo. É sempre melhor desviar de tudo, encontrar um ponto de farm e ir sofrer contra os chefes onde você tem que ter poder de reação de um Ninja de Naruto. Já adianto para algum masoquista que quiser se fuder nessa bosta aqui: seu maior amigo será o Save!! Não tenha medo de dar Load se a coisa ficou meio feia, pois esse game vai colocar uma cacetada de inimigos hit kill posicionados nos piores lugares para te ver morrer. Estou sendo sincero quando digo que não consegui me divertir em nenhum momento nessa parada. Foi eu sair da cidade e tomar o primeiro game over para já entender que a coisa seria complicada. Fiquei mais com o cu na mão do que me divertindo nessa merda. Só não zero ele completamente, pois consegui ter o sentimento de satisfação ao derrotar os bosses carne de pescoço, assim como rola nos atuais Souls. Que perto disso aqui são fichinha, um passeio no parque ou um churrasco de domingo com os bruxos. Quer desafio, tenta Ys e depois me conta. Só não vou pagar remédio para ninguém, nem vem!
NOTA: 0.7

Barulhama
Algo de bom.
Ainda bem que nem tudo é uma desgraça completa nessa versão e conseguiram fazer uma transição bem interessante da fodástica trilha sonora do Ys “original”. Não era um trabalho fácil fazer o chip barulhento do NES, que quase estoura nossos tímpanos, rodar essas músicas aventurescas de primeira qualidade. Temos que dar a César o que é de César nesse caso e dar os parabéns para os manos. A parada continua sendo uma bomba de merda completa, mas pelo menos não fez feio na trilha. Inclusive, estou muito curioso para escutar essa trilha em títulos mais aprimorados dessa série. Não que eu tenha certeza que isso ocorra. Pois os caras podem ter feito trilhas novas para os outros games. Só acho que isso seria um puta desperdício e vou acabar ficando bem triste e abrindo um Reclame Aqui para mostrar a minha indignação.
NOTA: 2.0

Batom no Porco
A coisa complicou ainda mais.
Confesso para vocês guys que quando comecei a jogar esse carinha tive a sensação de que ele era bem mais bonito que as versões de PC. O FPS estava controlado, as coisas estavam mais nítidas, as casinhas agora tinham interação e os menus eram mais fáceis de navegar. Mas foi só interagir com o primeiro NPC, ver o portrait mais feio que cagar de pé, que minha opinião acabou mudando na hora. Puta merda, esse bichinho aqui é bem do feio e perde de goleada para a outra versão. Sem falar que tem umas decisões de design nas dungeons que são no mínimo questionáveis. Por exemplo, os baús que não ficam abertos depois de terem seu conteúdo surrupiado. Sei dá limitação do console pai da Nintendo, mas não custava muito ter colocado um sprite a mais de baú aberto para facilitar pra gente. Era só ter tirado um ou dois monstros que estava resolvido. Até porque com os sprites apresentados aqui, nem dá para identificar e diferenciar os inimigos. Sei que parece uma besteira isso que comentei, mas lembre-se que essa naba é difícil umas quantas horas. Então não saber fácil se você pegou um baú ou não e te fazer voltar toda hora nos mesmos lugares é pedir para ainda mais game-over. Sei que parece que o problema aqui é só o efeito comparativo, mas mesmo se não existisse outra versão, esse carinha aqui seria fraco em termos artísticos. Trouxe jogos de Gundam desse mesmo console e que dão uma surra de pau mole nesse cara. Não tem desculpa para essa porquice.
NOTA: 0.5

Fator Nostalgia
Melhor nem saber.
Não é novidade que não havia jogado essa porcaria aqui e fazendo a play para post me sinto até feliz com isso. Na moral, tem muito jogo experimental no NES, já que tudo ainda era mato. Mas é cada bomba radioativa que foi lançada, que não dá para acreditar que foram seres humanos que colocaram a mão. Na moral mais uma vez, é só jogar por 5 minutos essa porra aqui para perceber que ela não vai divertir ninguém. Pensando que nessa época videogames eram majoritariamente algo para crianças, o que esses Japas estavam querendo? Eles estavam querendo traumatizar uma geração ou fazê-los serem mais fortes? Porra, não é atoa que a taxa de se Vascar lá é alta. Olha as merdas que eram colocadas para os caras jogarem logo no início da vida!! Alguém deveria ter sido preso por isso, na moral mais outra vez.
NOTA: 0
Por que perder tempo com essa bosta?
Nenhum motivo, ainda mais tendo em vista que já não vi no outro que era relativamente melhor. Só joguei para fazer comparação entre versões e porque me propus a isso nesse projeto. Sem ser isso, melhor passar bem longe e manter o pouco de sanidade que ainda resta nessa porra de pais onde logo mais vamos bringar com a familia toda por causa de um velho bebado e de outro que está sempre doente para fugir da cadeia.
Por que não perder tempo com essa bosta?
Porque essa porcaria não tem a intenção de te divertir em nenhum momento. Para mim, os jogos tem que ser primeiramente divertidos e o resto todo será um plus. Eles podem te deixar emocionado, te deixar triste, te deixar feliz, te deixar animado, te deixar inspirado e te deixar muito mais coisas. Agora se não te divertirem, como é o caso aqui, aí perdem todo o sentido e não valem nem o mínimo esforço de dar play.
Avaliação da Playada
| Tempo de Jogo | 13:00:00 (de puro ódio) |
| Save State | 0 |
| Detonado | 8 (como já disse, aqui não teria zerado se não tivesse dado aquela boa olhada em um guia) |
| Trapaças | 0 |
| Game Over | 110 (mas confesso do fundo do coração que perdi o controle em um momento) |
| Zeramento | sim |
| 100% | sim (até onde percebi) |
| Resultado | (e bem merecido nesse caso) |
Avaliação do Querido
| Lorota | 0.4 |
| Playada | 0.7 |
| Barulhama | 2.0 |
| Batom no Porco | 0.5 |
| Fator Nostalgia | 0.0 |
| Total | 3.6 |
| Dificuldade | puts, aqui é menos doloroso uma pedra nos rins |
| Resultado | |
| Conclusão | um port para consoles que trás novidades, mas que tira completamente o divertimento da coisa |